segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Arriba... arriba...

Já não aguento mais notícias sobre este vírus. Por variadíssimas razões, primeiro, e principalmente porque estou grávida., porque as notícias não passam de uma mera contagem das pessoas infectadas, porque os media só se focam nas desgraças, porque o nosso Governo ainda não fez nada para travar esta pandemia, porque a informação disponível (relativa às grávidas) é inconclusiva, porque ainda ninguém percebeu quando é que chega ao nosso país a dita vacina. Como já tinha pouca coisa para me preocupar… tinha que vir esta gripe.
Evito ao máximo estar em locais públicos cheios de gente (deixei de ir ao cinema, por exemplo), deixei de fazer viagens para o estrangeiro em trabalho (agora só deslocações nacionais), quando tenho que ir às compras não toco em nada, botões de elevador, portas, corrimões…. Mas é inevitável não tocar no multibanco (como é que pago as contas?), ou no carrinho das compras.
Sim, estou um bocadinho paranóica. Estou a pensar seriamente em fazer uma promessa, para pelo menos não apanhar este vírus durante a gravidez, e pelo meio lavar muitas vezes as mãos.

Casório da prima 2

Outra situação a destacar deste casamento.
Quando chegámos à igreja, encontrámos logo um dos primos a que sou mais ligada, o F. e respectiva mulher (damo-nos muito bem com este casal) e a primeira coisa que o meu primo faz é gozar connosco, eu e a mulher (a C.), porque estávamos as duas com vestidos da mesma cor*.
Ao que a C. responde: “Ah não faz mal, ela está grávida”.
E eu agradeci a gentileza.

*Aliás era a cor predominante. Estamos a falar do roxo.
Bem que a senhora da loja da Pedra Dura avisou, “olhe que todas as clientes que querem comprar bijutaria para casamentos vão de vestido roxo ou verde”. E de facto confirmou-se.

Casório da prima

Sábado foi dia de ir a mais um casamento, desta vez de uma prima do lado paterno, e como já é tradição neste lado da família, quem celebrou esta união foi o meu tio padre. Até aqui tudo bem. O problema é que eu gravidérrima tive que apresentar o F. ao meu tio (das poucas pessoas que ainda não conhecia).
E assim de uma cajadada só meti-me em apuros. Das duas uma:
• Ou estou casada, e foi outro padre que celebrou a missa (o que é uma afronta familiar)
• Ou não estou casada, e estou grávida, a viver em pecado com o meu namorado (o que ultrapassa a afronta, é portanto um sacrilégio aos olhos de Deus)
E então apresentei-o ao meu tio só pelo nome, sem dizer qual era a sua ligação a mim… Ao que o meu tio, que não estava nada a perceber aquelas apresentações perguntou-me de quem é que ele era? (tradução: era filho de quem?), e eu respondi em tom de brincadeira que “era meu”. Baralhação completa. E no meio do stress da noiva a chegar à igreja, e nós a entrar, a conversa ficou por ali.
Horas mais tarde, o tio padre esteve a falar com os meus pais na Quinta do copo de água, e perguntou por mim (!?), como é que estava, o que é que andava a fazer… Ou seja…não me tinha reconhecido (sim, não nos víamos há muitos anos). Moral da história, veio falar comigo outra vez, a pedir desculpas por não me ter reconhecido… e nós os dois a falar, com uma barriga de grávida no meio, e sem tocar no assunto.
Não tenho mais comentários a fazer.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Replay

Tem sido uma animação montar o quarto do Francisco. Já só faltam pequenas coisas, pequenos detalhes, e tal como na montagem do resto da casa, todos quiseram dar o seu contributo. Os avós foram os principais intervenientes: a minha mãe a pintar o quarto e a reciclar móveis (digamos que a avó Catarina é um concentrado da equipa do “Querido mudei a casa”), o meu pai a pendurar o varão dos cortinados, a tia G. a fazer lençóis de raiz e os avós paternos a oferecerem também boa parte do recheio. Vistas bem as coisas os quatro avós e a tia favorita do F. ofereceram tudo. Quando penso no que é que eu ofereci ao meu filho… ficamo-nos por um body com gola e uma moldura. Mais nada.
A faltar mesmo para o quarto estar pronto só uns bonecos que a prima-artista vai desenhar nas paredes, no segundo fim-de-semana de Setembro, e uns origamis e outras artes em papel feitos pelo primo R. que vão encher (finalmente!) o candeeiro do quarto.
Como a minha mãe costuma dizer eu “faço tudo com as mãos dos outros”, e eu digo em minha defesa que sou a criativa. Alguém tem que ter as ideias! E luzes é o que não me falta!

Setembro em Lisboa

E afinal já só vamos regressar a Tróia para o ano. A praia é fantástica e toda aquela lenga-lenga que se sabe, mas se eu precisar de alguma coisa não tenho onde ir… só por ferry e dependendo das horas, senão tenho que ir dar a volta por Alcácer para chegar a um hospital… Não vamos arriscar. E assim sendo, vamos começar a pôr família e amigos em dia.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Os outros pais

O bom de já termos muitos casais que nos rodeiam com filhos, é que podemos ver o que vamos querer repetir e não fazer de todo. Aprendemos com os “erros” dos nossos amigos, e observamos em versão “low-profile”. Temos os nossos pais favoritos e lá por casa vamos debatendo o que faríamos na situação X e Y. Nem vou arriscar a dar exemplos, porque estou fartinha de engolir crocodilos (sapos, já era), mas tenho a perfeita noção que eu vou ser o “bad cop” e o senhor F. o “good cop”. Nada de novo, portanto.

Curso de preparação para o parto

Hoje tive a minha primeira aula, uma turma grande (12 grávidas) e bastante homogénea em muitas coisas: exercício físico nem vê-lo, quase nenhuma com excesso de peso e a maioria com profissões “cheias” (a terapeuta da fala, a arquitecta, a marketeer, a directora comercial, a técnica de marketing etc…). Não faltou também no ramalhete uma adolescente acompanhada pela mãe, que mal deixava a rapariga falar, respondendo a quase tudo que era perguntado à sua filha e a brasileira que tinha como única profissão tomar conta de um idoso 4/5 horas por dia e que ia ter o filho na CUF. Aliás, quase ninguém vai ter o filho no Hospital onde este curso decorre.
Todas tinham a sua particularidade: tínhamos a fumadora (que confesso que me fez muita confusão), outra que tinha lido num livro de grávida que deveria comer 5 porções de fruta por dia (!?) e beber sumos de fruta (e está com diabetes), a grávida irritante que não lhe doía nada, nunca enjoou, dorme lindamente, não tinha nada de nada, só barriga, e no outro extremo a que antes de vomitar tinha que ir à casa de banho fazer xixi primeiro, porque sofria de incontinência, ou ainda a tal brasileira que ainda vai nas 28 semanas e já tem 12 quilos em cima.
A enfermeira que dá o curso é bastante simpática, paciente, boa comunicadora e educada. Pais presentes… apenas 5. O F. vai começar a ir a partir da próxima aula.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Divórcios à vista

E em menos de 2/3 meses, casais que já estavam casados há 8 anos e tal (primos mais velhos) separaram-se. De repente, dois casais vão oficialmente separar-se, outro casal já se separou (mas ainda não é oficial) e outro parece que está em vias de… Más novidades assim tão rápido e de repente até fazem mal à digestão. Pela lógica, e na linha da sucessão, eu e o F. somos os próximos…
Fico sempre triste com estas notícias… mas se calhar é melhor assim, não vale a pena insistir no que não tem solução. Não dá, não dá.

Férias Grandes

E falta um dia para acabarem as minhas férias grandes. Foram 15 dias que deram para descansar, e que se passaram entre Moledo e Tróia.
Em Moledo, as férias foram também um ponto de viragem: os amigos com quem costumamos estar, estão todos casados e cheios de filhos. Assim de um ano para o outro. Sem mais nem menos as rotinas mudaram… para pior, a meu ver. Andámos desencontrados.
E ainda: o M. teve as primeiras aulas de condução com o F., andei a receber parabéns pelo Francisco de quilos de tios, a tarde da praxe na piscina da tia G., uma tarde na praia de Sta. Tecla, mais presentes para a nossa criançola, o Gaudí é o chefe da matilha e mordeu o primo SenhorSouza (só para mostrar quem manda) que foi directo para o veterinário com o focinho a sangrar e com uma unha a menos, conversas no alpendre até às tantas, muita sorte com o tempo, circo em todo o lado e o carro do “Homem-bala” que se fazia anunciar às 11h00 sem falta, os caniches afinal são só pretos, pequenos, médios e grandes, o border collie Diego que está mais crescido saltava a vedação sempre que queria ladrar mais de perto a um cão que fosse a passar na rua (o cabo dos trabalhos), a nossa máquina fotográfica levou um pequeno toque do Diego e ficou avariada quase as férias todas (estamos a aguardar orçamento em profunda depressão), a festinha inesperada da Carminho na minha barriga, a nova empregada lá de casa era uma verdadeira personagem e sempre que dizia qual a data prevista para o parto, alguém me pedia uma data especifica porque era o seu aniversário (descobri que meio mundo faz anos em Outubro… até eu!).
Em Tróia, para a despedida, tivemos os melhores dias de praia de sempre, este fim-de-semana esteve no ponto.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Por falar em casamentos…

O segundo, e último, casamento que vou este ano vai ser a 10 de Outubro, vou estar uma super baleia, recordo que a data prevista para o parto (medo!) é dia 29 de Outubro, e para ajudar à festa vão estar mais 4 grávidas neste mesmo casório… Com a sorte que tenho, outra das baleias leva um vestido igual ao meu. É que a probabilidade é grande, por três razões:
1. Comprei o vestido nos saldos
2. Não foi propriamente numa loja exclusiva (Lanidor)
3. E tendo em conta o formato do nosso corpo, falo em nome das baleias, não há assim tanta variedade no mercado…

Bom, bom, era que uma top-model levasse um vestido igual ao meu. Nesta situação só me restaria “nadar” de fininho… a ver se não dava muito nas vistas. Ou então, quem sabe, pôr uma jarra em cima da barriga e fazer de mesa… Enfim, o que não me falta são planos B.

Informação aos ouvintes

E antes que me esqueça, como por vezes acontece… este blog vai de férias no sábado e só regressa (mais redondo ainda) no dia 1 de Setembro.

Estado de graça

A cada dia que passa estou cada vez mais uma mistura de Dolly Parton e Homer Simpson, um bocadinho mais da segunda personagem.

E… (nada a ver) não meço bem as distâncias entre a minha barriga e os objectos no geral, não dou o devido desconto, até parece que fiquei grávida ontem…

Corte de cabelo, a saga

E mais uma vez fui cortar o cabelo, e mais uma vez não ficou como eu pedi, e mais uma vez não gostei do efeito final…

Último fim-de-semana em Agosto em Tróia



No fim-de-semana que passou “despedimo-nos” de Tróia, só lá iremos regressar em Setembro, pelo meio temos 15 dias de férias, e o primeiro casamento da temporada.
Para não variar (e ainda bem), tivemos visitas, desta vez foi a mana M. e o noivo, que ganham o prémio dos mais sortudos com o tempo. Esteve um sábado fantástico, e tivemos como bónus dois golfinhos que passaram aos saltos no mar, a poucos metros da praia. E é claro que registamos o momento. O F. tirou uma foto de um golfinho com um peixe na boca em pleno salto (foto abaixo). Lindo!
Á noite fomos jantar ao restaurante da praia, e estava uma temperatura fantástica e foi de facto diferente ter de atravessar a areia para chegar ao local do repasto. A empregada que nos atendeu não tinha os parafusos todos no sítio (é karma!) e de vez em quando o seu discurso não fazia muito sentido…

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Post tudo ao molho...

O post que se segue é uma grande salganhada porque não tenho tempo para mais:

• No fim-de-semana que passou recebemos em Tróia, sim comprámos a localidade, a Família Quique. Muita praia, refeições na varanda, conversas sobre tudo e mais alguma coisa, um BMW que foi um óptimo companheiro de viagem, F. a tentar dominar o papagaio, muitas fotos (que ficaram bem giras), três vivas para o pára-vento e senti o Henrique! Destaque para uma situação insólita na praia: uns pais a tirar fotos a cair para o pornográficas, do tipo o pai a agarrar as maminhas da mãe (que estava de topless) e a filha, que deveria ter uns 5 anos a fazer de fotógrafa… O F. claro que fotografou este momento muito sinistro.

• O meu sobrinho-lindo Zé Maria lá nasceu por si, no dia que estava marcada a indução, a 1 de Agosto. Não é parecido com ninguém, mas com ele mesmo (opinião de todos os que já o visitaram), a mãe estava com óptimo aspecto, nem parecia que tinha acabado de ter um filho. O rapazola pesa 3,500 e não consigo imaginar como é que tamanha criança saiu da barriga da J. E claro que já o tenho dentro da minha máquina fotográfica.

• De vez em quando penso no parto, e não estou mesmo a ver como é que o Francisco vai sair daqui. Sem medos digo que tenho medo. É que não estou mesmo a visualizar mesmo a situação…

• A minha barriga cresce de dia para dia e as minhas t-shirts encolhem, é um fenómeno.

• O Francisco mexe-se cada vez mais, e os movimentos tendem a ser rebuscados/esquisitos. Esta criança ou vai ser baterista, ou Fred Astaire… ou qualquer coisa que implique muito movimento. Não sei onde é que ele foi buscar tanta energia… E se sair ao pai (leia-se terrorista) vai passar grandes temporadas nas casas das tias-queridas. E quando acabo de escrever este post levo mais uns pontapés ou qualquer coisa do género, que é para não me estar a queixar.

• Bem, malta, vou descansar para o sofá… Até breve.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Pontualidade nem vê-la

Ora era só para ficar registado que o meu sobrinho Zé Maria já devia ter nascido ontem (prazo limite) e ainda anda pela barriga da mãe… Gostávamos todos de saber do que é que sua excelência está à espera…

Irmandade Secreta do Tricô

E soube hoje que a Irmandade Secreta do Tricô (IST) tem mais um membro. E mais não posso dizer porque estou a escrever este post sem ter falado com a visada… mas é que estou tão feliz que tinha que marcar este momento! Parabéns!!!

Caixa exclusiva IKEA

Definição de exclusivo: restrita, particular, privativa, privilégio, especial…

De todas as vezes que fui ao Ikea, desde que estou grávida, e fui pagar na caixa EXCLUSIVA para grávidas, crianças de colo e velhinhos, há sempre alguém que tenta pagar nesta caixa sem cumprir os requisitos… Uma vez foi um casal, depois de avisados pelo empregado da caixa, ele disse que era deficiente (assim que ele disse isto, a mulher pirou-se logo para outra caixa), perguntou qual o grau de deficiência que tinha que ter, e o senhor da caixa a explicar que tinha que ter um atestado médico que o comprovasse… Ele que tinha bom ar estragou logo tudo com tanta estupidez. Ficou lá décadas a insistir.
Depois outra vez foi um homem a dizer que estava manco da perna, se não dava para ser atendido… e ontem foi a gota de água: um casal que estava na fila foi avisado da exclusividade da caixa, ela, brasileira, começou logo a dizer:”Ah! Então se é preciso estar grávida, eu estou grávida”. E a senhora da caixa a explicar que quando não é visível tem que ter um comprovativo, e a brasileira a levantar a t-shirt a mostrar o pneu e a falar no néném (não faço ideia como é que se escreve nesta língua), e a levantar o tom de voz e a fazer a maior peixeirada. E a perguntar à senhora da caixa se estava a desconfiar dela…um filme, a senhora da caixa teve que a deixar pagar… E por acaso, atrás estava uma grávida (de verdade) para ser atendida…

Até agora consegui-me controlar e não defender o senhor da caixa…até agora… Dizem os especialistas que as grávidas de verdade ficam “alteradas”, quantos mais meses têm em cima…

Nota: Roguei uma praga à brasileira para não ser espertinha.

Nova perspectiva

Na minha primeira consulta com uma Obstetra… quando chegou a altura de me pesar, a médica perguntou, então diga-me lá quanto é que marca na balança? E eu simplesmente não conseguia ver nada, nem pés, nem balança e muito menos os números, não dava. Foi uma situação estranha. Quilos à parte, gostei muito da obstetra, só foi pena ter saído da consulta às 10 da noite…

O que quer dizer prostituta?

Estava a ser atacada violentamente por um insecto, já estava toda picada por melgas. E de repente saiu-me um "prostituta". O meu...