Para além dos “jantares do Sapatinho” todas as sextas, as minhas comemorações natalícias extra-Natal, começaram e terminaram este fim-de-semana. Jantar na sexta, jantar no sábado da Ca. e almoço no domingo das amiguinhas da faculdade, sempre com o Francisco atrelado.
A não repetir, levar um bebé tão pequenino para um convívio que tem cerca de 30 pessoas. Esteve muito bem o jantar de sábado todo, mas quando chegou a hora de dormir fez uma super birra e nós fomos para a nossa casinha. As crianças dos outros (que neste caso éramos nós) são muito giras, mas caladas, e já estava mais do que na altura de irmos à nossa vidinha. Fenómeno: ao contrário do que estamos habituados, éramos os únicos com filho”s”. Estranho…
Os presentes dos vários “amigos invisíveis” deste ano que levámos para casa foram: chocolate para fondue, pulseiras, uma bomba para encher balões, um cubo mágico, uma moldura-cubo muito gira e um DVD. Para o ano há mais!
Um diário das minhas peripécias com o F., o Francisco, a Benedita, os amigos, a família e os estranhos. Ou como disse uma amiga minha o blog das aventuras da R. Espero que se divirtam a ler... tanto como eu a escrever.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Sismo
O relógio marcava 01h40 minutos, e eu estava na sala a ver um documentário sinistro na televisão. O F. dormia ferrado no sofá.
Apanhei um grande susto, demorou o suficiente para ter noção do sismo, mas foi ao mesmo tempo tão rápido que não pensei em nada nem em ninguém… acordei o F. e perguntei se tinha sentido alguma coisa, mas pelo ar dele não me pareceu… E a única prova do que eu tinha acabado de sentir era a decoração da árvore de Natal que ainda estava toda a tremer, e ficou assim uns bons segundos, a bailar.
As pessoas normais teriam esperado por uma réplica… nós fomos dormir.
Apanhei um grande susto, demorou o suficiente para ter noção do sismo, mas foi ao mesmo tempo tão rápido que não pensei em nada nem em ninguém… acordei o F. e perguntei se tinha sentido alguma coisa, mas pelo ar dele não me pareceu… E a única prova do que eu tinha acabado de sentir era a decoração da árvore de Natal que ainda estava toda a tremer, e ficou assim uns bons segundos, a bailar.
As pessoas normais teriam esperado por uma réplica… nós fomos dormir.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Baptizado do Zé Maria
Foi no feriado de 8 de Dezembro lá para os lados da Praia Grande, a igreja escolhida foi a mesma onde havia sido o casamento da C. (começa a tornar-se um local familiar), o padre foi o mesmo que fez o casamento da mana M. (quase que o tratamos por tu) e para não variar chegámos atrasados (o que começa a tornar-se um péssimo hábito). Quase não assisti ao baptizado porque passados dois minutos de entrar na igreja, o Francisco lembrou-se que tinha fome.
A celebração continuou numa casa na Praia Grande, e grande parte dos convidados eram casais novos com um filho bebé ou pequenino… havia até um quarto especial para os bebés dormirem, mudarem a fralda… um luxo.
Foi uma tarde muito bem passada na companhia de amigos, comida excelente, e ainda tirámos umas quantas fotos. Neste dia tirámos a primeira foto do Francisco com o amigo Zé Maria em grande confraternização. Está linda!
Bem se calhar o próximo baptizado vai ser o do Francisco… e pelo andar das negociações será no Porto, na mesma igreja onde o F. foi baptizado.
Mais informações para breve…
A celebração continuou numa casa na Praia Grande, e grande parte dos convidados eram casais novos com um filho bebé ou pequenino… havia até um quarto especial para os bebés dormirem, mudarem a fralda… um luxo.
Foi uma tarde muito bem passada na companhia de amigos, comida excelente, e ainda tirámos umas quantas fotos. Neste dia tirámos a primeira foto do Francisco com o amigo Zé Maria em grande confraternização. Está linda!
Bem se calhar o próximo baptizado vai ser o do Francisco… e pelo andar das negociações será no Porto, na mesma igreja onde o F. foi baptizado.
Mais informações para breve…
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
New season
Começa hoje mais uma temporada do Jantar do Sapatinho. Em 2009, temos mais um elemento para se “sentar à mesa”, e o primeiro jantar de Natal começa bem, com casa cheia! Quase tantos membros da família como no dia 25 de Dezembro.
Prémio
Que a Família Tanaka tira fotografias a tudo, não é novidade. Agora que recebeu um prémio recentemente por isso… é digno de post. O F. respondeu a um concurso de um Resort com várias fotos. Como achava que tinha tantas tão boas, concorreu em nome dele, e em meu nome. E adivinhem quem é que ganhou o prémio? Eu!
Ele ganhou apenas uma menção honrosa, que significa 50% de desconto em alojamento num Hotel caríssimo, e eu ganhei o 2º lugar, que é a estadia de uma noite nesse dito Hotel, e mais uma menção honrosa. Até ao fim de Março temos de gozar o prémio.
Ele ganhou apenas uma menção honrosa, que significa 50% de desconto em alojamento num Hotel caríssimo, e eu ganhei o 2º lugar, que é a estadia de uma noite nesse dito Hotel, e mais uma menção honrosa. Até ao fim de Março temos de gozar o prémio.
“Sai a mim” parte II
O Francisco está com duplo queixo (a pediatra diz que é triplo) e de repente ninguém se lembra de quem é aquele queixo… não sai a ninguém. Avô paterno está ai?
O novo queixo da nossa criança morre solteiro…
O novo queixo da nossa criança morre solteiro…
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Luxo é…
…dormir 4h30 minutos de seguida! Algo que não acontecia desde 28 de Outubro. Sinto-me revitalizada!
Canções de embalar precisam-se
Há mais ou menos três semanas que o Francisco está com o nariz entupido, e o que é que isto leva? Ora a uma sequência de problemas: o nariz está entupido, logo demora mais tempo a adormecer, eu durmo menos e tenho que investir mais em estratégias de “adormecimento”. E é aqui que entram as canções de embalar… primeiro dava-lhe conversa no geral, depois cheguei à conclusão que como não percebia nada do que eu dizia, não valia a pena em preocupar-me com discursos que fizessem muito sentido, já cheguei ao ponto de lhe dar uma receita de um bolo “300gr de açúcar, 200gr de farinha, 4 ovos etc, etc…” não lhe interessa o que eu digo, desde que fale.
E depois a conversa por si só já não chegava, e tive que começar a cantar qualquer coisa. O problema é que em situações de emergência, só me vem à cabeça músicas como “atirei o pau ao gato” “Minha machadinha” ou melhor…o “Malhão”, músicas que definitivamente não são muito calmas.
O F. canta ou músicas dos Maristas que eu não conheço e que são do género “Vede Senhor” ou então inventa canções que por norma rimam sempre, e dão-me imensa vontade de rir.
Eu aguardo que os meus cultíssimos leitores sugiram algumas músicas, para eu poder brilhar cá por casa…
E depois a conversa por si só já não chegava, e tive que começar a cantar qualquer coisa. O problema é que em situações de emergência, só me vem à cabeça músicas como “atirei o pau ao gato” “Minha machadinha” ou melhor…o “Malhão”, músicas que definitivamente não são muito calmas.
O F. canta ou músicas dos Maristas que eu não conheço e que são do género “Vede Senhor” ou então inventa canções que por norma rimam sempre, e dão-me imensa vontade de rir.
Eu aguardo que os meus cultíssimos leitores sugiram algumas músicas, para eu poder brilhar cá por casa…
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
“Sai a mim”
Não sou tão observadora como gostaria de ser, mas certos “tiques” são tão repetitivos que até o mais distraído acaba por reparar…
O pai do F. estava sempre a dizer que qualquer coisa que o Francisco fizesse (ainda dentro da minha barriga) era tipicamente da sua família. Por exemplo, eu dizia “esta criança não pára quieta um segundo” e logo o avô paterno dizia “isso é típico da nossa família”, ou então “está cheio de soluços”, “ah! a nossa família, há mais de três gerações que têm soluços…”. Mais um bocadinho e sentia-me barriga de aluguer…
Adiante.
Um belo dia a criança nasceu, e logo na primeira visita na maternidade, tentou encontrar traços da sua família (o que até é normal). Actualmente, e quase um mês depois, de cada vez que o avô paterno visita o Francisco, o nosso bebé tem um traço e/ou característica novos que são do seu lado da família…
Ainda ontem: “estou a ver que ele farta-se de falar…” disse o avô. E pergunto eu: “Será que sai a mim? Não, claro que não…”. O pai do F. desvenda-vos o mistério “sai à bisavó”. Pois claro. A mãe aqui é só um mero adorno…
O pai do F. estava sempre a dizer que qualquer coisa que o Francisco fizesse (ainda dentro da minha barriga) era tipicamente da sua família. Por exemplo, eu dizia “esta criança não pára quieta um segundo” e logo o avô paterno dizia “isso é típico da nossa família”, ou então “está cheio de soluços”, “ah! a nossa família, há mais de três gerações que têm soluços…”. Mais um bocadinho e sentia-me barriga de aluguer…
Adiante.
Um belo dia a criança nasceu, e logo na primeira visita na maternidade, tentou encontrar traços da sua família (o que até é normal). Actualmente, e quase um mês depois, de cada vez que o avô paterno visita o Francisco, o nosso bebé tem um traço e/ou característica novos que são do seu lado da família…
Ainda ontem: “estou a ver que ele farta-se de falar…” disse o avô. E pergunto eu: “Será que sai a mim? Não, claro que não…”. O pai do F. desvenda-vos o mistério “sai à bisavó”. Pois claro. A mãe aqui é só um mero adorno…
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Basicamente é isto... II
Pensei muito antes de escrever este post… mas fiquei tão irritada… E se calhar daqui a um ano estou a engolir um super sapão, mas cá vai.
Desde que o Francisco nasceu temos recebido muitas visitas, uma delas (e a única) parecia que nunca mais acabava. Dessa visita constava uma criança com pouco mais de um ano que me deixou com os nervos em franja: atirou as minhas revistas todas para o chão, divertindo-se a rasgar algumas delas, fartou-se de berrar (com o Francisco a dormir), queria agarrar tudo onde chegava e atirar para o chão, fez o maior chiqueiral a lanchar (o chão da sala ficou repleto de migalhas), agarrou nas bases que estavam em cima da mesa (onde costumo almoçar e jantar) e pôs os pés em cima…
E o que é que os pais fizeram? Nada.
A próxima visita lá em casa só quando a criança tiver 12 anos (just in case).
Isto não é normal? Ou sou eu que não estou habituada a ter crianças pequenas em casa?
Desde que o Francisco nasceu temos recebido muitas visitas, uma delas (e a única) parecia que nunca mais acabava. Dessa visita constava uma criança com pouco mais de um ano que me deixou com os nervos em franja: atirou as minhas revistas todas para o chão, divertindo-se a rasgar algumas delas, fartou-se de berrar (com o Francisco a dormir), queria agarrar tudo onde chegava e atirar para o chão, fez o maior chiqueiral a lanchar (o chão da sala ficou repleto de migalhas), agarrou nas bases que estavam em cima da mesa (onde costumo almoçar e jantar) e pôs os pés em cima…
E o que é que os pais fizeram? Nada.
A próxima visita lá em casa só quando a criança tiver 12 anos (just in case).
Isto não é normal? Ou sou eu que não estou habituada a ter crianças pequenas em casa?
domingo, 22 de novembro de 2009
Basicamente é isto...
A cada dia que passa concordo cada vez mais com o dito popular “a educação que nós damos aos nossos filhos aproxima-nos ou afasta-nos dos nossos amigos e/ ou familiares”.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Ideias precisam-se
Amanhã tenho um jantar cá em casa e precisava de sugestões para o prato principal. Não pode ser frango no forno, bolonhesa ou lombo de porco no forno.
Pff alguém me dê sugestões para um prato bom, simples de fazer e para quatro pessoas.
Pff alguém me dê sugestões para um prato bom, simples de fazer e para quatro pessoas.
domingo, 15 de novembro de 2009
Karma
A minha máquina fotográfica está avariada outra vez, com o mesmo problema, e vai amanhã arranjar outra vez. Alguém me rogou uma praga! E lá vão mais 50 euros…
Anedota para todas as mães de bebés
O que diz uma enfermeira ao marido na noite de núpcias?
R: Dá-me uma compressa
R: Dá-me uma compressa
Toca a animar… amanhã é segunda-feira
Macaco
Dois amigos em conversa:
- Ó João sabias que o meu macaco matou o teu cão?
- Não pode ser, é impossível. O meu cão é um doberman.
- Eu sei João, mas o meu macaco é hidráulico
Febre
Uma galinha diz para a outra no galinheiro: “Esta noite estive com uma febre, que não imaginas”
A outra galinha pergunta: “Como é que tu sabes?”
Resposta: “Porque pus um ovo cozido”
Dois amigos em conversa:
- Ó João sabias que o meu macaco matou o teu cão?
- Não pode ser, é impossível. O meu cão é um doberman.
- Eu sei João, mas o meu macaco é hidráulico
Febre
Uma galinha diz para a outra no galinheiro: “Esta noite estive com uma febre, que não imaginas”
A outra galinha pergunta: “Como é que tu sabes?”
Resposta: “Porque pus um ovo cozido”
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Ainda sobre o meu dia de anos
Com tanta coisa a acontecer no dia 29 de Outubro mal me lembrei que fazia anos. E quando recebi uma mensagem no telemóvel a desejar “duplos parabéns” não percebi à primeira… pensei “mas eu só tive um filho!?”. Só para terem noção do estado em que estava…
E apesar de dois dos aniversariantes estarem no Hospital, o jantar que tinha planeado aconteceu na mesma na casa dos meus pais. O bacalhau com broa escolhido/encomendado por mim (o meu prato preferido) nem lhe senti o cheiro e o cheesecake de amoras como bolo de anos provei quando regressei da maternidade.
Os meus tios, primos e pais celebraram na mesma o meu dia de anos, e o F. soprou as velas do bolo em conjunto com a minha mãe. Não sei muito mais sobre esta celebração porque não estava lá…
E apesar de dois dos aniversariantes estarem no Hospital, o jantar que tinha planeado aconteceu na mesma na casa dos meus pais. O bacalhau com broa escolhido/encomendado por mim (o meu prato preferido) nem lhe senti o cheiro e o cheesecake de amoras como bolo de anos provei quando regressei da maternidade.
Os meus tios, primos e pais celebraram na mesma o meu dia de anos, e o F. soprou as velas do bolo em conjunto com a minha mãe. Não sei muito mais sobre esta celebração porque não estava lá…
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
E no outro extremo...
Hoje consegui vestir finalmente um dos meus pares de calças de ganga antes de estar grávida. Não dá para descrever a alegria… Estabeleci como meta o mês de Dezembro, para conseguir vestir a minha roupa toda, sem excepção, e em Janeiro regresso à ginástica (apesar de estar com alguma preguiça). Vai ter que voltar tudo ao lugar. Se a Heidi Klum consegue, eu também consigo! Era uma piada a parte da top model…
Sapinho nº3259
Tenho tido algumas saudades de estar grávida… sinto falta do meu barrigão enorme e de sentir o Francisco. É esquisito já não sentir os seus movimentos, os soluços… Há dias que me sinto um bocadinho vazia.
Mulheres… nunca estão satisfeitas.
Mulheres… nunca estão satisfeitas.
Hospital de Santa Maria
O próximo filho vou querer ter no Hospital de Santa Maria, está decidido. Toda a equipa foi fantástica, desde o anestesista, às enfermeiras, aos médicos que me fizeram o parto. Super atenciosos, super simpáticos, super bem-dispostos. Não me senti mais uma grávida. E o que é que todos tinham em comum? Eram jovens, fugindo ao estereótipo do médico rezingão ou da enfermeira velha que já não tem paciência para aturar ninguém.
O único senão foi a minha obstetra, a única escolhida por mim, que revelou um comportamento bastante diferente quando me atendia nas consultas privadas e quando me atendia no Hospital. Por estranho que possa parecer… ainda bem que não foi ela a fazer o parto.
O único senão foi a minha obstetra, a única escolhida por mim, que revelou um comportamento bastante diferente quando me atendia nas consultas privadas e quando me atendia no Hospital. Por estranho que possa parecer… ainda bem que não foi ela a fazer o parto.
O dia D
No dia 29 de Outubro fomos para as urgências de madrugada, mais precisamente à 01h30. Sei as horas porque quando estávamos a chegar ao Hospital recebi uma mensagem da E. a dizer “falhei a meia-noite [para me dar os Parabéns], imagino que estejas a dormir ou então a entrar em trabalho de parto (…)” e mal sabia ela…e mal sabia eu…
Primeiro passámos pelo Hospital S. Francisco Xavier, e eu a achar que era só um falso alarme mas tive que assinar um papel para poder sair, pois queriam que ficasse em observação. Se o Francisco estivesse para nascer seria no Hospital de Santa Maria, tal como tinha planeado. Lá fomos nós para as urgências do Sta. Maria por descargo de consciência, por mim tinha ido para casa dormir, estava podre.
Depois de passar pelo gabinete de triagem, já não me deixaram sair… iria ficar em observação, e deram-me o kit completo (camisa de noite e roupão sexy do HSM e chinelinhos de tecido). Dormi no Hospital ligada à máquina do CTG, o que para quem já experimentou, sabe que não é confortável. O F. tentou fazer-me companhia a dormir numa cadeira de ferro mas não arranjava posição… poderia ir para casa porque ainda ia demorar… Eu ainda estava na esperança de ir para casa também.
Já de manhã foi tudo muito rápido: F. regressou à hora combinada, as contracções continuaram e iam-me provocar o parto. O Francisco ia mesmo nascer no meu dia de anos. Às 14h59 minutos nasceu, numa sala de parto rodeado por uma extensa equipa médica, cerca de 10 pessoas. Foi super rápido, sem dor, e de repente já tinha o meu bebé cheio de sangue em cima da minha barriga, e segundos depois a chorar…
O F. só nos viu 45 minutos depois do nascimento. Cá fora tocava várias vezes à campainha para saber se estava tudo bem lá dentro. Mesmo. A enfermeira que era sempre a mesma já não estava a achar graça estar sempre a abrir a porta ao mesmo “inquilino”.
Sogros, tia e primo aguardavam notícias cá fora. Como prometido, assim que souberam que eu estava na maternidade “montaram arraiais” à porta do Hospital.
Neste dia não eram permitidas visitas. Eu e o F. ficámos a contemplar e a dar colo ao Francisco o dia todo. O F. tirou as primeiras fotos ao nosso filho, e há uma que até agora é a melhor de todas. Está simplesmente perfeita, apesar do Francisco também estar “equipado” com a roupa do Hospital.
Primeiro passámos pelo Hospital S. Francisco Xavier, e eu a achar que era só um falso alarme mas tive que assinar um papel para poder sair, pois queriam que ficasse em observação. Se o Francisco estivesse para nascer seria no Hospital de Santa Maria, tal como tinha planeado. Lá fomos nós para as urgências do Sta. Maria por descargo de consciência, por mim tinha ido para casa dormir, estava podre.
Depois de passar pelo gabinete de triagem, já não me deixaram sair… iria ficar em observação, e deram-me o kit completo (camisa de noite e roupão sexy do HSM e chinelinhos de tecido). Dormi no Hospital ligada à máquina do CTG, o que para quem já experimentou, sabe que não é confortável. O F. tentou fazer-me companhia a dormir numa cadeira de ferro mas não arranjava posição… poderia ir para casa porque ainda ia demorar… Eu ainda estava na esperança de ir para casa também.
Já de manhã foi tudo muito rápido: F. regressou à hora combinada, as contracções continuaram e iam-me provocar o parto. O Francisco ia mesmo nascer no meu dia de anos. Às 14h59 minutos nasceu, numa sala de parto rodeado por uma extensa equipa médica, cerca de 10 pessoas. Foi super rápido, sem dor, e de repente já tinha o meu bebé cheio de sangue em cima da minha barriga, e segundos depois a chorar…
O F. só nos viu 45 minutos depois do nascimento. Cá fora tocava várias vezes à campainha para saber se estava tudo bem lá dentro. Mesmo. A enfermeira que era sempre a mesma já não estava a achar graça estar sempre a abrir a porta ao mesmo “inquilino”.
Sogros, tia e primo aguardavam notícias cá fora. Como prometido, assim que souberam que eu estava na maternidade “montaram arraiais” à porta do Hospital.
Neste dia não eram permitidas visitas. Eu e o F. ficámos a contemplar e a dar colo ao Francisco o dia todo. O F. tirou as primeiras fotos ao nosso filho, e há uma que até agora é a melhor de todas. Está simplesmente perfeita, apesar do Francisco também estar “equipado” com a roupa do Hospital.
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