Uma cliente aproxima-se da bancada e começa a ver os livros. Quando pega no livro “Amor de perdição”, o empregado que estava naquele momento a atender começa a abordar a cliente.
Empregado: “Essa é a mais recente novidade do autor”.
Possível cliente: “Tem a certeza?”
Empregado: “Sim, ainda saiu o mês passado”.
A “cliente” ri-se, pousa o livro e desaparece no meio da multidão.
Um diário das minhas peripécias com o F., o Francisco, a Benedita, os amigos, a família e os estranhos. Ou como disse uma amiga minha o blog das aventuras da R. Espero que se divirtam a ler... tanto como eu a escrever.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Olhos verdes
Tal como todos os miúdos, também não gostava nem de sopa, nem de legumes.
E pensam que a minha mãe cruzou os braços? Ou que me obrigou a comer? Nada disso. Nunca me obrigou a nada, optou sempre por me explicar as coisas, ou então dar-me conversa… e neste caso foi mais a segunda opção.
Puxou pela imaginação… e deu a volta ao problema. Disse-me que se comesse muitos legumes e muita sopa ficaria com os olhos verdes como os seus (desde pequenina, que sempre quis ter olhos verdes).
E ao almoço e ao jantar, lá estava eu a comer legumes muito determinada, e a cada garfada perguntava: “já estão a ficar verdes?” (e apontava o dedo para os olhos). E a minha mãe respondia: “está quase, tens que comer mais um bocadinho”.
E bocadinho a bocadinho, comecei a gostar tanto de legumes que deixou de ser um sacrifício. Para quem não sabe, os meus olhos não ficaram verdes… mas valeu a tentativa.
E pensam que a minha mãe cruzou os braços? Ou que me obrigou a comer? Nada disso. Nunca me obrigou a nada, optou sempre por me explicar as coisas, ou então dar-me conversa… e neste caso foi mais a segunda opção.
Puxou pela imaginação… e deu a volta ao problema. Disse-me que se comesse muitos legumes e muita sopa ficaria com os olhos verdes como os seus (desde pequenina, que sempre quis ter olhos verdes).
E ao almoço e ao jantar, lá estava eu a comer legumes muito determinada, e a cada garfada perguntava: “já estão a ficar verdes?” (e apontava o dedo para os olhos). E a minha mãe respondia: “está quase, tens que comer mais um bocadinho”.
E bocadinho a bocadinho, comecei a gostar tanto de legumes que deixou de ser um sacrifício. Para quem não sabe, os meus olhos não ficaram verdes… mas valeu a tentativa.
terça-feira, 13 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Maio cheio
Não sei o que é que se passa com este mês, mas todos os anos, é em Maio que tenho os dias mais ocupados, tudo o que há para acontecer… acontece agora. E de ano para ano, tendem a aumentar as festividades.
Vou começar a lista: dois primos, um tio, a sogra e quatro amigas fazem anos. Há ainda o Dia da Mãe, a Feira do Livro (onde trabalho há alguns anos), e ainda há espacinho para comemorar 9 anos de namoro.
Este ano juntaram-se ao rol de festividades e/ou acontecimentos importantes: o Baptizado do Estrelinho, nasceu o Salvador e a ecografia do meu futuro primo.
O meu calendário está todo riscado… para ver se não me esqueço de ligar a quem de direito e/ou aparecer nas festas… e pelo andar da carruagem é ainda neste mês de Maio que vamos ter o nascimento do Andrézinho.
A grande particularidade de tantos acontecimentos é que apenas dois coincidem no mesmo dia. E lá vai dando para estar em todo o lado.
Vou começar a lista: dois primos, um tio, a sogra e quatro amigas fazem anos. Há ainda o Dia da Mãe, a Feira do Livro (onde trabalho há alguns anos), e ainda há espacinho para comemorar 9 anos de namoro.
Este ano juntaram-se ao rol de festividades e/ou acontecimentos importantes: o Baptizado do Estrelinho, nasceu o Salvador e a ecografia do meu futuro primo.
O meu calendário está todo riscado… para ver se não me esqueço de ligar a quem de direito e/ou aparecer nas festas… e pelo andar da carruagem é ainda neste mês de Maio que vamos ter o nascimento do Andrézinho.
A grande particularidade de tantos acontecimentos é que apenas dois coincidem no mesmo dia. E lá vai dando para estar em todo o lado.
domingo, 11 de maio de 2008
Baptizado especial
E o nosso Estrelinho foi baptizado.
Acordámos com as galinhas para chegar à igreja, fomos prego a fundo para Lisboa porque estávamos atrasados (como sempre), mas chegámos a horas porque propositadamente nos disseram (a todos) mal a hora para que fossemos pontuais. E funcionou.
Pela primeira vez emocionei-me num baptizado (pensava que isto só me acontecia nos casamentos) e foi muito importante para todos estar presente neste momento (acho que posso tomar a liberdade de fazer de porta-voz do grupo).
Tirámos boas fotos, dignas de moldura.
Acordámos com as galinhas para chegar à igreja, fomos prego a fundo para Lisboa porque estávamos atrasados (como sempre), mas chegámos a horas porque propositadamente nos disseram (a todos) mal a hora para que fossemos pontuais. E funcionou.
Pela primeira vez emocionei-me num baptizado (pensava que isto só me acontecia nos casamentos) e foi muito importante para todos estar presente neste momento (acho que posso tomar a liberdade de fazer de porta-voz do grupo).
Tirámos boas fotos, dignas de moldura.
sábado, 10 de maio de 2008
A surpresa
O M. finalmente fez anos, e a família juntou-se toda para um jantar.
Já no prédio onde ia ser a festa, entrei no elevador e carreguei para o 8º andar, quando o correcto seria o 3º… e não reparei. E em porta alheia fiquei à espera de uma cara familiar… e nada. Toquei à campainha, bati à porta… E passado algum tempo é que reparei na plaquinha em cima da ombreira da porta, que dizia “8º Dto.”. Ainda bem que não estava ninguém em casa.
O momento alto do jantar foi a oferta do tão falado e pedido border collie, o M. não estava mesmo nada à espera (achava que só ia receber no Verão), e toda a situação até ele se aperceber que o cão que tanto queria estava mesmo atrás dele… foi muito engraçada, e claro que registei cada segundo com a minha máquina fotográfica.
Nota: O cachorro ainda não tem nome… aceitam-se sugestões.
Já no prédio onde ia ser a festa, entrei no elevador e carreguei para o 8º andar, quando o correcto seria o 3º… e não reparei. E em porta alheia fiquei à espera de uma cara familiar… e nada. Toquei à campainha, bati à porta… E passado algum tempo é que reparei na plaquinha em cima da ombreira da porta, que dizia “8º Dto.”. Ainda bem que não estava ninguém em casa.
O momento alto do jantar foi a oferta do tão falado e pedido border collie, o M. não estava mesmo nada à espera (achava que só ia receber no Verão), e toda a situação até ele se aperceber que o cão que tanto queria estava mesmo atrás dele… foi muito engraçada, e claro que registei cada segundo com a minha máquina fotográfica.
Nota: O cachorro ainda não tem nome… aceitam-se sugestões.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Tempero caseiro
Hoje fui à padaria, perto do meu local de trabalho… e quando entrei, a conversa que se desenrolava entre a padeira e uma cliente era sobre uma vizinha que temperava a carne com água ardente… Pensei “a carne deve ficar com um sabor bastante forte”… mas afinal não era bem assim… a tal vizinha gostava era mesmo de temperar a boca. Muitas vezes seguidas.
Conclusão, quando as vizinhas a viam a passar com a garrafa debaixo do braço, ela dizia que era para temperar a carne, quando esta desculpa já estava gasta, dizia que era a sogra-velha que se metia nos copos (que vontade de rir).
Moral da história se forem comprar água-ardente muitas vezes, comprem em locais diferentes, porque línguas afiadas são o que não falta por aí.
Nota: Conversas de padaria devemos dar sempre um desconto de 50%.
Conclusão, quando as vizinhas a viam a passar com a garrafa debaixo do braço, ela dizia que era para temperar a carne, quando esta desculpa já estava gasta, dizia que era a sogra-velha que se metia nos copos (que vontade de rir).
Moral da história se forem comprar água-ardente muitas vezes, comprem em locais diferentes, porque línguas afiadas são o que não falta por aí.
Nota: Conversas de padaria devemos dar sempre um desconto de 50%.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Conversa no elevador
Na localidade onde moro estão sempre casas à venda e por sua vez a ser compradas. E atrás destas transacções vêm sempre obras.
Ora no 6º andar do meu prédio (eu moro no 7º) estão a realizar-se algumas obras de fundo (para não dizer infernais) e numa das muitas manhãs dentro do elevador, para sair para o trabalho… entraram dois homens da construção civil.
Um foi calado o caminho todo, o outro assim que entrou no elevador começou logo a fazer conversa.
Ele: “Isto das obras é sempre complicado”
Eu: “Pois…um bocadinho”
Ele: “O barulho é sempre chato”
Eu: “Pois… principalmente de manhã”
Ele: “Nós começamos mais tarde, no outro andar que também está em obras é que começam muito cedo”
Eu: “É um bocadinho violento acordar de manhã com o barulho das obras”
Ele: “Quando as obras são na nossa casa, o barulho já não incomoda tanto”
E fim de conversa. Já estava a ver onde é que ia parar uma conversa que eu nem comecei… Ser simpático dá nisto….
Ora no 6º andar do meu prédio (eu moro no 7º) estão a realizar-se algumas obras de fundo (para não dizer infernais) e numa das muitas manhãs dentro do elevador, para sair para o trabalho… entraram dois homens da construção civil.
Um foi calado o caminho todo, o outro assim que entrou no elevador começou logo a fazer conversa.
Ele: “Isto das obras é sempre complicado”
Eu: “Pois…um bocadinho”
Ele: “O barulho é sempre chato”
Eu: “Pois… principalmente de manhã”
Ele: “Nós começamos mais tarde, no outro andar que também está em obras é que começam muito cedo”
Eu: “É um bocadinho violento acordar de manhã com o barulho das obras”
Ele: “Quando as obras são na nossa casa, o barulho já não incomoda tanto”
E fim de conversa. Já estava a ver onde é que ia parar uma conversa que eu nem comecei… Ser simpático dá nisto….
quarta-feira, 7 de maio de 2008
E já nasceu o Salvador
Lá fui eu à maternidade ver o baby “em primeira-mão”, ou seja, acabado de nascer.
Para além da mãe estar óptima, nem parecia que tinha acabado de ter um bebé, o próprio do Salvador estava super acordado, de olhos bem abertos e cheio de energia e de força, a puxar a manta para trás, e a deixar cair o gorro vezes sem conta. Acabou tudo bem.
Agora que os nascimentos não vão parar nos próximos 10 anos (é a minha previsão), estou cheia de curiosidade para “ver” que tipo de pais vamos ser: os que deixam fazer tudo, os “relax”, os militares, o que diz sim, e o outro diz não, ou aqueles que dão castigos diabólicos (ex: uma semana sem ver o Noddy, partindo do principio que ainda vai estar a passar na televisão). Bem, mas uma coisa tenho a certeza… vamos ser todos pais muito dedicados.
Próximo nascimento: é já no fim de Maio, meus amigos preparem-se, vem aí o André.
Para além da mãe estar óptima, nem parecia que tinha acabado de ter um bebé, o próprio do Salvador estava super acordado, de olhos bem abertos e cheio de energia e de força, a puxar a manta para trás, e a deixar cair o gorro vezes sem conta. Acabou tudo bem.
Agora que os nascimentos não vão parar nos próximos 10 anos (é a minha previsão), estou cheia de curiosidade para “ver” que tipo de pais vamos ser: os que deixam fazer tudo, os “relax”, os militares, o que diz sim, e o outro diz não, ou aqueles que dão castigos diabólicos (ex: uma semana sem ver o Noddy, partindo do principio que ainda vai estar a passar na televisão). Bem, mas uma coisa tenho a certeza… vamos ser todos pais muito dedicados.
Próximo nascimento: é já no fim de Maio, meus amigos preparem-se, vem aí o André.
domingo, 4 de maio de 2008
Adivinha

Estava a fazer zapping, e deparo-me com esta jornalista a apresentar o Telejornal… qual a primeira coisa que vos vem à cabeça quando olham para ela?
Vou-vos dar três pistas:
1) Walt Disney
2) Marca de uma farinha muito conhecida
3) Companhia não lhe falta
Já sabem? É a branca de neve! Nenhum pormenor foi deixado ao acaso: a camisolinha com mangas de balão, o cabelinho com fita…. Está perfeita.
Não resisti a tirar uma fotografia à senhora. Ninguém escapa à minha objectiva.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Maria café
Lá fomos todos ao jantar de anos da A. no Maria Café/ Bolacha (cada um dá o nome que quiser) e como era de esperar eram só raparigas… e o F.
Coitado ele bem que tentou procurar um rapaz no meio da festa, e estavam lá algumas raparigas que disfarçavam bem, mas era só ilusão de óptica.
A C. via-se à distância que estava incomodada com todo o ambiente, adoptou a postura “múmia” para ver se ninguém dava por ela, a J. primeiro estranhou e depois entranhou, de resto (e porque os restantes do grupo já eram repetentes “naquelas andanças”) estavam à vontade. Foi um jantar bastante animado (como sempre), fartei-me de tirar fotografias, até umas que não queria, e ainda tive tempo para cometer uma gaffe… perguntar à irmã da A. (que não via desde o último jantar de anos) “se já tinha marido e filhos”, e afinal era mais “a mulher e os filhos” se é que me entendem.
Coitado ele bem que tentou procurar um rapaz no meio da festa, e estavam lá algumas raparigas que disfarçavam bem, mas era só ilusão de óptica.
A C. via-se à distância que estava incomodada com todo o ambiente, adoptou a postura “múmia” para ver se ninguém dava por ela, a J. primeiro estranhou e depois entranhou, de resto (e porque os restantes do grupo já eram repetentes “naquelas andanças”) estavam à vontade. Foi um jantar bastante animado (como sempre), fartei-me de tirar fotografias, até umas que não queria, e ainda tive tempo para cometer uma gaffe… perguntar à irmã da A. (que não via desde o último jantar de anos) “se já tinha marido e filhos”, e afinal era mais “a mulher e os filhos” se é que me entendem.
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