quinta-feira, 10 de julho de 2008

Feira do Artesanato

Todos os anos vou à Feira de Artesanato na FIL, não falha.
Ontem era o único dia livre, e lá fui eu com a minha mãe fazer quilómetros pelos três pavilhões repletos de expositores nacionais e internacionais.
Vi uma pulseira linda (que praticamente vestia o meu braço) e perguntei quanto custava, e a senhora respondeu com um ar normalíssimo “custa só 130 euros”. A minha expressão facial deve ter dito tudo. E a senhora explicou “é que é uma antiguidade da Indonésia”. E a partir desta minha primeira pesquisa de mercado, a conversa era quase sempre a mesma. O que não faltava era antiguidades, só variava o país: Afeganistão, Irão e por aí.
Negociei sempre todos os preços, a maioria dos vendedores reagia bem, e dava-me conversa. E quase todos, excepto um, fizeram-me a vontade.
Houve um vendedor que não teve muita capacidade de “encaixe” para as minhas negociatas…
Vendedor: “It’ 45 euros”
Eu: “It’s too expensive”
Vendedor: “ What abou 1 or 2 euros?”
Respondi à provocação “Ok, i’ll buy it”.
Vendedor: “With that price you can start and take pictures”.
Ele não sabia com quem é que estava a falar… a sorte dele é que não tinha levado a minha máquina fotográfica, se não tinha levado com uma flashada!

Se ainda não foram à Feira do Artesanato, e pretendem ir, aqui vão algumas dicas:

1) Vale mesmo a pena ir, tem muitas coisas giras, acho que este é o melhor ano de todos.

2) Negoceiem sempre, nenhum preço é fixo.

3) Antes de começarem a negociar o preço pedido, façam uma cara do tipo “é muito caro, assim não compro”. Baixam sempre um bocadinho. E depois é negociar até que voz lhe doa.

4) Tentem ir nos últimos dias da Feira, quinta ou sexta (a Feira acaba no domingo) pois no fim da Feira os vendedores estão mais dispostos a negociar a nosso favor.

5) Nem pensar ir no fim-de-semana que está cheio de gente. É um verdadeiro caos, e não dá para ver nada.

6) Pensem bem antes de comprar uma peça, há antiguidades novas todos os anos. Se não comprarem este ano, compram no próximo. Há sempre uma segunda oportunidade.

7) Estabeleçam um preço que querem gastar no máximo dos máximos por peça. Para não gastar mais do que tinham imaginado*.

* No meu caso, estabeleci 10 euros, e nem mais um cêntimo. Comprei: um par de sandálias de pele “hand made” de Marrocos, duas pulseiras, uma medalha de prata e um fio. Gastei ao todo 40 euros.

Estou atrasada! Eu e o coelho da Alice…

Hoje foi a gota de água… tenho que escrever este post.
Sempre que estou atrasada, acontece de tudo um pouco no percurso que me leva ao destino pretendido. E quando eu achava que já tinha visto tudo… hoje tive mais surpresas.
Para além dos típicos domingueiros (que decidem também conduzir durante a semana), das obras na estrada e dos acidentes, hoje tive um senhor velhinho a atravessar uma extensa passadeira, em “passinhos de bebé”, depois apanhei um domingueiro (como sempre!) mas que tinha a particularidade de travar de 5 em 5 segundos, sem razão aparente. E por fim para terminar a manhã em beleza, fui em fila indiana até ao trabalho, atrás… (e esta não adivinham) de uma camioneta de carga de uma escola de condução, que tinha de certeza um aluno ao volante, porque ia a 30 à hora.
Num percurso tão curto não sei o que é que falta mais aparecer… (é melhor não “escrever muito alto” se não alguém ainda me ouve).
Assim não há palavrão que aguente dentro da minha boca… eu bem que lhes chamo “amigos” mas nem sempre funciona.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Primeira impressão

No casamento ficámos na mesa com várias pessoas que não conhecíamos, entre elas três amigas espanholas de Erasmus da noiva.
O F. para meter conversa com elas, entre outras coisas disse “mi perro se llama Gaudí” e eu pensei “que bela forma de começar uma conversa!” já estou a imaginar a minha cara, se um espanhol se virasse para mim e dissesse “o meu cão chama-se Camões”, eu ia achar muita graça.
E foi o que aconteceu, as três espanholas ficaram boquiabertas, e perguntaram porquê, com um ar do tipo “não devem gostar mesmo nada do arquitecto! Ou pior… dos espanhóis!”.
Achei por bem explicarmos muito bem explicadinho que o perro se chamava Gaudí porque gostávamos muito dos seus trabalhos… Enfim… não sei se ficaram convencidas.

O Casamento

Tenho uma amiga que organiza eventos, e que diz que os noivos acham sempre que o casamento deles é que é diferente, quando acabam sempre por ser todos iguais.
Não concordo totalmente com esta afirmação, e este casamento foi um exemplo disso.
Desde a música de entrada e saída da (os) noiva (os) na capela, os tios de autocarro até à Quinta, toda a decoração do espaço, a pista de dança de vidro em cima da piscina, os noivos transbordavam alegria e felicidade, a entrada dos noivos no jantar (que nunca mais me vou esquecer) e que nós filmámos, o cão da família que teve sempre presente no casamento, entrou na capela e tudo (no fim da cerimónia), o Bolo da Noiva.
A festa começou às 17h00 e acabou às 05h30 (por mim tínhamos ficado mais um bocadinho). Quando nos despedimos, ainda ficaram cerca de 30 convidados a dançar na pista. O DJ bem que punha músicas para ver se a pista esvaziava… mas ninguém arredava pé.

Introdução ao Casamento

O fim-de-semana comprido, a começar na quinta depois das 18h até domingo, foi passado no Norte. Íamos ao casamento da prima do F.
Grandes planos para uma sexta-feira na praia, e afinal esteve nublado o dia todo, frio e choveu. Parecia um típico dia de Inverno. Já estávamos todos a achar que ia ser uma boda molhada mas no dia seguinte, esteve um dia fantástico, cheio de sol.

Regresso

Estava mesmo ciente do que estava a dizer ontem… mas afinal vou regressar à escrita.
Não será tão assiduamente, será aos soluços…

Lembrança para mim mesma: Nunca escrever quando acordar virada do avesso.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Finito

Hoje escrevo o último post.
Perdi a vontade de escrever no meu blog.
Amigos, um bom pretexto para nos encontrarmos mais vezes, para pôr as novidades em dia.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Toque de Midas

A máquina começou a fazer a contagem decrescente em inglês: “Five, four, three…” estava a morrer de vontade de rir das minhas figuras, e não podia nem abrir a boca, nem os olhos.
Tinha carregado no botão vermelho três vezes, e jactos de tinta cobriram o meu corpo, durante seis segundos. Estava oficialmente bronzeada para o casamento de sábado. E assim engoli mais um sapinho.

Sempre criticara o JetBronze e serviços afins, sempre achei uma parvoíce, e lembro-me de achar ridículo umas amigas do F. que para um baptizado, em pleno Inverno, tinham ido ao JetBronze para ficarem com uma “corzinha”. Os convidados estavam todos brancos e elas as três super bronzeadas.
Na semana passada a minha sogra ligou-me a perguntar: “Raquel, a Tia R. e eu vamos pôr uns pozinhos para ficar com uma cor para o casamento, quer vir? Eu ofereço-lhe”.
Não dei logo a resposta, fiquei de pensar.
E ontem lá fui eu ao SolMania.

Até agora parece estar tudo bem, não estou nem ás manchas nem tenho nenhuma alergia na pele. O fast-bronze dura uma semana, e as “costuras” deste trabalho notam-se nas mãos.

Nota: A senhora que nos atendeu, revelou-nos que ultimamente muita gente tem fugido da máquina quando começa a funcionar, e que a grande maioria são homens.


quarta-feira, 2 de julho de 2008

A partida da M

Começo a chegar à brilhante conclusão que as amigas da faculdade precisam de um pretexto para se juntar (um qualquer). Ontem tivemos mais um jantar, agora para nos despedirmos da M. que vai regressar a Paris. E durante o jantar já estávamos a combinar em que casa ia ser a festa de Natal!
Para este fim-de-semana já estão a combinar uma ida à praia, para o Estrelinho fazer os seus primeiros castelos na areia (lá está o pretexto).

E se neste jantar não houvesse um aceso debate, confesso que começava a estranhar… aliás houve mais do que um… entre eles a segurança das maternidades e “como é que começou a Sida”. Era ver quem é que se passava mais da cabeça…

Nota: Já que não vou estar cá no fim-de-semana de ida à praia com bebés, alguém que se digne a levar uma máquina fotográfica, e tire umas fotografias.

Dançar até à morte

Num dos dias em que ia com a I. de carro pela marginal, a caminho do paredão aconteceu uma cena estranha.
Íamos em Caxias, e quando estávamos a acabar de fazer uma curva sem visibilidade… a poucos metros mais à frente, vemos quatro ou cinco crianças no meio da marginal, na nossa faixa, a olhar para qualquer coisa no chão. Tudo se passou numa fracção de segundos… todas as crianças saíram a correr do meio da estrada, menos uma. Que optou por permanecer onde estava (apesar de ter visto o carro), e fez uma espécie de sapateado em plena estrada, como que a dizer “estou te a ver, mas não tenho medo”. Os amigos já no passeio assistiam a toda a cena.
Eu e a I. não tivemos reacção, a situação tão estúpida, ela limitou-se a abrandar e travar para ver se a criança se decidia a acabar o sapateado e pronto, seguimos viagem.
E pensei, eu quando tinha aquela idade, mais ou menos 11/ 12 anos, fiz muita estupidez mas de facto esta é demasiado rebuscada. Que vontade de pôr aquele miúdo de castigo!

terça-feira, 1 de julho de 2008

E o que tem de ser…

Porque esta semana estamos cheios de coisas para fazer, disse ao F. que o único dia que conseguíamos visitar a Maria, filha de um grande amigo dele, era ontem. Já tinha nascido há algumas semanas e ainda não tinha recebido a nossa visita… (apesar de nos ter visitado na Feira do Livro com duas semanas).
Acabámos por ficar numa esplanada à beira rio, e o F. já tinha adiado a visita para dia indeterminado. Pura preguiça.
Quando estávamos na dita esplanada, passa o grande amigo do F. a fazer jogging… e “apanhou-nos em flagrante” de papo para o ar.
Ele disse: “Pois não tens tempo para me visitar, mas tens tempo para estar na esplanada”.
Pois é.
E o que é que o menino F. fez? Chutou para o lado (para mim, portanto) disse que eu é que tinha preferido a esplanada, ao invés da visita. Que lata.
Sem desculpa possível, fomos ter a casa deles mais tarde para tomar um café, e estar um bocadinho com mais uma nova família. A Maria era mesmo muito querida, e adorou o colo do F. (e novidades…).

Sono, onde estás tu?

Sempre tive a sorte de dormir lindamente, assim que me deitava adormecia ferrada e só acordava no dia seguinte. Até que chegou a pandemia......