Desde que estou de muletas (desculpem lá a fixação… mas faço tudo com elas, menos dormir e tomar banho) fiquei a saber o historial médico, respeitante ao capítulo “Joelho” de toda a gente que me rodeia (desconhecidos incluídos, pois claro).
E há de tudo um pouco: “ ir à faca três vezes”, “uma ruptura de ligamentos”, “operação aos dois joelhos”, “meses a fio de muletas”, houve até uma mãe que partiu ainda dois dentes, para além do joelho na mesma queda”.
Um filme completo.
Enfim, agora olho para as pessoas, e só lhes consigo ver a ficha médica.
Ainda não percebi se me dizem estas coisas para me alegrar ou nem por isso… acho que se identificam… não faço ideia.
Um diário das minhas peripécias com o F., o Francisco, a Benedita, os amigos, a família e os estranhos. Ou como disse uma amiga minha o blog das aventuras da R. Espero que se divirtam a ler... tanto como eu a escrever.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
domingo, 12 de outubro de 2008
Pais…
Desde que nasci oiço os meus pais a dizer: “tens que comer para teres força nas pernas” nunca percebi muito bem porquê, o critério para escolher esta parte do corpo e não outra qualquer.
Agora que ando de muletas, e uma das pernas é suposto não mexer, os meus pais adaptaram o discurso, e agora dizem: “tens que comer para ter força nos braços”.
Outro argumento que também usam com regularidade, e que a cada dia que passa fica mais ridículo é: “estás em fase de crescimento”. Relembro que tenho 29 anos, e que a minha estatura não o evidencia.
Não há volta a dar, querem que eu coma à força.
Agora que ando de muletas, e uma das pernas é suposto não mexer, os meus pais adaptaram o discurso, e agora dizem: “tens que comer para ter força nos braços”.
Outro argumento que também usam com regularidade, e que a cada dia que passa fica mais ridículo é: “estás em fase de crescimento”. Relembro que tenho 29 anos, e que a minha estatura não o evidencia.
Não há volta a dar, querem que eu coma à força.
Enigma resolvido
Em Setembro escrevi sobre o meu mecânico que estava desaparecido.
Descobrimos o que aconteceu.
O senhor há umas semanas atrás, caiu de umas escadas abaixo, bateu com a cabeça, ficou em coma durante três dias no hospital, e depois morreu.
Que história mais esquisita…
Descobrimos o que aconteceu.
O senhor há umas semanas atrás, caiu de umas escadas abaixo, bateu com a cabeça, ficou em coma durante três dias no hospital, e depois morreu.
Que história mais esquisita…
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
"Boston Legal"
Lá em casa, ninguém perde um episódio desta série de advogados.
Tudo começou com uma crítica que lemos num jornal, a dizer maravilhas. Ficámos com curiosidade, espreitámos alguns episódios, e estamos viciados.
É incrível a argumentação, em questões que à partida nos parecem bastante óbvias, defendem também temas impensáveis, muitas das personagens são politicamente incorrectas, e fazem uso da ironia de uma forma cómica e inteligente.
Uma nova perspectiva sobre aquilo que achamos ser o certo e o errado.
A não perder.
Nota: Não encontrei nenhum vídeo interessante no youtube. Este é o melhorzinho.
Tudo começou com uma crítica que lemos num jornal, a dizer maravilhas. Ficámos com curiosidade, espreitámos alguns episódios, e estamos viciados.
É incrível a argumentação, em questões que à partida nos parecem bastante óbvias, defendem também temas impensáveis, muitas das personagens são politicamente incorrectas, e fazem uso da ironia de uma forma cómica e inteligente.
Uma nova perspectiva sobre aquilo que achamos ser o certo e o errado.
A não perder.
Nota: Não encontrei nenhum vídeo interessante no youtube. Este é o melhorzinho.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Câmara lenta
Este bolg está de muletas. Não se passa nada. Ou melhor, passar, passa, mas muito devagarinho. A minha vida agora é só casa-trabalho-casa.
Às vezes não sei se hei-de rir ou chorar… por norma opto pela terceira hipótese: irrito-me. A minha paciência anda pelas ruas da amargura.
Três dias antes de ir de férias, tive um aviso. Quando estava num provador da loja de roupa Zara, uma das minhas “vizinhas” deixou cair uma data de coisas, e pouco depois começou a gritar (com toda a força que tinha) de dentro da sua cabine: “ALGUÉM ME AJUDE”, “SOCORRO”, “CHAMEM UM MÉDICO”, “DESLOQUEI A RÓTULA”. Este discurso todo aos berros, e vezes sem conta.
Eu do lado de cá do meu cortinado fiquei em pânico, não sabia o que fazer naquela situação. Liguei aos amigos médicos do F., e ninguém atendeu.
A loja toda ouviu, e a mãe “ajudou-a”. A única coisa que a rapariga podia fazer era ficar quieta e esperar pela ambulância.
Explicaram-me que ela iria andar um bom tempo de muletas. E eu pensei, “que seca, é mesmo azar”.
Às vezes não sei se hei-de rir ou chorar… por norma opto pela terceira hipótese: irrito-me. A minha paciência anda pelas ruas da amargura.
Três dias antes de ir de férias, tive um aviso. Quando estava num provador da loja de roupa Zara, uma das minhas “vizinhas” deixou cair uma data de coisas, e pouco depois começou a gritar (com toda a força que tinha) de dentro da sua cabine: “ALGUÉM ME AJUDE”, “SOCORRO”, “CHAMEM UM MÉDICO”, “DESLOQUEI A RÓTULA”. Este discurso todo aos berros, e vezes sem conta.
Eu do lado de cá do meu cortinado fiquei em pânico, não sabia o que fazer naquela situação. Liguei aos amigos médicos do F., e ninguém atendeu.
A loja toda ouviu, e a mãe “ajudou-a”. A única coisa que a rapariga podia fazer era ficar quieta e esperar pela ambulância.
Explicaram-me que ela iria andar um bom tempo de muletas. E eu pensei, “que seca, é mesmo azar”.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Não comprem mais Mars
Passem esta mensagem a todos os vossos contactos, é fácil acabar com esta tortura.
Learn more at MarsCandyKills.com.
Este vídeo tem imagens chocantes.
Learn more at MarsCandyKills.com.
Este vídeo tem imagens chocantes.
Extremos
Na terça-feira de manhã estou em Paris, com o F. nas Galerias de luxo Lafayette a mexer num colar* da Louis Vuitton (o F. a mexer na tal jóia, e eu quase a ter um ataque cardíaco, a ver quando é que ele ficava com parte na mão), e à noite estou em Lisboa, no Hospital S. Francisco Xavier, à espera num contentor para ser atendida (a sala de espera está em obras).
*Nesta loja o colar “mais em conta” custava 500 euros.
*Nesta loja o colar “mais em conta” custava 500 euros.
Mistura
Já reescrevi este post mil vezes… e não consigo expressar esta confusão de notícias que recebemos esta semana… o meu primo lindo nasceu na terça-feira, e na quinta-feira soubemos que uma pessoa da família tem uma doença muito grave. É estranho.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Coisas soltas de Paris
No supermercado achei estranho venderem embalagens de fiambre, só com duas, ou com quatro fatias. Muito pouco ecológico, e prático (digo eu).
Nos jardins as cadeiras de ferro substituem os bancos, e por norma estas estão à volta da fonte (quando existe), ficam todos a apreciar o repuxo XL, como se estivessem à volta de uma grande mesa redonda.
As pessoas na rua são simpáticas e ajudam (falámos quase sempre em francês) mas nos serviços (cafés, restaurantes, posto de turismo, lojas) só faltava sermos agredidos.
No posto de turismo a jovem só tinha um limite máximo de três perguntas por turista, e à quarta pergunta decidiu resmungar em francês. Respondi-lhe em francês que compreendia muito bem a sua língua. A fera amansou.
O multibanco francês enquanto processa o pagamento diz “patientez” e o nosso diz “aguarde pff ”, nunca vi população mais impaciente.
A toda a hora há “rusgas de picas” no metro, sedentos por multar tudo o que mexe. Nós, na nossa última viagem de metro também fomos multados porque o nosso bilhete já não abrangia aquela área. Explicámos que foi engano, mostrámos os mil bilhetes que tínhamos nos bolsos. Não adiantou nada. Paguei 50 euros e ainda fui chamada de louca (em francês). A senhora achava que nós não falávamos a sua língua… Não lhe respondi à letra porque não estava com vontade de pagar mais.
No dia que decidimos passear de barco pelo Sena, a corrida para a última viagem, não correu bem. Para não ficarmos 20 minutos a olhar para a paisagem, corremos como se não houvesse amanhã para apanhar um barco… que afinal era barco-restaurante, e mais parado era impossível. A corrida estava feita e o meu joelho decidiu protestar nos restantes dias de férias… até hoje. Nos próximos 15 dias vou andar de muletas.
Na ilha de St. Louis, numa das ruas mais movimentadas, estavam uns velhotes muito humorados, de chicote na mão a oferecer “chicotadas maliciosas” a quem passasse. Ostentavam num dos cartazes a razão…”é que a terceira idade é aborrecida”.
Nos jardins as cadeiras de ferro substituem os bancos, e por norma estas estão à volta da fonte (quando existe), ficam todos a apreciar o repuxo XL, como se estivessem à volta de uma grande mesa redonda.
As pessoas na rua são simpáticas e ajudam (falámos quase sempre em francês) mas nos serviços (cafés, restaurantes, posto de turismo, lojas) só faltava sermos agredidos.
No posto de turismo a jovem só tinha um limite máximo de três perguntas por turista, e à quarta pergunta decidiu resmungar em francês. Respondi-lhe em francês que compreendia muito bem a sua língua. A fera amansou.
O multibanco francês enquanto processa o pagamento diz “patientez” e o nosso diz “aguarde pff ”, nunca vi população mais impaciente.
A toda a hora há “rusgas de picas” no metro, sedentos por multar tudo o que mexe. Nós, na nossa última viagem de metro também fomos multados porque o nosso bilhete já não abrangia aquela área. Explicámos que foi engano, mostrámos os mil bilhetes que tínhamos nos bolsos. Não adiantou nada. Paguei 50 euros e ainda fui chamada de louca (em francês). A senhora achava que nós não falávamos a sua língua… Não lhe respondi à letra porque não estava com vontade de pagar mais.
No dia que decidimos passear de barco pelo Sena, a corrida para a última viagem, não correu bem. Para não ficarmos 20 minutos a olhar para a paisagem, corremos como se não houvesse amanhã para apanhar um barco… que afinal era barco-restaurante, e mais parado era impossível. A corrida estava feita e o meu joelho decidiu protestar nos restantes dias de férias… até hoje. Nos próximos 15 dias vou andar de muletas.
Na ilha de St. Louis, numa das ruas mais movimentadas, estavam uns velhotes muito humorados, de chicote na mão a oferecer “chicotadas maliciosas” a quem passasse. Ostentavam num dos cartazes a razão…”é que a terceira idade é aborrecida”.
Paris em síntese
Ficámos na casa de uma amiga, e fez toda a diferença, não só pelo conforto e pela companhia mas também porque conhecemos locais que nunca teríamos conhecido.
E os dias passaram-se a caminhar, tentámos correr a cidade de fio a pavio: Louvre (é maior do que parece por fora), Tuileries, Torre Eiffel (subimos à noite, e impõe respeito a viagem), Arco do Triunfo (um bom miradouro), Bairro Judeu (adorámos este bairro), Notre-Dame, Centro Georges Pompidou (a capa do meu livro de francês do 7º ano), Jardins do Luxemburgo (uma agradável surpresa), Praça da Concórdia, Champs Élysées, Quartier Latin, andar de barco no Rio Sena, MontMartre, Île de la Cite e de St. Louis, Palácio de Versailles (o palácio é uma desilusão, os jardins magníficos), DisneyLand (nunca gritei tanto na minha vida nas três montanhas-russas) etc…
E uma semana não chegou para conhecer a capital toda… é uma cidade tão grande e com tanta coisa para ver.
Aconteceu de tudo um pouco… jantares com os amigos estrangeiros e portugueses da M. e da S., lesionei-me no joelho e agora ando de moletas, fomos multados no metro, uma francesa ofereceu-nos café, eu, o F. e a M. os “mal vestidos” fomos recambiados para a pior sala no Salão de Chá chiquérrimo, o Angelina, (recomendado por um amigo do F.), em cafés e lojas impediam-nos de tirar fotos, em locais de atendimento ao público parecia que nos estavam a fazer um favor em servir-nos…
Gostámos muito da cidade, só é pena ter franceses. Tanta alergia a estrangeiros poderá ser prejudicial à saúde.
E os dias passaram-se a caminhar, tentámos correr a cidade de fio a pavio: Louvre (é maior do que parece por fora), Tuileries, Torre Eiffel (subimos à noite, e impõe respeito a viagem), Arco do Triunfo (um bom miradouro), Bairro Judeu (adorámos este bairro), Notre-Dame, Centro Georges Pompidou (a capa do meu livro de francês do 7º ano), Jardins do Luxemburgo (uma agradável surpresa), Praça da Concórdia, Champs Élysées, Quartier Latin, andar de barco no Rio Sena, MontMartre, Île de la Cite e de St. Louis, Palácio de Versailles (o palácio é uma desilusão, os jardins magníficos), DisneyLand (nunca gritei tanto na minha vida nas três montanhas-russas) etc…
E uma semana não chegou para conhecer a capital toda… é uma cidade tão grande e com tanta coisa para ver.
Aconteceu de tudo um pouco… jantares com os amigos estrangeiros e portugueses da M. e da S., lesionei-me no joelho e agora ando de moletas, fomos multados no metro, uma francesa ofereceu-nos café, eu, o F. e a M. os “mal vestidos” fomos recambiados para a pior sala no Salão de Chá chiquérrimo, o Angelina, (recomendado por um amigo do F.), em cafés e lojas impediam-nos de tirar fotos, em locais de atendimento ao público parecia que nos estavam a fazer um favor em servir-nos…
Gostámos muito da cidade, só é pena ter franceses. Tanta alergia a estrangeiros poderá ser prejudicial à saúde.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Paris é…
franceses com baguetes debaixo do braço, floristas e frutarias ao virar de cada esquina, lojas com muito bom gosto, condutores de carros, motos e bicicletas que não respeitam qualquer tipo de sinalização de tráfego, multicultural, parisienses antipáticos, mal-educados e impacientes, café o triplo do preço, jardins espectaculares, pequenos jardins/ pátios escondidos entre as casas, edifícios antigos e monumentos muito bem preservados, esplanadas com mesas redondas e cadeiras de verga em fila, rede de transportes excepcional, comida boa e bem servida (refiro-me a quantidades), bolos nas montras das pastelarias vestidos para sair à noite.
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