Este podia ser o título do filme que fui ver ao cinema na sexta, o “W.” a biografia de Geroge W. Bush. A maior seca dos últimos tempos.
Tentei convencer o F. a ir embora na segunda parte, mas ele quis ficar até ao fim, apesar de estar a detestar. Na segunda parte do filme as senhoras que estavam ao meu lado piraram-se, e eu aproveitei para tirar uma soneca.
Um filme que não é a defender nem a criticar o famoso presidente, um filme muito parado e onde os outros políticos representados, por exemplo, a secretária de estado Condoleezza Rice, pareciam múmias, mal abriam a boca. Um retrato errado dos vários políticos norte-americanos.
Detestei.
Nota: Eu acho que consigo ser mais parecida com o Tony Blair, do que o actor escolhido para o papel.
Um diário das minhas peripécias com o F., o Francisco, a Benedita, os amigos, a família e os estranhos. Ou como disse uma amiga minha o blog das aventuras da R. Espero que se divirtam a ler... tanto como eu a escrever.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Canadianas vão de férias
Fui de táxi do cais do sodré para a Av. da Liberdade (algo impensável para mim), chego ao consultório “que era mesmo em cima da loja Lanidor” (passo a citar a telefonista) e depois chego lá e nicles, não era ali.
Tinha aberto uma nova Lanidor na Av. da Liberdade (!) e claro, que para chatear era longe! e claro que a direcção da dita loja era a subir (não estavas com saudades da calçada portuguesa e das ruas íngremes? Então toma lá que começas já a recordar…) e claro que chego ao consultório a morrer de calor, com as mãos a arder, super cansada (decidi “andar” rápido para não chegar atrasada) e depois o Sô Doutor só me atendeu uma hora e tal depois. E porquê? Estavam lá os senhores da “Meo” a resolver o problema da TV, e da Net e do raio que o parta. Há prioridades.
Enquanto esperava na sala de espera (passo a redundância), fazia um teste na Visão sobre a minha honestidade. Confirma-se que não tinha mesmo nada que fazer.
Já na consulta o médico fez “gato sapato” do meu joelho e eu nada. Não me doía nada. Nem ai nem ui. Em síntese, uns tendões ainda inchados, uns medicamentos para tomar, dois dias a passear uma muleta e pronto. Volte cá daqui a três semanas.
Ginástica e grandes andanças lá para fins de Novembro…
Tinha aberto uma nova Lanidor na Av. da Liberdade (!) e claro, que para chatear era longe! e claro que a direcção da dita loja era a subir (não estavas com saudades da calçada portuguesa e das ruas íngremes? Então toma lá que começas já a recordar…) e claro que chego ao consultório a morrer de calor, com as mãos a arder, super cansada (decidi “andar” rápido para não chegar atrasada) e depois o Sô Doutor só me atendeu uma hora e tal depois. E porquê? Estavam lá os senhores da “Meo” a resolver o problema da TV, e da Net e do raio que o parta. Há prioridades.
Enquanto esperava na sala de espera (passo a redundância), fazia um teste na Visão sobre a minha honestidade. Confirma-se que não tinha mesmo nada que fazer.
Já na consulta o médico fez “gato sapato” do meu joelho e eu nada. Não me doía nada. Nem ai nem ui. Em síntese, uns tendões ainda inchados, uns medicamentos para tomar, dois dias a passear uma muleta e pronto. Volte cá daqui a três semanas.
Ginástica e grandes andanças lá para fins de Novembro…
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Fiquei fã de…
elevadores, tapetes rolantes e portas automáticas (que invenções espectaculares!).
Nunca mais fico a 100% para voltar a gostar de escadas no geral, portas com mola, ruas íngremes (daquelas que sentimos os músculos todos a mexer) e da calçada portuguesa irregular e escorregadia.
Definitivamente não fui feita para ser lontra, e muito menos para apodrecer à frente da televisão.
Em dias menos bons, passou-me levemente pela cabeça fazer uma promessa e tudo… mas depois voltei ao meu estado de lucidez, e acalmei.
Nunca mais fico a 100% para voltar a gostar de escadas no geral, portas com mola, ruas íngremes (daquelas que sentimos os músculos todos a mexer) e da calçada portuguesa irregular e escorregadia.
Definitivamente não fui feita para ser lontra, e muito menos para apodrecer à frente da televisão.
Em dias menos bons, passou-me levemente pela cabeça fazer uma promessa e tudo… mas depois voltei ao meu estado de lucidez, e acalmei.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Jantar Focus group
Ontem tive um jantar completamente diferente de todos os outros: um jantar Focus group.
Uma marca, que ninguém sabia qual, tinha pago a uma empresa para fazer uma pesquisa de mercado qualitativa, a vários grupos de pessoas diferentes: as mães, os avós, os jovens... E a noite de terça-feira estava reservada para os jovens.
Éramos nove, 5 homens e 4 mulheres, que iriam falar sobre um tema específico, durante o jantar. À chegada ao Restaurante “Clube dos Jornalistas” fomos apresentados às pessoas com quem iríamos partilhar uma refeição pela noite adentro, e depois respondemos a um pequeno questionário (qual o ingrediente que usamos mais e menos quando cozinhamos? Quais os pratos que cozinhámos na última semana? O prato favorito de peixe e de carne? E qual a refeição preferida? Por ex: lanche).
A moderadora do debate distribuiu-nos pela mesa, e dois anotadores sentaram-se nas extremidades da mesa oval, para não perderem pitada da conversa.
Foi um jantar bastante animado, a moderadora foi lançando perguntas e todos fomos respondendo: uns falavam mais do que outros (eu e a J. fazíamos a festa) e foi engraçado ver os diferentes pontos de vista, as diferentes relações com a comida, com as compras e os critérios pelos quais, cada um se regia.
O grupo
O advogado divorciado e com dois filhos que “tinha uma senhora” (era assim que ele dizia) que ia às compras e tratava da casa. Este indivíduo não sabia nem pôr os cereais no leite. E tinha uma pancada forte por iogurtes.
O advogado que sabia cozinhar, que estava sempre cheio de trabalho, e que o critério dele para escolher um supermercado era pela hora a que fechava. Já tinha experimentado todo o tipo de comida congelada, era um expert na matéria.
A arquitecta que só comia alimentos biológicos e do Celeiro. Raramente falava, e só dava a sua opinião, sempre curta, quando lhe faziam a pergunta directamente.
O rapaz de uma família grande, que tinha que ter sempre carne em casa. Uma família cheia de tradições, e uma mãe boa cozinheira, que quando recebia convidados, confessava o pecado excepcional da sobremesa já comprada.
A casada, que dominava os preços, os supermercados, as marcas. Fugia da gordura (no geral), a sete pés. Fantástica cozinheira (falo por conhecimento de causa) e viciada no site vaqueiro.pt.
A médica (acho que era), que comprava muita comida congelada, que usava a medida “a olho”, que gostava de inventar receitas, e recebia muitos tupperwares cheios de comida made in casa da mãe.
A jornalista, que não vivia sem sopa e legumes frescos. Que tinhas as duas famílias a cozinhar muito bem, e que avaliavam os seus cozinhados à lupa. Fã por tudo o que era português, confessou um pecadilho: uma vez teve que comprar uma perna de borrego da Nova Zelândia.
O giro/simpático de fato, absorvia todas as opiniões, fartou-se de aprender. Descobriu que existem marcas de frangos. Para ele era tudo igual. E estava rendido à tão famosa Bimbi, fazia tudo com este aparelhómetro.
E o último, vamos-lhe chamar o número 9, que não me marcou. Não me lembro quase nada dele, apenas que era fã da marca Pingo Doce.
Adorei a experiência.
Uma marca, que ninguém sabia qual, tinha pago a uma empresa para fazer uma pesquisa de mercado qualitativa, a vários grupos de pessoas diferentes: as mães, os avós, os jovens... E a noite de terça-feira estava reservada para os jovens.
Éramos nove, 5 homens e 4 mulheres, que iriam falar sobre um tema específico, durante o jantar. À chegada ao Restaurante “Clube dos Jornalistas” fomos apresentados às pessoas com quem iríamos partilhar uma refeição pela noite adentro, e depois respondemos a um pequeno questionário (qual o ingrediente que usamos mais e menos quando cozinhamos? Quais os pratos que cozinhámos na última semana? O prato favorito de peixe e de carne? E qual a refeição preferida? Por ex: lanche).
A moderadora do debate distribuiu-nos pela mesa, e dois anotadores sentaram-se nas extremidades da mesa oval, para não perderem pitada da conversa.
Foi um jantar bastante animado, a moderadora foi lançando perguntas e todos fomos respondendo: uns falavam mais do que outros (eu e a J. fazíamos a festa) e foi engraçado ver os diferentes pontos de vista, as diferentes relações com a comida, com as compras e os critérios pelos quais, cada um se regia.
O grupo
O advogado divorciado e com dois filhos que “tinha uma senhora” (era assim que ele dizia) que ia às compras e tratava da casa. Este indivíduo não sabia nem pôr os cereais no leite. E tinha uma pancada forte por iogurtes.
O advogado que sabia cozinhar, que estava sempre cheio de trabalho, e que o critério dele para escolher um supermercado era pela hora a que fechava. Já tinha experimentado todo o tipo de comida congelada, era um expert na matéria.
A arquitecta que só comia alimentos biológicos e do Celeiro. Raramente falava, e só dava a sua opinião, sempre curta, quando lhe faziam a pergunta directamente.
O rapaz de uma família grande, que tinha que ter sempre carne em casa. Uma família cheia de tradições, e uma mãe boa cozinheira, que quando recebia convidados, confessava o pecado excepcional da sobremesa já comprada.
A casada, que dominava os preços, os supermercados, as marcas. Fugia da gordura (no geral), a sete pés. Fantástica cozinheira (falo por conhecimento de causa) e viciada no site vaqueiro.pt.
A médica (acho que era), que comprava muita comida congelada, que usava a medida “a olho”, que gostava de inventar receitas, e recebia muitos tupperwares cheios de comida made in casa da mãe.
A jornalista, que não vivia sem sopa e legumes frescos. Que tinhas as duas famílias a cozinhar muito bem, e que avaliavam os seus cozinhados à lupa. Fã por tudo o que era português, confessou um pecadilho: uma vez teve que comprar uma perna de borrego da Nova Zelândia.
O giro/simpático de fato, absorvia todas as opiniões, fartou-se de aprender. Descobriu que existem marcas de frangos. Para ele era tudo igual. E estava rendido à tão famosa Bimbi, fazia tudo com este aparelhómetro.
E o último, vamos-lhe chamar o número 9, que não me marcou. Não me lembro quase nada dele, apenas que era fã da marca Pingo Doce.
Adorei a experiência.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
Amigas estrangeiras
O V. refilou comigo (e com razão) que eu andava antipática desde que levo as minhas amigas erasmus, “as canadianas”, para todo o lado. Disse que deveria aceitar o facto, e que não valia a pena ficar chateada, porque não era isso que me ia pôr boa.
Enfim, decidi aceitar a questão… ou pelo menos tentar. Tenho que gozar com o facto de demorar séculos a subir um lanço de escadas (vou começar a cronometrar, tenho que melhorar os meus tempos), vou aproveitar para apreciar a paisagem ao milímetro, e já começo a apontar para as coisas com as muletas (como os velhotes fazem com a bengala). Um espectáculo.
Enquanto isso risco os dias no calendário para a minha consulta, que é já na próxima sexta! Nunca desejei tanto estar a sós com um ortopedista. E logo no primeiro encontro vou-lhe mostrar o joelho… hum…
Enfim, decidi aceitar a questão… ou pelo menos tentar. Tenho que gozar com o facto de demorar séculos a subir um lanço de escadas (vou começar a cronometrar, tenho que melhorar os meus tempos), vou aproveitar para apreciar a paisagem ao milímetro, e já começo a apontar para as coisas com as muletas (como os velhotes fazem com a bengala). Um espectáculo.
Enquanto isso risco os dias no calendário para a minha consulta, que é já na próxima sexta! Nunca desejei tanto estar a sós com um ortopedista. E logo no primeiro encontro vou-lhe mostrar o joelho… hum…
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Conselhos de uma nutricionista *****
• Se ingerir mais de duas de colheres de sopa de azeite por dia, o extra vai para o pneu
• Manteiga e margarina banidas por completo
• Fruta come-se fora das refeições, uma a meio da manhã, outra a meio da tarde
• Carne vermelha apenas uma vez por semana, ou simplesmente banida
• Repartir as refeições o mais possível, 9 vezes é o ideal (em média comer de duas em duas horas)
• Sopa e saladas sem restrições, pode comer as vezes que quiser
• A única bebida que se pode ingerir é água
Claro que cada caso é um caso, mas acho que estes conselhos já ajudam bastante.
• Manteiga e margarina banidas por completo
• Fruta come-se fora das refeições, uma a meio da manhã, outra a meio da tarde
• Carne vermelha apenas uma vez por semana, ou simplesmente banida
• Repartir as refeições o mais possível, 9 vezes é o ideal (em média comer de duas em duas horas)
• Sopa e saladas sem restrições, pode comer as vezes que quiser
• A única bebida que se pode ingerir é água
Claro que cada caso é um caso, mas acho que estes conselhos já ajudam bastante.
À velocidade da luz
Conversa entre mim e o F. a chegar a casa:
F.: Ficas já em casa, agora vou ao supermercado, quando estiver a chegar dou-te um toque para o telemóvel, para tu ires andando para a porta.
Eu: Estás a gozar? Não? Está bem...
F.: Ficas já em casa, agora vou ao supermercado, quando estiver a chegar dou-te um toque para o telemóvel, para tu ires andando para a porta.
Eu: Estás a gozar? Não? Está bem...
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Adoro este anúncio
Se quiserem podem ir a www.alfaromeo.pt e fazem o vosso próprio anúncio, ou espreitam outras versões criadas por anónimos.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Jantar na Ajuda (é só para não usar consoantes)
Não vou dizer que foi um jantar de despedida da M., porque estamos sempre a despedirmo-nos dela, e ela volta sempre. Foi um jantar de conbibio.
Desta vez éramos cinco: a mãe C. ficou em casa a recuperar do "trauma de sábado", a E. apareceu tão depressa como saiu, e a A. ficou em casa a brincar aos canivetes.
Mais um jantar muito animado, como sempre.
Ainda tivemos direito a uma visita da tão falada M.B., (que só conhecia de nome), uma porreira.
Desta vez éramos cinco: a mãe C. ficou em casa a recuperar do "trauma de sábado", a E. apareceu tão depressa como saiu, e a A. ficou em casa a brincar aos canivetes.
Mais um jantar muito animado, como sempre.
Ainda tivemos direito a uma visita da tão falada M.B., (que só conhecia de nome), uma porreira.
1 ano
O Sr. Estrelinho fez um ano. E as tias todas e o tio juntaram-se para celebrar em casa cheia. Oferecemos o seu primeiro carro (um luxo), com porta que abria de lado, e direcção assistida.
Neste lanche bastante animado (parecia que tinha tudo bebido) ainda houve tempo para cometer uma super gaffe com um familiar… elas a gozar comigo, decidiram fazer da sala uma passerelle de coxas… Depois do espectáculo, alguém se lembrou que havia um coxo genuíno na festa, e não era eu. E quando o tal coxo entrou na sala, ficaram todas em silêncio a observar.
Sem comentários, parecíamos que tínhamos todas 5 anos (no máximo).
A família Kiko foi bastante assediada, não só em expressões jocosas do tipo “o seu filho é tão bonito que parece uma menina” ou “coitado não tem sapatos” e a figura paterna não foi para casa sem antes levar uma palmada.
Dá para ter um lanche infantil normal?
Neste lanche bastante animado (parecia que tinha tudo bebido) ainda houve tempo para cometer uma super gaffe com um familiar… elas a gozar comigo, decidiram fazer da sala uma passerelle de coxas… Depois do espectáculo, alguém se lembrou que havia um coxo genuíno na festa, e não era eu. E quando o tal coxo entrou na sala, ficaram todas em silêncio a observar.
Sem comentários, parecíamos que tínhamos todas 5 anos (no máximo).
A família Kiko foi bastante assediada, não só em expressões jocosas do tipo “o seu filho é tão bonito que parece uma menina” ou “coitado não tem sapatos” e a figura paterna não foi para casa sem antes levar uma palmada.
Dá para ter um lanche infantil normal?
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Sempre tive a sorte de dormir lindamente, assim que me deitava adormecia ferrada e só acordava no dia seguinte. Até que chegou a pandemia......
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