segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Zzzzzzzzzzz.

Este podia ser o título do filme que fui ver ao cinema na sexta, o “W.” a biografia de Geroge W. Bush. A maior seca dos últimos tempos.
Tentei convencer o F. a ir embora na segunda parte, mas ele quis ficar até ao fim, apesar de estar a detestar. Na segunda parte do filme as senhoras que estavam ao meu lado piraram-se, e eu aproveitei para tirar uma soneca.
Um filme que não é a defender nem a criticar o famoso presidente, um filme muito parado e onde os outros políticos representados, por exemplo, a secretária de estado Condoleezza Rice, pareciam múmias, mal abriam a boca. Um retrato errado dos vários políticos norte-americanos.
Detestei.

Nota: Eu acho que consigo ser mais parecida com o Tony Blair, do que o actor escolhido para o papel.

Canadianas vão de férias

Fui de táxi do cais do sodré para a Av. da Liberdade (algo impensável para mim), chego ao consultório “que era mesmo em cima da loja Lanidor” (passo a citar a telefonista) e depois chego lá e nicles, não era ali.
Tinha aberto uma nova Lanidor na Av. da Liberdade (!) e claro, que para chatear era longe! e claro que a direcção da dita loja era a subir (não estavas com saudades da calçada portuguesa e das ruas íngremes? Então toma lá que começas já a recordar…) e claro que chego ao consultório a morrer de calor, com as mãos a arder, super cansada (decidi “andar” rápido para não chegar atrasada) e depois o Sô Doutor só me atendeu uma hora e tal depois. E porquê? Estavam lá os senhores da “Meo” a resolver o problema da TV, e da Net e do raio que o parta. Há prioridades.
Enquanto esperava na sala de espera (passo a redundância), fazia um teste na Visão sobre a minha honestidade. Confirma-se que não tinha mesmo nada que fazer.
Já na consulta o médico fez “gato sapato” do meu joelho e eu nada. Não me doía nada. Nem ai nem ui. Em síntese, uns tendões ainda inchados, uns medicamentos para tomar, dois dias a passear uma muleta e pronto. Volte cá daqui a três semanas.
Ginástica e grandes andanças lá para fins de Novembro…

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Fiquei fã de…

elevadores, tapetes rolantes e portas automáticas (que invenções espectaculares!).
Nunca mais fico a 100% para voltar a gostar de escadas no geral, portas com mola, ruas íngremes (daquelas que sentimos os músculos todos a mexer) e da calçada portuguesa irregular e escorregadia.
Definitivamente não fui feita para ser lontra, e muito menos para apodrecer à frente da televisão.
Em dias menos bons, passou-me levemente pela cabeça fazer uma promessa e tudo… mas depois voltei ao meu estado de lucidez, e acalmei.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Jantar Focus group

Ontem tive um jantar completamente diferente de todos os outros: um jantar Focus group.
Uma marca, que ninguém sabia qual, tinha pago a uma empresa para fazer uma pesquisa de mercado qualitativa, a vários grupos de pessoas diferentes: as mães, os avós, os jovens... E a noite de terça-feira estava reservada para os jovens.
Éramos nove, 5 homens e 4 mulheres, que iriam falar sobre um tema específico, durante o jantar. À chegada ao Restaurante “Clube dos Jornalistas” fomos apresentados às pessoas com quem iríamos partilhar uma refeição pela noite adentro, e depois respondemos a um pequeno questionário (qual o ingrediente que usamos mais e menos quando cozinhamos? Quais os pratos que cozinhámos na última semana? O prato favorito de peixe e de carne? E qual a refeição preferida? Por ex: lanche).
A moderadora do debate distribuiu-nos pela mesa, e dois anotadores sentaram-se nas extremidades da mesa oval, para não perderem pitada da conversa.

Foi um jantar bastante animado, a moderadora foi lançando perguntas e todos fomos respondendo: uns falavam mais do que outros (eu e a J. fazíamos a festa) e foi engraçado ver os diferentes pontos de vista, as diferentes relações com a comida, com as compras e os critérios pelos quais, cada um se regia.

O grupo

O advogado divorciado e com dois filhos que “tinha uma senhora” (era assim que ele dizia) que ia às compras e tratava da casa. Este indivíduo não sabia nem pôr os cereais no leite. E tinha uma pancada forte por iogurtes.

O advogado que sabia cozinhar, que estava sempre cheio de trabalho, e que o critério dele para escolher um supermercado era pela hora a que fechava. Já tinha experimentado todo o tipo de comida congelada, era um expert na matéria.

A arquitecta que só comia alimentos biológicos e do Celeiro. Raramente falava, e só dava a sua opinião, sempre curta, quando lhe faziam a pergunta directamente.

O rapaz de uma família grande, que tinha que ter sempre carne em casa. Uma família cheia de tradições, e uma mãe boa cozinheira, que quando recebia convidados, confessava o pecado excepcional da sobremesa já comprada.

A casada, que dominava os preços, os supermercados, as marcas. Fugia da gordura (no geral), a sete pés. Fantástica cozinheira (falo por conhecimento de causa) e viciada no site vaqueiro.pt.

A médica (acho que era), que comprava muita comida congelada, que usava a medida “a olho”, que gostava de inventar receitas, e recebia muitos tupperwares cheios de comida made in casa da mãe.

A jornalista, que não vivia sem sopa e legumes frescos. Que tinhas as duas famílias a cozinhar muito bem, e que avaliavam os seus cozinhados à lupa. Fã por tudo o que era português, confessou um pecadilho: uma vez teve que comprar uma perna de borrego da Nova Zelândia.

O giro/simpático de fato, absorvia todas as opiniões, fartou-se de aprender. Descobriu que existem marcas de frangos. Para ele era tudo igual. E estava rendido à tão famosa Bimbi, fazia tudo com este aparelhómetro.

E o último, vamos-lhe chamar o número 9, que não me marcou. Não me lembro quase nada dele, apenas que era fã da marca Pingo Doce.

Adorei a experiência.

domingo, 19 de outubro de 2008

Amigas estrangeiras

O V. refilou comigo (e com razão) que eu andava antipática desde que levo as minhas amigas erasmus, “as canadianas”, para todo o lado. Disse que deveria aceitar o facto, e que não valia a pena ficar chateada, porque não era isso que me ia pôr boa.
Enfim, decidi aceitar a questão… ou pelo menos tentar. Tenho que gozar com o facto de demorar séculos a subir um lanço de escadas (vou começar a cronometrar, tenho que melhorar os meus tempos), vou aproveitar para apreciar a paisagem ao milímetro, e já começo a apontar para as coisas com as muletas (como os velhotes fazem com a bengala). Um espectáculo.
Enquanto isso risco os dias no calendário para a minha consulta, que é já na próxima sexta! Nunca desejei tanto estar a sós com um ortopedista. E logo no primeiro encontro vou-lhe mostrar o joelho… hum…

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Conselhos de uma nutricionista *****

• Se ingerir mais de duas de colheres de sopa de azeite por dia, o extra vai para o pneu
• Manteiga e margarina banidas por completo
• Fruta come-se fora das refeições, uma a meio da manhã, outra a meio da tarde
• Carne vermelha apenas uma vez por semana, ou simplesmente banida
• Repartir as refeições o mais possível, 9 vezes é o ideal (em média comer de duas em duas horas)
• Sopa e saladas sem restrições, pode comer as vezes que quiser
• A única bebida que se pode ingerir é água

Claro que cada caso é um caso, mas acho que estes conselhos já ajudam bastante.

À velocidade da luz

Conversa entre mim e o F. a chegar a casa:

F.: Ficas já em casa, agora vou ao supermercado, quando estiver a chegar dou-te um toque para o telemóvel, para tu ires andando para a porta.

Eu: Estás a gozar? Não? Está bem...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Adoro este anúncio



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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Jantar na Ajuda (é só para não usar consoantes)

Não vou dizer que foi um jantar de despedida da M., porque estamos sempre a despedirmo-nos dela, e ela volta sempre. Foi um jantar de conbibio.
Desta vez éramos cinco: a mãe C. ficou em casa a recuperar do "trauma de sábado", a E. apareceu tão depressa como saiu, e a A. ficou em casa a brincar aos canivetes.
Mais um jantar muito animado, como sempre.
Ainda tivemos direito a uma visita da tão falada M.B., (que só conhecia de nome), uma porreira.

1 ano

O Sr. Estrelinho fez um ano. E as tias todas e o tio juntaram-se para celebrar em casa cheia. Oferecemos o seu primeiro carro (um luxo), com porta que abria de lado, e direcção assistida.
Neste lanche bastante animado (parecia que tinha tudo bebido) ainda houve tempo para cometer uma super gaffe com um familiar… elas a gozar comigo, decidiram fazer da sala uma passerelle de coxas… Depois do espectáculo, alguém se lembrou que havia um coxo genuíno na festa, e não era eu. E quando o tal coxo entrou na sala, ficaram todas em silêncio a observar.
Sem comentários, parecíamos que tínhamos todas 5 anos (no máximo).

A família Kiko foi bastante assediada, não só em expressões jocosas do tipo “o seu filho é tão bonito que parece uma menina” ou “coitado não tem sapatos” e a figura paterna não foi para casa sem antes levar uma palmada.
Dá para ter um lanche infantil normal?

Sono, onde estás tu?

Sempre tive a sorte de dormir lindamente, assim que me deitava adormecia ferrada e só acordava no dia seguinte. Até que chegou a pandemia......