quarta-feira, 11 de abril de 2012

Fila pouco indiana

Queria só partilhar convosco a alegria de já conseguir apertar todos os botões das minhas camisas ditas normais. Ok, os botões não estão todos alinhados mas já dá para ter um ar civilizado.
Recuso-me a comprar roupa mais larga ou a voltar a vestir a minha roupa de grávida (esta já foi toda lavada e guardada assim que saí da maternidade). Vale tudo para voltar a vestir o meu querido 36, e um guarda-roupa reduzido é um óptimo estímulo!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A saga dos caniches

Confesso que não sou muito fã de caniches e/ou cães pequenos… e a única razão deve-se à vizinhança.
Quando vivi com os meus pais, o vizinho de cima tinha um caniche altamente irritante que nunca se calava. Um belo dia (força de expressão) foi atropelado à porta de casa. E lá por casa pensámos que seria o sossego. Estávamos redondamente enganados! O meu vizinho para curar a dor da perda comprou não um mas dois caniches! De facto um mal nunca vem só… e passámos a ter dois cães a ladrar em uníssono.
E para piorar ainda mais as coisas uma das filhas do meu vizinho, que também tinha um caniche na sua casinha, teve que desistir do seu cãozinho e dá-lo aos seus pais porque o dito animal de estimação gostava de morder o bebé da minha vizinha. Moral da história: os meus pais são torturados diariamente por três! caniches.

Eu desde que vivo na minha casa tenho um cão de pequeno porte como vizinho que, graças a deus, de ano para ano ladra cada vez menos. Está a ficar velho! Houve até uma altura (e escrevi posts sobre isso) que simplesmente deixámos de ouvir o dito cão, nós a achar que o cão tinha morrido… mas afinal estava doente/ afónico e por isso é que durante uns dias tivemos momentos de paz e sossego.

O único caniche que me deixou boas memórias… dava vontade de rir era um cão que havia na família do F. , com nome de futebolista do Benfica. O cão tinha um alto na cabeça, cheirava mal da boca, via muito mal, era muito velho, e a família do F. passava a vida a fugir dele. Os únicos que o aturavam eram a avó e um primo. Mas apesar de tudo tinha a sua graça.

Recentemente a minha vizinha da frente, de quem nós gostamos muito, vendeu a casa. E até tremo só de pensar no vizinho que me vai calhar na rifa…

quarta-feira, 4 de abril de 2012

SOS Amamentação

Por questões logísticas (para encurtar a história) no início andei a produzir mais leite do que a Benedita bebia. Resultado? Fiquei com o peito em pedra. É claro que conselhos foram muitos mas os únicos que resultaram foram os de uma voluntária da organização sem fins lucrativos SOS Amamentação.

E como foram tão úteis partilho com vocês:

· Usar sacos de água quente em cima do peito.
· Não fazer massagens demasiado agressivas porque fazem o efeito contrário.
· Usar um par de meias velho, em cada meia pôr uma mão cheia de arroz cru e aquecer 30 segundos no micro ondas. Depois colocar na parte debaixo do peito, onde se formam os nódulos mais facilmente.
· Colocar durante 10 minutos gelo no peito que esteve a dar leite. Depois fazer um intervalo de 30 minutos, e em seguida voltar a usar o saco de água quente.

Fiquei como nova!

Alguma dúvida vão aqui. A voluntária que me atendeu foi super solicita e simpática.
Recomendo muito!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Curiosidades sobre 25 de Março e dias seguintes

Durante o parto a obstetra que me fez o parto, e as médicas assistentes fartaram-se de elogiar o meu períneo. A sério, já me tinham elogiado muita coisa… agora o períneo…

O momento em que me estavam a cozer parecia uma cena à Tarantino, com as médicas a debaterem a forma como coziam, e que tipo de pontos usavam… e que o médico X usava muito o ponto tal, e que ela (uma das médicas) também gostava de usar esse ponto.

No hospital fiquei num quarto com duas camas, e na manhã que a Benedita nasceu, uma enfermeira informou-me que na cama do lado, que estava vazia, iria decorrer uma sessão fotográfica (!?), que já estava marcada há algum tempo. Eu a querer paz e sossego e a levar com os holofotes e luzes da cama do lado (já para não falar do barulho). A sessão fotográfica era explicativa dos cuidados a ter com um bebé e a única coisa que nos separava era um cortinado.

Eu e o F. fomos abordados por uns estudantes finalistas de medicina para fazermos parte de um estudo que está a decorrer agora no Hospital de Santa Maria, realizado pela Fundação Brazelton/ Gomes Pedro. O objectivo é observar a relação entre mãe e filho no primeiro ano de vida.
Terei de responder a vários questionários, a Benedita será observada por estudantes que lhe irão fazer vários testes e ver/ filmar como é que ela reage aos mesmos.

Na manhã que a Benedita nasceu, o F. regressou ao hotel em Cascais para fazer o check-out, fazer as malas e já agora tomar o pequeno-almoço. Como tivemos a nossa filha num hospital público, o F. depois de conhecer a Benedita, só podia voltar a entrar no hospital para nos fazer companhia a partir das 13h00. Ah! E tirou foto ao dito pequeno-almoço só para me fazer pirraça… Eu que comi uma carcaça embalada e bebi um pacote de leite mimosa.

sábado, 31 de março de 2012

Pontualidade britânica

Também não tive sorte com as enfermeiras que me receberam no bloco de partos (a experiência estava a revelar-se literalmente oposta ao que tinha sido o nascimento do Francisco no mesmo hospital). As enfermeiras não estavam a acreditar nas minhas dores, achavam que eu estava a exagerar. Senti as dores todas até aos 10 dedos de dilatação. A dor tomou conta do meu corpo, contorcia-me toda. Implorei pela epidural.
A epidural só começou a fazer efeito quando fui para a sala de partos. Já na sala de partos o F. apareceu com a bata por cima do blusão (!?). Estava muito cómico.
Fiz bem a força para a Benedita sair, mas ela era tão grande (3.750kg e 52,5cm) que tiveram que usar fórceps. E mais uma vez o F. não pôde assistir ao parto. A minha sorte começou a mudar, e as médicas que me fizeram o parto foram fantásticas, super queridas e atenciosas.
Às 7 da manhã em ponto nasceu a Benedita e colocaram-na em cima de mim. Desfiz-me em lágrimas.

Não é como nos filmes

Às 4 e tal da manhã rebentaram-me as águas. Mas o começo foi discreto, fiquei na dúvida. Disse ao F. que também achou que ainda não era a altura. Continuava a perder água. Agarrámos no portátil e fizemos pesquisa na net sobre o assunto. Continuei a perder água. Disse ao F. que não ia ficar descansada e sugeri passarmos no Hospital de Cascais só para tirarmos as dúvidas…
Vesti-me para darmos um saltinho rápido até ao hospital. E assim que estou pronta para sair fico com as calças completamente molhadas.
Ok estava decidido, íamos para o Hospital de Santa Maria, onde queríamos que a Benedita nascesse. Mudei de roupa. Levei uma toalha turca emprestada do hotel. No caminho fomos a ouvir Florence and the machine. Comecei a ter contracções. Continuava a perder água.
De Cascais a Lisboa chegámos ao hospital no tempo record de duas músicas. Entrei nas urgências pelo próprio pé, a pingar água para dentro das botas. Muito agradável.
Não se via vivalma nas urgências e o segurança disse-me para esperar. E obviamente que não esperei. Comecei a espreitar para dentro das várias salas à procura de alguém. Encontrei uma auxiliar/enfermeira (já não me recordo) e expliquei o sucedido. A médica foi super querida e tentou despachar o meu processo o mais rápido possível para que pudesse ir para o piso dos partos. Já estava com 3 dedos de dilatação. Mas tive o azar de me calhar uma enfermeira (que estar ali ou numa caixa de supermercado era igual) e estava completamente indiferente à minha dor. As contracções aumentavam de intensidade. E a burra da enfermeira a perguntar-me tudo 30 vezes… repeti o número de telemóvel, a morada etc… etc… cheia de dores. Uma idiotice pegada.
Com o processo pronto, e vestida a rigor com dress code do hospital, a auxiliar levou-me de cadeira de rodas para o piso dos partos. E o F. acompanhou-me. As enfermeiras informaram o F que ainda faltava 30 a 45 minutos para o bebé nascer e ele foi a nossa casa buscar as malas para a maternidade.

sexta-feira, 30 de março de 2012

O início

No sábado dia 24 de Março, deixámos o Francisco nos avós paternos, e decidimos passar um fim-de-semana só os dois num hotel em Cascais. O objectivo era descansar e despedir da barriga, já que (supostamente) ainda faltava uma semana para a Benedita nascer.

Andámos na boa vida: almoçar e jantar fora, Santini, “Prova dos 5” no Gordinni, descansar a ver o mar (enterrada em almofadas gigantes), uma visita à Casa das Histórias da Paula Rêgo (o segurança deu-nos as boas vindas mas ainda questionou “aos 3 ou aos 4?”). A conversa dos gémeos começava a ser recorrente…

Por volta das 4 da manhã do dia 25 de Março rebentaram-me as águas.

sexta-feira, 23 de março de 2012

“Say yes to the dress”

É um programa que dá no canal por cabo TLC. E estou completamente viciada.
Retracta o dia-a-dia de uma loja especializada em vestidos de noiva, o que à partida poderá parecer enfadonho mas não é. Nós (os telespectadores) assistimos às reuniões da chefe de vendas com os consultores que acompanham as noivas no périplo pela busca do vestido perfeito (que conversa devem dar, o que podem ou não dizer) e depois assistimos ao momento em que as noivas experimentam vários vestidos e, ouvimos as muitas opiniões de quem as acompanha.
E há de tudo, a mãe que impõe o vestido que quer para a filha (e que é literalmente o oposto), a noiva-insegura que decide levar a família toda para opinar sobre o vestido, a menina-mimada que vai no jacto privado com os pais e a irmã e que acha que a loja fica aberta até à eternidade só para a atender (não ficou), a noiva que leva o noivo para opinar (não era suposto dar azar?) e que como quer um vestido muito caro decide adiar o casamento 6 meses para juntar dinheiro (que absurdo! Digo eu), ou então a noiva que só liga à opinião do pai…

A loja dos vestidos de noiva (e restantes apetrechos) é ultra especializada e tem milhares de vestidos, de muitos preços e marcas, e é rara a noiva que sai de lá sem um vestido.

O que mais gosto deste programa é observar a dinâmica entre a família/ amigos e a noiva e a forma diplomata e subtil como os vendedores (no programa gostam de traduzir para consultores) conseguem levar a venda a bom porto!

Meteorologia da RTP 1

Nunca percebi a forma como a RTP 1 apresenta a meteorologia… sinceramente alguém está interessado em ver imagens de satélite? Alguém sabe o que é um anticiclone? Altas e baixas pressões? Uma depressão que vai influenciar o território de Marrocos e lá para a noitinha a costa portuguesa? Qual é o interesse de ver (por exemplo) a nebulosidade a aproximar-se do continente?

Sejamos práticos o que todos os queremos saber é se vai chover ou nem por isso e, as temperaturas mínimas e máximas. That’s it!

Fica aqui a minha homenagem ao dia mundial da meteorologia…

quinta-feira, 22 de março de 2012

A Benedita não está com pressa II

Nos últimos tempos e porque este sábado já vou para as 39 semanas… há sempre alguém que me telefona, ou deixa mensagem no Facebook, ou manda sms, ou sonhou com a minha filha, ou telefona à minha mãe a saber se a Benedita já nasceu. Não, ainda não nasceu…

Sono, onde estás tu?

Sempre tive a sorte de dormir lindamente, assim que me deitava adormecia ferrada e só acordava no dia seguinte. Até que chegou a pandemia......