sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A conversa do momento lá por casa


Eu: “Quem é que está quase a fazer anos?”
Francisco: “O Francisco.”
Eu: “E quantos anos vai fazer o Francisco?”
Francisco: “3 fatias de pão*”

*Esta criança só pensa mesmo em comida… não há nada a fazer.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Será um sinal?

Levámos o Francisco ao Zoo e do que ele mais gostou foi de uma grua que lá estava e de andar no combóio que percorre todo o recinto.

Levámos o Francisco à Quinta Pedagógica dos Olivais e do que ele mais gostou foi dos carrinhos de mão e dos atrelados que estavam espalhados pela dita Quinta.

Levámos o Francisco a uma pequenina Feira Popular e delirou com os carrosséis e vibrou com a montanha russa.

Vamos pôr a bicharada de parte e pensar em coisas mais de macho-man.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Um clássico


Quando temos alguém lá em casa, a conversa com o Francisco gira invariavelmente à volta dos carros que ele tem (são centenas). E esta pergunta, e esta resposta estão sempre a acontecer:
                     
Alguém: “Que carro tão giro Francisco!”
Francisco: “Não é um carro, é uma Pick-up”. (Acontece sempre com a Pick-up, e não com o carro de corridas, o descapotável, com a carrinha ou com o jipe).

Os mais distraídos começaram com a conversa do “pópó”, rapidamente perceberam que ele nem conhecia a palavra. Agora estamos noutro nível: ele sabe as marcas dos carros TODOS, e se vê alguma que não reconhece, vêm logo perguntar. Sabe também a quem pertencem os carros: ”É o smart da tia”, “É citroen igual ao do avô” etc… etc…

Este post é só mesmo para vos avisar… não quero que passem vergonhas com uma criança que ainda nem têm 3 anos.

Depois não digam que eu não avisei.

domingo, 14 de outubro de 2012

Sabem aquela teoria de que acontece tudo no mesmo dia?

No dia do casamento do meu afilhado-noivo fomos convidados para:

  • Lanche de anos em Sesimbra de uma prima que faz 2 anos.
  • Lá para o fim da tarde, concerto do afilhado do F., em Lisboa.
  • Jantar de anos no Porto de um amigo do F.
É só para informar que o mês de Outubro tem mais de 30 dias... e obviamente que não vou faltar ao 2º evento mais importante* do ano.

* O primeiro tem a Benedita envolvida.

“Isso é mesmo roupa de mãe” parte 2


Lindo, lindo é receber uma mensagem de uma amiga no telemóvel  a fazer pirraça “no colégio do meu filho os pais também têm muita pinta. É todo um lavar de olhos às 8h30 da manhã”. Pronto, ok, já cá não está quem falou.
É de facto bem MAIS interessante do que ver mães todas quitadas.
Dois pontos para ti J. Quando é que queres que vá levar o ZM à escola?

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sala do Francisco


Tudo está pensado para que seja acolhedora. Um placard com fotos de todas as famílias dos meninos da sala do Francisco, outro placard com mensagens dos pais para os filhos (e se os outros pais escreveram coisas como “espero que goste da sua sala/ amigos/ professora/ blá blá blá, o F. escreveu “mão morta, mão morta vai bater aquela…”, foi profundo), a decoração da sala, o nome da educadora bordado num quadrinho, pendurado na porta. Tudo na sala está identificado com etiquetas com o nome e a foto de cada criançola (os cabides, os copos, as divisórias das escovas do cabelo, os recipientes dos chapéus…). Organização, muita organização, sem deixar de ter um ar acolhedor.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

“Isso é mesmo roupa de mãe”


Meus amigos, esta frase está para lá de datada… no colégio do Francisco as mães têm muita pinta, não são desmazeladas, vê-se que tiveram cuidado a arranjarem-se, que não vestiram a primeira coisa que a mão encontrou no armário. E gosto muito de ver! E de certa forma são também uma inspiração para mim.

Lembro-me no meu colégio que apenas a mãe de uma amiga se adequava a estas modernices… sempre elegante, com o cabelo arranjado, maquilhada e sempre com as roupas da moda. Nós todas queríamos ser como esta mãe quando fossemos grandes…

Quem é que não quer ser a mãe mais bonita?

A fasquia no colégio do meu filho está alta!

domingo, 7 de outubro de 2012

Menino das alianças: os preparativos


Pois é, no dia 20 de Outubro o padrinho do Francisco vai se casar, e será o meu filho o menino das alianças. Ora achei por bem treinar um bocadinho a minha criança.
Com uma tampa virada ao contrário (a fazer de pratinho) nas mãos e, dois dos meus anéis lá em cima, andou de um lado para o outro, comigo a cantar “tan tan taran” e a marcar o passo.
Os treinos correram bem mas para o fim já queria fugir com as pseudo-alianças.
A ver vamos.
Depois conto-vos como foi.

sábado, 6 de outubro de 2012

Este blog ia ficando com um olho negro


Na passadeira, à espera que o semáforo fique verde, uma mulher mexe na agenda, enquanto fala ao mesmo tempo ao telemóvel, e de repente deixa cair uma espécie de papel no chão.
Fiquei na dúvida se tinha caído ou se tinha sido atirado para o chão. Apesar da mulher ser um verdadeiro “armário”, toquei-lhe no ombro com o meu indicador e informei-a do sucedido.
Resposta pronta: “Ah, é só uma toalhita, não faz mal”.
Fiquei em estado de choque.
E disse-lhe com o ar mais escandalizado do mundo: “Não vai apanhar?”

A mulher-armário ainda demorou uma fracção de segundos a digerir  a minha pergunta e, depois explodiu! Desatou aos gritos/ berros em plena via pública a dizer que apanhava a toalhita se quisesse (e a partir daí desliguei, e fingi que estava noutra galáxia).
Entretanto o sinal ficou verde, eu a morrer de vergonha com aquela mono-peixeirada, e ainda ouvi “nem te atrevas a olhar para mim, que eu nem sei”. A mulher foi a praguejar, sempre com o telemóvel ligado, até desaparecer do horizonte.

Nota: Se há coisa que me deixa MESMO irritada é ver pessoas a atirar papéis para o chão, fico mesmo fora de mim. Desta vez foi escandaloso… e foi mais forte que eu, tinha que pôr aquela mulher na ordem! Não estava era a contar com o chorrilho de barbaridades…

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Na escola, os dias seguintes


E se o 1º dia na escola foi fantástico… os restantes foram um descalabro, em versão crescendo. Ele que sempre foi muito independente fazia a maior choradeira, pedia colo desde que o tirava do carro até à porta da sala. Uma tortura. Não cedi, e não chorei, nunca o deixei na casa dos avós. Tinha que ser.

Na cabeça dele esta novidade não encaixou, o Francisco achava que o tínhamos abandonado. E adoptou a táctica “agora vão ver o que é ter um filho com mau feitio” e assim de um momento para o outro começou a fazer fita para comer, para dormir… Amansámos a fera com mais mimo, dançamos com ele as músicas que ele gosta, deixámos ficar mais tempo a chapinhar no banho… E resultou. O Francisco de sempre voltou.

Agora já gastou o stock de lágrimas mas ainda gasta os meus músculos, porque o colo, até ver, é para manter até entrar no colégio.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O rato a tentar levantar a montanha


A regressar do supermercado a caminho de casa… deparo-me com uma avó estatelada no chão. Sem óculos, e ao longe estava a parecer-me que a dita senhora estava a demorar a levantar-se. Quando me aproximei reparei que não se estava a conseguir mexer. Acelerei o passo em seu auxílio. E tentei levantar a senhora. Esforcei-me. Dei o meu melhor. Cerrei os meus dentes como nos desenhos animados e nada. NADA. A senhora não mexeu um milímetro. A neta que nem 2 anos devia ter, estava especada a olhar. Foram precisas mais 2 pessoas (que apareceram entretanto) para ajudar levantar a dita avó que fazia duas de mim em altura e em peso. Já não se fazem velhinhas como antigamente…

Sono, onde estás tu?

Sempre tive a sorte de dormir lindamente, assim que me deitava adormecia ferrada e só acordava no dia seguinte. Até que chegou a pandemia......