sábado, 18 de maio de 2013

Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça...


Reunião de pais

Tivemos uma reunião em exclusivo com a educadora do Francisco. Neste colégio funciona assim, não sei como é que é nos outros. E estávamos preparados para ouvir o pior... tipo "o vosso filho bate em tudo o que mexe" e coisas que tais.

A síntese da reunião: O meu filho é aquele que põe sopa na cabeça da criança do lado, é aquele que distribui a sopa por todos os colegas, é aquele entorna a comida no chão e fica de castigo a limpar o refeitório todo, na companhia de uma empregada, e no fim não dá a parte fraca (diz que gostou muito), é aquele que quando é para estar em silêncio, num momento empolgante da história, faz um som, e depois mais uns quantos imitam. No entanto, a educadora não contou estas aventuras em tom de crítica, contou em tom de "coisas de criança", disse que ele era muito cómico, que tinha muita graça, que sabe ocupar o seu espaço, e que sabe quando pode e deve fazer uma piada. Disse também, que se o Francisco apanhar um professor que não compreenda a sua maneira de ser, que pode ter a vida dificultada. A ver vamos ....
Na infantil todas as educadoras e auxiliares sabem quem é o Francisco.

Pensamento positivo: ao menos o meu filho não é o rei da pancadaria.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

É mesmo filho da mãe!

À mesa, à hora de jantar.

Eu: "Francisco, pára de comer assim, pareces uma galinha"

Ele (com o ar mais sério deste mundo):" Mãe, posso antes ser um eléctrico?"

Nota de autor: E eu a achar que a ironia, o sarcasmo, os jogos de palavras eram só meus. Eu mereço!

sábado, 11 de maio de 2013

A caça ao padre


Pedimos ajuda à tia hiper-mega-super beata, pedimos ajuda a tias católicas no geral, pedimos ajuda a amigas, à madrinha, liguei para o convento onde a minha tia-freira viveu, mandei emails, telefonei, fui in loco à casa do Senhor. E finalmente uma amiga arranjou-nos um Padre! Temos um padre que aceita a versão "madrinha + testemunha (que será o padrinho)". E já não está nada mal...

A saga com a igreja também não foi melhor: “aqui não fazemos baptizados, nem temos pia baptismal”, “aqui só celebramos casamentos”, “aqui só celebramos a primeira comunhão”, “aqui é uma capela privada não é permitido por lei”, “temos baptizados aos 4 de uma vez só, marcados até às Janeiras”. Querem que continue, ou já deu para ter uma ideia?

Amanhã vamos marcar (espero) finalmente a data!

Na dúvida rezem um avé-maria por mim.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Às vezes esqueço-me que tenho um filho no colégio

No sábado de manhã, com as malas à porta, prontinhos para ir para Tróia, pergunto ao Francisco se sabe para onde vamos.

A resposta: "Sim, para a casa de praia".

Para a casa de praia? Definição nunca usada nesta casa, e sim "vamos para Tróia".
O meu filho vai-me sair cá um betinho... qualquer dia cumprimenta-me com um beijinho!

terça-feira, 7 de maio de 2013

A mãe, em resumo

O depoimento do  meu filho Francisco sobre mim. Cá vai:

"A mãe chama-se Raquel e tem 3 anos. A mãe trabalha na ginástica. Em casa também faz ginástica... (mãos no chão e uma perna no ar). A mãe dá o jantar. A mãe leva-me ao parque, eu gosto muito de ir ao parque. A mãe não dá miminhos".

E pronto, o seu depoimento acaba com uma reclamação. Eu a criar uma máquina de guerra, que não chora por tudo e por nada, que se sabe defender na escola. E afinal o meu filho quer ser a máquina do amorrrr... Fiquei traumatizada com o testemunho, andei o fim-de-semana todo armada em mãe-ambulância, em mãe-burro-de-carga, em mãe-come-os-doces-que-quiseres-até-te-caírem-os-dentes. E agora já passou, uma amiga tranquilizou-me, diz que é tudo manipulado, que as perguntas já trazem água no bico... lá vou eu voltar à carga mas em modo soft.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Dia de Santa Benedita

Foi no sábado, e nenhuma das minhas amigas beatas ligou a informar... menos 2 pontos para vocês!
Quem safou este dia foi a tia mega-super-hiper-beata do F. que ligou só para dar essa informação.

Quem sabe, sabe. Dia 4 de Maio, esse grande dia!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Presente de Verão


A mana do F. ofereceu o fato de banho que se vê na foto, à Beni. E é ainda mais giro ao vivo! Já encomendou os calções de banho para o Francisco e para o primo Diogo. Este ano, na praia, os primos vão estar a fazer pandan. E deste pandan eu gosto!
Esta loja, perto do jardim da Estrela, tem roupas lindas de morrer, principalmente para as meninas, a loja chama-se M-a-r-i-a-z-i-n-h-a (tudo junto, escrevi assim propositadamente para nas pesquisas não aparecer o meu blog). Se estiverem em modo poupança, é melhor nem espreitarem a página no FB.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Farinha do mesmo saco

Eu a desabafar com uma tia da minha criançada, sobre o facto de termos alguns "contras" para este baptizado: "Pois, o Padrinho não tem o crisma, e eu e o F. não somos casados, o que também não ajuda...".

Resposta do outro lado: "Ai, isso com os pais não tem qualquer problema, os pais até podem ser bandidos, que a criança é baptizada na mesma".

Eu já era pecadora, nem carne nem peixe, e agora aprendi que faço parte do grupo dos bandidos! Finalmente arranjei o conceito adequado para apresentar o F. às pessoas. Tinha imaginado qualquer coisa do género: "Este é o F., o bandido com quem partilho uma vida de crime".

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Luz ao fundo do túnel


O meu pai perdeu quase na totalidade a visão no olho direito, mas o olho esquerdo anda a evoluir (dentro do possível) benzinho. E assim sendo vai voltar a usar óculos. O meu pai está na maior excitação, como devem calcular, e neste sábado, em princípio estão prontos os óculos-maravilha.

O meu pai só dizia: “Eu não acredito que vou voltar a ver os olhos das pessoas. Vou ver os olhos da Benedita…”

Imaginem-se a ver tudo muito desfocado, dia e noite, durante meses a fio. Não imaginam pois não? Eu fiquei com uma leve ideia, muito pequena mesma, de como deve ser viver na penumbra.

Stylista


Não tenho muita paciência para me vestir, ter que acordar de manhã e decidir o que vou vestir chateia-me. E por isso, muitas vezes, o meu corta-mato, para esta tarefa do dia é vestir ou um macação ou um vestido. E está feito. Não me ocupo mais sobre o assunto.

O problema é que nos últimos tempos também tenho que me preocupar com o que o Nico e a Beni vestem. É às vezes quando acabo de vestir a maralha, eu incluída, reparo que estamos todos a fazer pandan. Isto funciona mais ou menos assim: hoje apetece-me vestir qualquer coisa verde… e inconscientemente vai tudo corrido a verde. Depois olho para a família, e tenho que trocar uma peça ou outra, para não parecermos todos trabalhadores da mesma fábrica ou então aquelas famílias assustadoras que andam sempre a condizer.

Sono, onde estás tu?

Sempre tive a sorte de dormir lindamente, assim que me deitava adormecia ferrada e só acordava no dia seguinte. Até que chegou a pandemia......