terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Eu levo a sobremesa

 Sinto  falta de dizer isto... e de outras tantas:

  • "Estás onde?"
  • Vou aí ter a que horas?
  • "Mãe o almoço pode ser cozido à portuguesa?"
  • "Hoje vamos passar o fim de semana a..."
Já me mentalizei que vamos ficar fechadinhos pelo menos até ao mês de Março.
Estou a considerar se não me piro para a casa de Viana do Castelo, onde sou muito feliz.

Fartinha disto.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Quarentena 2020 Vs Quarentena 2021

  • Passei de um T2 para um T4.
  • Passei de um agregado de 4 pessoas, para um agregado familiar de 8 pessoas e 2 cães, (já lá vão 2 meses).
  • Tinha uma chefe grega e agora tenho um chefe brasileiro.
  •  A minha chefe antes de regressar ao seu país de origem, fez com que eu fosse aumentada. Em Janeiro recebi um salário mais simpático. O novo chefe, não têm metade da estaleca da minha antiga chefe, nem metade da organização.
  • Não fiz um único pão, não houve arco-íris cá em casa nem comprei papel higiénico como se o mundo fosse acabar. No novo ano continua tudo igual.
  • Ia às 8 da manhã ter com a minha PT ao Estádio Nacional, duas vezes por semana, agora estamos no Teams.
  • Continuo a contornar a lei. Vou para a rua com os meus filhos, perto mas longe da minha casa, para os miúdos esticarem as pernas. Vou ver a minha mãe à rua, cada uma de máscara, agora cada uma no seu concelho. Lamento mas não consigo ficar sem ver a minha mãe.
  • As minhas saídas à rua voltaram a resumir-se ao supermercado e para os meus filhos apanharem ar.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Sobre quem compra os presentes e quem recebe os louros...

No Natal e nas outras festividades todas do ano, sou eu que trato dos presentes todos. Todos. Só não trato do meu mas já esteve mais longe... Ahahaha!

Na missa de 1 ano da minha sogra, aproveitámos para dar o presente de Natal do Padrinho do Filipe. Escolhido por mim. Já se sabe. Um livro policial. A mulher do Padrinho/Tia achava que tinha sido o Filipe a escolher o Livro e só lhe fazia perguntas, e ele a responder sem dizer nada... Eu cheia de vontade de rir. Foi uma situação muito cómica.

Nota de autor: também sou eu que compro os presentes que a minha mãe oferece aos meus filhos, os que uma tia do Filipe oferece aos meus filhos e o que o Padrinho da minha filha oferece.

E tem uma certa graça ver os meus filhos a agradecer um sem fim de presentes a outras pessoas, quando fui eu que escolhi e tive a trabalheira toda. The usual. Lindo, lindo é ouvir os meus dizerem "como é que a Tia adivinhou, adoro!" e coisas que tais...

Nota 2: Este ano apesar de já estar a viver numa casa maior, tive que pedir à minha mãe para esconder os presentes na sua casa porque eu não tinha espaço... A ironia sempre a par e passo na minha vida.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Sobre o ano que passou...

O ano que passou foi o pior de sempre. Não consigo encontrar comparação.
O marido cá de casa perdeu a mãe a 3 de Janeiro, e a partir daí foi um descalabro total. Morreu o pai de uma amiga, morreu o meu padrinho. Isto tudo só em Janeiro.

Salvou-me a viagem de uma semana ao Dubai/ Abu Dhabi, também em Janeiro. Tudo em modo desconhecido, pessoas que me acompanhavam, o país, tudo. Foi assim uma espécie de pausa para publicidade. Mal sabíamos o que vinha aí...

Em Fevereiro fui ao meu último espetáculo ao vivo deste ano, o meu presente do dia dos namorados para o Filipe, a 14 de Fevereiro estivemos no altice arena completamente cheio. Um espetáculo do Bruno Nogeira que se chamava "Depois do medo". Ironia pura com o que o futuro nos reservava. Rimos muito, foi perfeito para descomprimir... o meu/nosso presente foi uma estadia no hotel nessa mesma noite.

Em Março já se sabe, telescola (o inferno na terra), teletrabalho (não sei mesmo como continuo a sobreviver a isto), milhares de memes, lay off para o marido cá de casa. Isto tudo a juntar ao luto, isolado da família e dos amigos.

Voltámos à "normalidade" em Maio, quando decidimos no fim de semana do 1º de Maio, de forma ilegal, ir para Tróia. Melhor decisão de sempre! Foi mesmo uma lufada de ar fresco. Uma praia espetacular só para nós. Ainda fui gentilmente expulsa pela Polícia Marítima mas mudei de praia, e continuámos a nossa vida...

A partir daí fins de semana quase todos em Tróia para recuperar a sanidade. Ainda passámos uma noite num hotel, sem crianças para comerar 50 mil anos que estamos juntos e soube muito bem.

Em Julho fomos o mês inteiro, com os miúdos, para Moledo, e foi uma ideia espetacular! Metade do mês estive em Teletrabalho mas soube a férias porque almoçava em família no jardim, e depois das 18h00 íamos para a praia (a 2 minutos de distância de carro). Era tudo o que estávamos a precisar.
Ainda recebemos várias visitas durante este mês de família e amigos.

Agosto e Setembro continuámos a aproveitar todos os fins de semana e ainda mais férias. Deu para carregar energias e recuperar a sanidade mental.

Em Outubro comemorei o meu (nosso) dia de anos, em família, fartinha de isolamentos, convidei a família mais chegada e correu tudo bem.

Ao mesmo tempo decorria a venda da nossa casa, que foi vendida num mês e 15 dias. Em Dezembro já sabem o que se passa, a viver em comunidade desde dia 1 e a rezar para que acaba depressa.
O Natal passei com a família mais próxima, em pequenos grupos, almoçar fora com uma tia e o afilhado do Filipe, em mesas separadas, jantar de 24 e almoço de 25 sempre com os meus pais e uma tia. Á noite jantar com um casal de primos do Filipe que tem 4 filhos, foi uma animação para as 5 crianças lá de casa. Foi um Natal diferente para o Filipe mas bastante normal ao mesmo tempo.

Para 2021 tenho zero resoluções, zero listas e zero pedidos. Vamos lá ver o que nos sai na rifa.
Estou a considerar fortemente ir a pé até Fátima SE tudo correr bem.

Bom ano!





segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

1 mês depois - O balanço

Começo a acusar o cansaço e a precisar muito do "me time". Dia 1 de Janeiro fez um mês que nos mudámos para a casa nova.

Desde 25 de Dezembro até dia 3 de Janeiro, todos em férias, foi muito duro. Tínhamos que estar sempre a fazer programas com os miúdos... só houve um dia que ficaram o dia todo em casa, e ao fim da tarde já estavam insuportáveis. Só conseguíamos descansar quando estavam a dormir.

Por mim foi muito gira a experiência mas podemos acabar já por aqui. Preciso de estar só com o meu núcleo duro, de ter o meu espaço... de não estar preocupada com um batalhão de gente...

Já sei que não vou para o céu mas já estamos todos a acusar o cansaço. O Filipe perguntou com todas as letras quando é que os sobrinhos iam para o pai, e eu tive dias que tive que me pirar durante umas horas... estar com amigos, cortar o cabelo da Beni, comprar os ténis do Nico, tomar café com a amiga que regressou a Lisboa desde 2018. Valia tudo, menos estar em casa.

O idiota que teve a ideia do recolher obrigatório a partir das 13h00 é porque não tem um circo a viver na sua casa...

Se supero isto, supero tudo. Porque é que tenho que estar sempre à prova? Help me God.




quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Logística parte 2

O pão evapora-se. Em algumas comidas ainda estamos a acertar as quantidades e a acertar com os gostos.

Ontem foi dia de peixe cozido, e cheguei à conclusão que é um prato que não funciona com os meus sobrinhos, e porquê? Porque não gostam de brócolos, ovo cozido e cenoura. O que é que sobra? O peixe cozido e a batata. Estava com vontade de chorar a olhar para o prato deles...

São poucas as coisas que todos gostam, se num dia uns estão muito felizes porque é bolonhesa, outros nem por isso. E assim sucessivamente.

Fazemos máquinas de loiça todos os dias, não sei como, mas a loiça multiplica-se. Assim como os sacos de lixo.

A casa está sempre minimamente civilizada, de cada vez que vejo alguma coisa fora do sitío coloco-a no quarto a que pertence. A sala é o local sagrado, tem que estar sempre minimamente impecável, para eu poder descansar. Não consigo viver numa casa desarrumada, mexe-me com os nervos.

So far, so good.

E sem dar por ela, já passaram 17 dias desta vivência a 8 + 2 cães. Está a ser bem mais fácil do que eu tinha pensado.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

E como é a logística?

 A família e os amigos andam super curisosos para conhecer a casa, e para ver com os próprios olhos como nos organizamos.

Para os curiosos partilho a nossa experiência:

  • Estamos num T4 de 160m2 (mais coisa, menos coisa). A disposição foi fácil: num quarto estão os meus 3 sobrinhos, noutro quarto os meus 2 filhos, noutro quarto eu e o Filipe e no último quarto está a minha cunhada.
  • Decidi que as crianças tinham que ficar separadas por "núcleo familiar" principalmente pela questão das roupas e sapatos. Ia ser o caos para encontrar tudo, ainda por cima porque os 5 andam no mesmo colégio, e têm a mesma farda.
  • A casa tem 3 casas de banho, uma é só dos meus sobrinhos e da minha cunhada, outra é só dos meus filhos e nossa. A terceira casa de banho, das visitas, é de todos.
  • As refeições vamos alternando quem cozinha, os rapazes levantam a mesa e põe a loiça na máquina, as meninas põem a mesa (isto porque são mais novas, e a probabilidade de dar asneira é grande).
  • Compras vamos alternando também, assim como quem leva o lixo.
  • E quem trata dos 2 cães? A cunhada durante o dia leva os cães à rua, e à noite leva o marido.
  • A levar e a apanhar os miúdos no colégio, somos todos, porque nenhum de nós tem um carro suficientemente grande para levar todos de uma vez só. O que acontece, é que quando algum tem actividades que acabam mais tarde, quem vai buscar os miúdos às 16h00, apanha os restantes. Se virem uma mãe maluca, com 4 crianças no carro... sou eu...

So far, so good

O meu jogo de cintura nunca esteve tão oleado. Tudo a correr bem.

Durante o fim de semana, sábado de manhã às compras de Natal com a minha mãe. À tarde fomos todos para o parque e lanchar fora.
No domingo saímos só os 4 logo de manhã, um programa com uma amiga, e só voltámos a casa à tarde.

Evitar estar em casa, porque se com 2 crianças é complicado com 5 é um castigo...

Os meus filhos e os meus sobrinhos estão super felizes por estar a viver juntos, por eles podia ser para sempre! Os adultos precisam do seu próprio espaço e por isso, vamos fazendo durante a semana programas individuais para mantar a sanidade.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

5 crianças, 2 cães e 3 adultos

Esta semana vai ser o verdadeiro teste... confesso que estou ansiosa. Hoje chega a sobrinhada e vai ser uma semana intensa. Só regressam ao pai na próxima sexta-feira.

Estou cheia de vontade de fazer 1000 programas fora de casa mas a chuva não vai ajudar.
Ninguém está com vontade de me acolher este fim de semana?

Seja o que Deus quiser...


quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Na casa nova

Ora as pessoas normais mudam-se para uma casa vazia e provavelmente pronta a habitar.
Nós não.

Nós mudámo-nos para uma casa já cheia, deitámos muita coisa para o lixo mas mal se notou,
e tivemos que encaixar os nossos móveis na nova casa.

A minha cunhada, os 3 filhos e os 2 cães ainda estão cá a viver, e com tanta burocracia à mistura mais COVID, só se conseguem mudar para a nova casa em Janeiro.

Portanto, feitas as contas, temos 5 crianças, 2 cães e 3 adultos a viver num T4 espaçoso.
Como semana sim, semana não, os sobrinhos e um dos cães vão para o pai, o processo é mais pacífico.
So far, so good.



Sono, onde estás tu?

Sempre tive a sorte de dormir lindamente, assim que me deitava adormecia ferrada e só acordava no dia seguinte. Até que chegou a pandemia......