sexta-feira, 30 de maio de 2008

“Só os mortos sabem…”

É o nome do livro que estou a ler agora. E estou a gostar muito.
É um policial e a história reza assim…
Duas meninas, irmãs, desaparecem em pleno centro comercial e nunca mais são encontradas. Mais ou menos 30 anos depois… uma mulher têm um acidente de automóvel, e quando a polícia a aborda, esta afirma ser uma das irmãs desaparecidas (o caso entretanto ficou famoso). E mais não sei…
Vamos lá ver se hoje ainda tenho energia para ler um capítulo (pelo menos).

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Há pessoas muito engraçadas…

Trabalhar na Feira do Livro tem muitas compensações, uma delas é as pessoas que conheço.
Ontem, falei com a Guida ao telemóvel, e perguntam vocês quem é a Guida? Não sei, mas a pedido de uma cliente, falei com a amiga desta (a Guida) e contei-lhe a história de um livro, em que estava interessada, e após algumas perguntas/respostas acabou por levar o livro.
Pouco depois apareceu uma senhora (que tinha idade para ser nossa avó) e que já vinha carregada com livros, e comprou mais uns na nossa editora. E confessou-nos que tinha que esconder da filha os livros que comprava, porque já tinha mesmo muitos em casa. Ia dizer à filha que tinha ido à Feira do livro só passear (sim, sim…).
O seu esconderijo ultra secreto, onde guarda os novos livros que compra, é debaixo da cama. Eu sugeri as estantes, por ser tão óbvio, que ninguém ia notar, mas a senhora explicou que já não tinha espaço, nem para mais uma folha.
No ano passado conheci um caso semelhante, mas era o marido que escondia da mulher os livros que comprava. E o esconderijo deste senhor, era o porta-bagagem do carro. E quando a mulher não estava em casa, esvaziava a bagageira.
O vício dos livros nunca fez mal a ninguém, e como já deu para ver, arranjam sempre maneira, de levar discretamente mais umas novidades para casa.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Sonho sinistro

Hoje sonhei que ia numa carrinha com o F. e mais dois amigos, e de repente, numa das ruas, numa moradia do lado direito, estava um rapaz no jardim da tal casa, a olhar para um pé em sangue, que estava em cima do muro (que separa a casa da rua).
E como foi tudo uma questão de segundos, e por acaso todos tínhamos reparado… decidimos fazer marcha atrás (o que vale, é que nos sonhos tudo é possível), e eu saí da carrinha para ver melhor o que se estava a passar… e só vejo um rio de sangue a escorrer pelo jardim, e com muitos olhos misturados (blargh!).
E depois acordei.
Isto é o que dá andar a ler livros com títulos do tipo: “Abismo de sangue”, “Raízes do mal”, “Só os mortos sabem”… se calhar deveria fazer uma pausa nos policiais e começar a ler algo a cair mais para o cor-de-rosa.
O problema dos romances, é que há pouca acção, ninguém morre ou desaparece de forma estranha, e quando morre… saltam a parte da investigação. Não há direito.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Ainda

A actriz Rita Blanco disse numa entrevista: “O medo é uma prova de inteligência, mas, se não se enfrenta, paralisa”.
E é assim que eu me sinto neste momento da minha vida. Nem para a frente, nem para trás. Continuo no mesmo sítio.

domingo, 25 de maio de 2008

A idade não perdoa

Ontem fui ao cinema ver o Indiana Jones, éramos três (eu, um primo, e a C.) e quando íamos a entrar para a sala, a rapariga pediu-nos os bilhetes…
Rapariga: De quem é o bilhete com cartão jovem?
C.: É meu.
Rapariga: Ah! Então está bem.
Eu: Não estou a perceber… está a chamar-nos (os restantes dois) de velhos? (risos)
Rapariga: (silêncio) e sorriso no canto da boca.
Toma lá, que é para não teres a mania que és nova. Não que eu ache que tenho cara de 15… mas enfim.

Sem parar

Hoje acaba a boa vida. Vou começar a trabalhar na Feira do Livro e só paro no dia 15 de Junho. Só de pensar já estou cansada… Às vezes não sei onde é que vou buscar tanta energia.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Um Natal perfeito

E porque estamos (pelo menos eu) em época de festividades, e o tempo nem por isso anda brilhante… fiquei cheia de vontade de escrever sobre o meu último Natal, com a família do F.
Foi dos Natais mais divertidos que já tive, aquela família é completamente louca (no bom sentido), e é impossível não estar bem disposto quando todos se juntam.

Os tios a dizerem as maiores barbaridades, a criançada discretamente ao pé da árvore de Natal a fazer visão raio-X aos presentes, os cães a virar a casa do avesso…
O Sousa (o galgo) ora come o musgo do presépio, ora ataca uma quiche que está em cima da mesa, eu entrevisto as meninas, e faço as perguntas mais idiotas para ver como é que reagem (já lá vai o tempo do “então e a escola?”), o F. é bombardeado com as perguntas da praxe (ex: Filhos, filhos e filhos. Espera, já mencionei filhos? Não? Então filhos, também) e como sempre todos os membros do clã têm novidades para a troca.
A criançola mais nova distribui estalos pela família toda, e não há quem o segure (a mãe que não é mais que os outros… leva também), o Gaudí (o golden retrivier) tenta atacar sexualmente o Zen (o caniche) … que não estava nada calmo. No meio desta confusão toda… o Tio M. (o dono da casa) tenta impor a ordem… mas é impossível.
Só visto. Mesmo.
Por causa do caos que foi o último Natal (ponto de vista solitário do Tio M.), os cães estão proibidos de comemorar este grande evento natalício já em 2008. Até ao momento as crianças ainda têm permissão para ir, e se calhar vou ter que me conter com as minhas perguntas… se não também fico de fora…

E depois ainda há quem me pergunte porque é que eu gosto do Natal…

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Duas noites depois…

fomos buscar o Gaudí ao hospital. Enquanto estávamos na sala de espera, e a sala fez jus ao nome (esperámos uma hora até sermos atendidos), fiquei a observar os vários clientes … e havia de tudo. O cliente com a cadela a cair da tripeça e cega de um olho, o cão com uma doença fatal (e que estava de fraldas), a senhora cheia de sangue no blusão branco, que estava a pagar uma conta de 400 euros (!) para um tratamento especial, a tia cheia de base, e muito arranjada que foi levantar o seu cão que tinha feito 1001 análises… e nós (que só tínhamos um cão com diabetes).
Quando finalmente chamaram o nome do nosso cão (ali não chamam o nome dos donos, mas o dos cães…) a senhora que estava ao balcão perguntou se tínhamos transportadora.
“ Desculpe? Como assim?”, a primeira coisa que me veio à cabeça foi a DHL… afinal a senhora achava que o Gaudí era um gatinho, e a transportadora é aquela malinha onde se transporta os ditos bichos.
Resolvida a questão, e passados longos minutos de espera… ouvimos a respiração ofegante do nosso cão e depois apareceu ele. Estava completamente desorientado, e ainda não tinha percebido que estávamos mesmo ali à sua frente. Aproximou-se a ganir e contente ao mesmo tempo. E tivemos um momento kodak (não, eu não levei a máquina fotográfica, é só mesmo força de expressão).

Leyturas

Hoje seria o primeiro dia oficial da Feira do Livro. Seria (digo bem) porque por causa do braço de ferro entre a Leya, APEL e mais a Câmara Municipal de Lisboa que põe a isenção no saco, e puxa para o lado da Leya, a data foi adiada para este sábado (e não é certo).
Gostava mesmo que a Feira começasse o quanto antes… será pedir muito? A Leya já conseguiu o que queria, diferenciar-se das outras editoras, com as suas barraquinhas de luxo, portanto acho que já não falta mais nada. Podemos começar?

terça-feira, 20 de maio de 2008

Ouvir o meu Blog

E ontem finalmente ouvi o meu Blog. E adorei.
Gostei da selecção de músicas, gostei da locutora escolhida, Vanda Miranda, que deu a entoação certa aos meus posts, em síntese gostei mesmo muito.
Confesso que fiquei um bocadinho assustada quando ouvi a música “Eu tenho dois amores”… mas como era uma piada…
Quando já estava a ouvir pela segunda vez “o meu programa”, a rainha do sacanço estava on-line, e por coincidência estávamos as duas a ouvir ao mesmo tempo, cada uma em sua casa. Foi giro.

9

Era o nome do nosso primeiro peixe lá em casa. Demos-lhe o nome 9, porque tinha sido nesse dia que nos tínhamos mudado para a nossa primeira casa. Depois do peixe 9, ainda tivemos o 10 e o 11. Morreram todos em poucos dias. Desistimos de ter peixes.
Mas o número nove hoje tem outro significado, eu e o F. fazemos nove anos de namoro (já estou a ler o vosso pensamento: “tanto!”). E é estranho, porque não parece “tanto” tempo, parece que andamos há 4/ 5 anos mas sinceramente… não penso muito no assunto.
Estamos bem, e não damos pelo tempo a passar.

Sono, onde estás tu?

Sempre tive a sorte de dormir lindamente, assim que me deitava adormecia ferrada e só acordava no dia seguinte. Até que chegou a pandemia......