segunda-feira, 31 de março de 2008

(Des) encontros

Na sexta-feira tentei combinar um café lá em casa com as amiguinhas da faculdade, mas no próprio dia é sempre complicado. A única que podia ir era a J., a E. não sabia se dava, e a A. se pudesse aparecia.
Ligámos à J. a desmarcar o tal café, e o mais engraçado é que nem tínhamos o café propriamente dito em casa.
Entretanto tocam à porta era a A., ficámos à conversa quase uma hora, depois teve que ir para o jantar que já tinha combinado.
Estava a A. a descer no elevador do nosso prédio e a E. a subir no outro.
A E. acabou por jantar connosco e ficar à conversa até às tantas da manhã…não sei que horas eram mas já tinha um olho fechado e outro aberto… (isto para não dizer que estava a dormir ferrada).
Numa sexta que supostamente não ia acontecer nada, deu para estar na companhia de duas amigas.

Nota: J. desculpa mas achámos que não ia aparecer ninguém…

domingo, 30 de março de 2008

Marabunta e framboesa

Já abriu o Santini! (para quem não sabe é uma gelataria em Cascais).
E pelos vistos ando a dormir… já estão abertos desde dia 18 de Março. Fica a informação para todos os fãs.
Quando cheguei ao balcão para escolher os sabores, pensei “vou variar”, mas depois acabo por escolher os do costume.
Para a próxima é que é (também digo sempre isto).

sexta-feira, 28 de março de 2008

Pressão

Assim que soube a novidade do bebé da minha prima, liguei logo à minha mãe para dar a boa nova… “mãe nem sabes, acabei de receber uma grande novidade, fui apanhada completamente de surpresa…”. Ao que a minha mãe responde “estás grávida!”, e eu explico “não sou eu, é a S.”.
Nos últimos tempos a pressão tem sido mais que muita: a tia R. já disse que oferecia o enxoval, o M. que leva o meu filho ao cinema, a minha sogra que quer a criança em sua casa todos os fins-de-semana, a minha mãe já bordou a toalha do baptizado, o meu professor de ginástica agora também já me começou a chatear porque sim, os meus colegas do trabalho sempre que falto dizem que estou grávida, a E. e a C. querem amigos para os filhos, e até a A. sonhou que eu já tinha um filho com seis anos, e ainda não o conhecia.
Inspira, expira (1000 vezes).
Fica aqui a promessa que quando ficar grávida, vocês vão ser os primeiros a saber. Combinado? Não se fala mais no assunto.

Muito boa novidade!!!

Quando achava que já não deveria escrever mais nenhum post este mês…recebo uma grande novidade: a minha prima S. está grávida! E já conseguiram ver o sexo, o que é muito raro com tão poucos meses (3), é um rapaz!
E continua assim a tradição da família dos meninos estarem em maioria… na família do lado da minha mãe só tenho uma prima, a S., de resto é tudo rapazes.
Não podia ter começado melhor a sexta-feira. Estou tão feliz!

Transformers

O F. é a pessoa mais calma que eu conheço, é muito raro chatear-se com alguma coisa porque quando o problema está a chegar ou eu estou a stressar ele racionaliza tudo, e por essa mesma razão não se enerva desnecessariamente.
Mas há uma excepção, quando o F. entra no carro transforma-se… assim que põe as mãos no volante muda tudo. O F. que estava fora do carro não é o mesmo que está lá dentro.
Irrita-se por tudo e por nada, irrita os outros condutores por tudo e por nada, entra em picardias, despiques, vale tudo até arrancar olhos. Rasas aos carros, sinais de luzes, gestos simpáticos, expressões faciais que nem consigo descrever, acelerações e ultrapassagens para ver quem é que fica à frente. Isto comigo sentada ao lado.
Nunca ninguém acreditou em mim, que eu era exagerada, que não devia ser bem assim… até ao dia que um amigo do Porto, que estava à nossa boleia, viveu na primeira pessoa uma picardia na segunda circular, e ficou a morrer de medo. A cara dele de espanto era digna de fotografia. Eu também fiquei bastante nervosa.
Já tivemos de tudo… um despique na marginal com um carro cheio de rapazes com “bom aspecto”, um homem que saiu do carro e deu um murro no vidro do nosso carro, ou então condutores que decidem perseguir o F. até à exaustão, como aconteceu ainda esta semana, para lhe perguntar o que é que lhe passou pela cabeça.
E como ninguém vai acreditar neste post, posso escrever à vontade sem censura.

quinta-feira, 27 de março de 2008

G.

O meu cão não tem noção. Quando acordo de manhã, e por essa mesma razão estou de pijama, o G. acharia a coisa mais normal do mundo se eu pegasse na trela e o levasse à rua (não se pode dizer esta palavra que fica possuído).
Se calhar não estranhava eu estar vestida de pijama mas o facto de não ter vestido um casaco por cima, que esse é que é o sinal que vamos lá fora. E este é um dos muitos exemplos… para ele não há regras, e coisas que para nós são descabidas e óbvias, para ele fazem todo o sentido. Por exemplo, imaginem que estamos em plena auto-estrada e paramos na portagem, e eu tiro o cinto de segurança, por alguma razão, esse “clique” é sinal que vamos sair do carro. E não interessa se ninguém passeia na auto-estrada…

terça-feira, 25 de março de 2008

Sons da minha rua

Começo a perceber que existem vários rituais na minha rua que já estou habituada a ouvir a partir de casa, e que já fazem parte do meu dia-a-dia…
Adoro ouvir os miúdos a descerem a minha rua de skate.
Se alguém na minha praceta encomendou pizza, oiço a motoreta velha (para não dizer podre) a chegar, o som é mesmo característico.
E ainda os cães que estão nas varandas a ladrar para os cães que passam na rua. Neste caso há um cão específico que funciona para mim como alarme. Passo a explicar, quando vou passear o Gaudí às vezes não consigo ver todos os cães com antecedência suficiente, para mudar de rota… assim sempre que um cão entra na minha praceta o tal cão ladra. E fico em alerta. Dá muito jeito.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Páscoa

Nove pessoas na casa de férias e quatro cães (um retrivier, um pastor alemão, um galgo e um cocker). A confusão estava instalada. E assim é que eu gosto.
Antes de chegarmos a casa em Viana do Castelo, estava a ver que tinha que ir à bomba de gasolina mais próxima a pé. O F. teve preguiça de pôr gasolina no carro, e íamos os três (eu, o F. e a irmã) a rezar para aparecer uma estação de serviço… fomos devagarinho para não gastar gasolina, e para ficar com os nervos em franja durante mais tempo. Já me estava a mentalizar para uma caminhada à noite na auto-estrada, quando apareceu uma placa que indicava “posto de abastecimento a 2Km”. Nem queria acreditar.
Os dias passaram-se a passear os cães na praia e no bosque, serões à lareira, a jogar ao Party & Co. renovado (eu tinha que trautear a música do filme Guerra das Estrelas, enganei-me e trauteie a do ET e mesmo assim o F., o meu parceiro de equipa, adivinhou), e ainda muitos jantares de família, e visitas dos vizinhos das casas em redor.
Durante este fim-de-semana prolongado aconteceu de tudo: o F. caiu duas vezes sozinho (uma delas em câmara lenta), num dos passeios na praia com os cães, o galgo (chama-se Senhorsouza tudo junto) decidiu fugir (este tipo de cães atingem velocidades superiores a 60Km por hora) ficámos em pânico, e eu que estava “mais perto” fui a correr atrás do Souza, que decidiu sair da praia… Entretanto já estávamos todos a correr atrás do galgo (eu, o F., a irmã, e o M.) e quando achava que o tinha perdido de vista apareceu do meio dos arbustos com um ar do estilo “estavam à minha procura?”… Que alívio!
Com o pastor alemão, a Maggie, só podíamos falar em inglês… porque ela não percebia português (a dona é inglesa) e então ao resto da matilha dizia “quietos” e à cadela pastor alemão “stop it”. Uma situação muito estranha. Aproveitei para praticar o inglês...
No domingo de Páscoa fomos visitados pelo padre Valdemar e a sua trupe de acólitos e minhotas (que eram só de traje porque não sabiam dançar), a casa foi abençoada, ofertas foram feitas e o sino de aviso da chegada do padre a outras casas continuou a tocar pela rua fora.
A seguir ao almoço chegou a altura da caça aos ovos de chocolate no jardim, desta vez não foi na casa do F. porque com tantos cães… nunca iríamos chegar a encontrar todos.
Foram poucos dias mas deu para fazer muita coisa… até descansar.

Nota: Aprendemos novas receitas e truques com a tia R. e a tia X., que vamos experimentar nos próximos jantares lá em casa.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Paixão ardente



Quando não é suficiente expressarmo-nos por palavras passamos aos actos... Um famoso pianista japonês decidiu mostrar a sua paixão pela música e tocar durante 10 minutos num piano em chamas. Acho que conseguiu passar a mensagem.

Jantar de miúdas

Ontem combinei um jantar só de raparigas lá em casa. Responderam à chamada a C., a A. e a I. (ainda bem que estou a fazer a lista, para boa parte de vocês ficar na mesma).
Primei pela originalidade e fiz bolonhesa (acho que é o prato que mais cozinhei na minha vida), e para sobremesa Apple struddel (foi o Pingo Doce que fez). Uma sobremesa que era tão simples de fazer, era só pôr no forno e pouco mais, enganei-me e decidi embrulhar o struddel em alumínio… quando se costuma fazer isso é com o peixe… mas deu para salvar.
Falámos de mil coisas, foi uma noite bem animada. Voltámos a entrar no concurso “Diga todas as variedades de pão que conhece”, tentámos descobrir a resposta à questão “Se vir um braço de um motociclista no meio da estrada o que deve fazer?”, decidimos olhar para o horizonte numa das fotografias que tirámos (em homenagem à geração dos nossos pais), a A. contou o sonho dela (que eu tinha um filho já com 6 anos, e ela ainda não conhecia), a C. relatou as repetidas fugas à pergunta “e qual é o bolo que vamos comer hoje?”, e o bebé da I. já mudou de nome, era Eduardo e agora chama-se André.
Ainda houve oportunidade para comer hortelã lá em casa (pela primeira vez), aprender a tirar fotos no automático, levar livros emprestados da biblioteca municipal Nicolau (é super conhecida), e entrevistar a "rainha do sacanço".
O próximo jantar de miúdas já está marcado para Abril, (o F. vai para fora em trabalho) e parece-me que vamos ter mais uma amiga para juntar à festa…

Sozinha em casa

Desde domingo que estou sozinha em casa, o F. foi de férias da Páscoa mais cedo, e eu ainda estou por cá.
Ao contrário do Macaulay Culkin, não desatei a comer gomas e gelados até cair… mas na segunda-feira aterrei no sofá e vi televisão até adormecer, não vi nada em particular mas tudo no geral. A única coisa que fiz a noite toda foi mexer o dedo polegar (para mudar de canal), às 10 da noite já estava verde de fome, e tive que me levantar do sofá para comer qualquer coisa. O mais rápido? Um cérelac. Despachei o assunto e voltei à base.
Não fazer nada às vezes também cansa.

Sono, onde estás tu?

Sempre tive a sorte de dormir lindamente, assim que me deitava adormecia ferrada e só acordava no dia seguinte. Até que chegou a pandemia......