sexta-feira, 20 de abril de 2012

O melhor elogio que a minha filha recebeu até hoje

E para cortar o suspense digo-vos já qual foi: “[A Benedita] não é dos piores recém-nascidos”. A conversa decorria num lanche de família, e estava-se a debater se os recém-nascidos são bonitos ou feios. E a minha querida (ler com ironia) prima deu este elogio à minha filha. É uma “qualidade” da minha família materna dizer tudo o que se pensa. E dizer as maiores barbaridades, com o ar mais normal do mundo. Como se as outras pessoas tivessem interessadas em ouvir… Eu já não digo nem metade do que penso… a cada dia que passa acredito mesmo que dizer a verdade não compensa (mesmo que seja de forma diplomata). Fico de boca fechada ou partilho com o F. E já chega! O F. acha que este comentário, vindo de quem vem, é um elogio. E esta minha prima, nem se apercebeu que me irritou o seu comentário…

Entre irmãos

E depois de todos os dramas que me relataram da relação entre o irmão mais velho e o mais novo… aqui por casa tudo muito tranquilo. O Francisco não teve até agora ponta de ciúme. E não só não teve ciúmes como é muito querido com a mana, embala o berço quando a Benedita chora (e pergunta-lhe o que é que tem), dá-lhe muitos beijinhos (coisa que aprendeu recentemente a fazer) e muitas festinhas. Hoje ainda não tinha dito que o Francisco saiu melhor que a encomenda… Mas saiu!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Medo, muito medo 2

Eu devia morder a língua! Só para castigo! Andei a morrer de medo da visita de domingo… e afinal a criança portou-se muito bem. Não virou a casa do avesso e, ao fim do dia, ficou sentadinho a ver os desenhos animados, super arrumadinho, num canto do sofá. Melhor impossível.

Herança

O F. diz que não deixa descendência. E porquê? Porque os nossos dois filhos são parecidos comigo.
Eu digo, em sua defesa, que o Francisco sai ao pai na personalidade (cria empatia com todas as pessoas, é super observador e consegue quase sempre que lhe façam as vontades). Da Benedita ainda é muito cedo para falar… o F. diz que ela vai ser de gancho e portanto com tamanho elogio ninguém se acusa. Só poderá sair à mãe!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Medo, muito medo

Depois desta visita que recebemos quando o Francisco nasceu, fiquei tão traumatizada (MESMO) que desde então passámos a reunirmo-nos em terreno neutro. O que equivale dizer, em todo lado menos na minha casa.

Agora tive a ideia genial de ter mais um filho, e dois anos e meio depois, volto a receber a visita da criança terrorista cá em casa. E até fico mal disposta só de pensar. Mas não há volta a dar, já adiei um fim-de-semana, já não há mais desculpas. Este domingo vamos lá ver se a história se repete... ou se o miúdo ficou mais civilizado.

Tudo a fazer figas por mim!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Raquel na cozinha (a imitar os títulos dos livrecos da Anita)

Se eu contasse as vezes que já cozinhei/ comi carne à bolonhesa e peixe cozido cá em casa… de certeza que entrava para o recorde do Guiness. Caramba é uma falta de originalidade… E agora que estou de licença, a coisa piora. Houve uma semana que almocei quase todos os dias peixe cozido. Enfim, gostava mesmo de gostar de cozinhar e comer.
Melhores dias virão…

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Fila pouco indiana

Queria só partilhar convosco a alegria de já conseguir apertar todos os botões das minhas camisas ditas normais. Ok, os botões não estão todos alinhados mas já dá para ter um ar civilizado.
Recuso-me a comprar roupa mais larga ou a voltar a vestir a minha roupa de grávida (esta já foi toda lavada e guardada assim que saí da maternidade). Vale tudo para voltar a vestir o meu querido 36, e um guarda-roupa reduzido é um óptimo estímulo!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A saga dos caniches

Confesso que não sou muito fã de caniches e/ou cães pequenos… e a única razão deve-se à vizinhança.
Quando vivi com os meus pais, o vizinho de cima tinha um caniche altamente irritante que nunca se calava. Um belo dia (força de expressão) foi atropelado à porta de casa. E lá por casa pensámos que seria o sossego. Estávamos redondamente enganados! O meu vizinho para curar a dor da perda comprou não um mas dois caniches! De facto um mal nunca vem só… e passámos a ter dois cães a ladrar em uníssono.
E para piorar ainda mais as coisas uma das filhas do meu vizinho, que também tinha um caniche na sua casinha, teve que desistir do seu cãozinho e dá-lo aos seus pais porque o dito animal de estimação gostava de morder o bebé da minha vizinha. Moral da história: os meus pais são torturados diariamente por três! caniches.

Eu desde que vivo na minha casa tenho um cão de pequeno porte como vizinho que, graças a deus, de ano para ano ladra cada vez menos. Está a ficar velho! Houve até uma altura (e escrevi posts sobre isso) que simplesmente deixámos de ouvir o dito cão, nós a achar que o cão tinha morrido… mas afinal estava doente/ afónico e por isso é que durante uns dias tivemos momentos de paz e sossego.

O único caniche que me deixou boas memórias… dava vontade de rir era um cão que havia na família do F. , com nome de futebolista do Benfica. O cão tinha um alto na cabeça, cheirava mal da boca, via muito mal, era muito velho, e a família do F. passava a vida a fugir dele. Os únicos que o aturavam eram a avó e um primo. Mas apesar de tudo tinha a sua graça.

Recentemente a minha vizinha da frente, de quem nós gostamos muito, vendeu a casa. E até tremo só de pensar no vizinho que me vai calhar na rifa…

domingo, 8 de abril de 2012

"Missing", a nova série que se vê lá em casa



Estreia em Abril no AXN.
Recomendo muito.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

SOS Amamentação

Por questões logísticas (para encurtar a história) no início andei a produzir mais leite do que a Benedita bebia. Resultado? Fiquei com o peito em pedra. É claro que conselhos foram muitos mas os únicos que resultaram foram os de uma voluntária da organização sem fins lucrativos SOS Amamentação.

E como foram tão úteis partilho com vocês:

· Usar sacos de água quente em cima do peito.
· Não fazer massagens demasiado agressivas porque fazem o efeito contrário.
· Usar um par de meias velho, em cada meia pôr uma mão cheia de arroz cru e aquecer 30 segundos no micro ondas. Depois colocar na parte debaixo do peito, onde se formam os nódulos mais facilmente.
· Colocar durante 10 minutos gelo no peito que esteve a dar leite. Depois fazer um intervalo de 30 minutos, e em seguida voltar a usar o saco de água quente.

Fiquei como nova!

Alguma dúvida vão aqui. A voluntária que me atendeu foi super solicita e simpática.
Recomendo muito!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Curiosidades sobre 25 de Março e dias seguintes

Durante o parto a obstetra que me fez o parto, e as médicas assistentes fartaram-se de elogiar o meu períneo. A sério, já me tinham elogiado muita coisa… agora o períneo…

O momento em que me estavam a cozer parecia uma cena à Tarantino, com as médicas a debaterem a forma como coziam, e que tipo de pontos usavam… e que o médico X usava muito o ponto tal, e que ela (uma das médicas) também gostava de usar esse ponto.

No hospital fiquei num quarto com duas camas, e na manhã que a Benedita nasceu, uma enfermeira informou-me que na cama do lado, que estava vazia, iria decorrer uma sessão fotográfica (!?), que já estava marcada há algum tempo. Eu a querer paz e sossego e a levar com os holofotes e luzes da cama do lado (já para não falar do barulho). A sessão fotográfica era explicativa dos cuidados a ter com um bebé e a única coisa que nos separava era um cortinado.

Eu e o F. fomos abordados por uns estudantes finalistas de medicina para fazermos parte de um estudo que está a decorrer agora no Hospital de Santa Maria, realizado pela Fundação Brazelton/ Gomes Pedro. O objectivo é observar a relação entre mãe e filho no primeiro ano de vida.
Terei de responder a vários questionários, a Benedita será observada por estudantes que lhe irão fazer vários testes e ver/ filmar como é que ela reage aos mesmos.

Na manhã que a Benedita nasceu, o F. regressou ao hotel em Cascais para fazer o check-out, fazer as malas e já agora tomar o pequeno-almoço. Como tivemos a nossa filha num hospital público, o F. depois de conhecer a Benedita, só podia voltar a entrar no hospital para nos fazer companhia a partir das 13h00. Ah! E tirou foto ao dito pequeno-almoço só para me fazer pirraça… Eu que comi uma carcaça embalada e bebi um pacote de leite mimosa.