quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Este post retrata na perfeição o que eu quero dizer

Na última sexta-feira nasceu o Kiko. Finalmente!
Eu, o F. e a E. fomos visitar a C. e o Kiko à maternidade no próprio dia.
Durante a visita, as novas avós (que também estavam lá) deram os parabéns à E. pelo Estrelinho (que já tem quase 4 meses!) e inevitavelmente perguntaram se teria uma foto. A E. diz que se calhar tem uma no telemóvel e começa a procurar.
Eu vou buscar a minha linda máquina fotográfica e começo a mostrar fotos do Estrelinho a sorrir, com gorro, sem gorro, a dormir, com babete, com o famoso casaco às riscas…

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

De Portugal para o Canadá

Tenho uma rádio no site www.jango.com, e pessoas de todo o mundo tem as suas rádios nesta página. Aqui todas as rádios podem ser ouvidas por todos. Estou inscrita no Jango há pouco mais de duas semanas, e eis se não quando recebo um e-mail de um “guy from Canada” que pedia para lhe indicar a melhor música portuguesa.
Os primeiros nomes que me vieram à cabeça foram: Madredeus, Amália e The Gift.
Depois andei a puxar pela cabeça e a pesquisar na Internet e acrescentei: GNR, Xutos e Pontapés, Clã, Jorge Palma, Moonspell, Mariza, Da Weasel, Toranja, Blasted Mechanism, David Fonseca, Donna Maria, António Variações, Ornatos Violeta, Fingertips, Mesa, Humanos, Expensive Soul, The Legendary Tiger Man, Blasted Mechanism, Dulce Pontes e Mafalda Arnauth.
Falta dizer um pequeno pormenor, no “profile” do tal canadiano vinha bem explicito que era super católico, que era casado e adorava a mulher e que o seu livro preferido era a Biblía. Sim, eu sei que sugeri Moonspell na minha lista… mas acho que devia dar a conhecer todos os géneros.

Vamos aguardar pela reacção…

O que mudou no nosso estilo de vida nos últimos 18 anos?

Esta é a pergunta do Jornal Público. Da lista apresentada, com 50 hipóteses, só podemos escolher 18 coisas sem as quais não conseguiríamos viver.

Estas foram as minhas escolhas: Antitabagismo, Auto-estradas, Blogues, Crédito bancário facilitado, E-mail, Fotografia digital, Gays fora do armário, Ginásios, Voos low-cost, Microondas, Multibanco, Portáteis, Saladas pré-lavadas, SMS, Telemóvel, WWW, Windows e Zara.

Há que olhar para as minhas escolhas pelo que representam, a liberdade de expressão, preços mais competitivos ou o trabalho/ vida mais facilitada.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Sem comentários

"Os saltos altos foram inventados por uma mulher farta de ser beijada na testa"

Cristopher Morley, escritor

Kusturica

Se ganhasse o Euromilhões contratava o Emir Kusturica e a Non Smoking Band e organizava uma festa privada para os meus amigos.
Fui ao concerto no sábado e nunca assisti a um espectáculo com tanta energia. Nem o vocalista nem a banda pararam um segundo. Uma verdadeira festa! Estava tudo aos saltos! Boa música e um grande concerto. O Coliseu estava cheio.
Recomendo!

Nota: Se quiserem pesquisar no youtube procurem sempre em “live”, só assim é que dá para ter uma pequena ideia deste grupo…

Nota2: Obrigada M. pela oferta dos bilhetes no Natal! Um bom presente e muito original!

domingo, 27 de janeiro de 2008

Há pianistas e pianistas

No sábado eu e o primo C. fomos almoçar com o tio Z. mais a respectiva mulher e o filho desta, o G.
O miúdo com 16 anos é um prodígio a tocar piano. Vou só dizer que tirou 18 no Conservatório. Pronto já disse.
Como a mãe gabou tanto a cria durante o almoço e restante tarde, pedi ao G. se podia tocar a sua música favorita. E tocava muito bem, as mãos deslizavam pelo piano. Estive sempre à espera que a música começasse a abrir…mas o G não era um “pianista maluco”.
Quando o G. acabou de tocar o primo C. perguntou se podia tocar uma musiquinha. E isto é uma das coisas que eu acho mais graça no C., depois do “concerto” que tínhamos assistido, ele tem a coragem de ir carregar nas teclas uma música da rádio. Eu não estava a conseguir parar de rir. E o C. estava na maior a martelar nas teclas.

E para beber?

- “O que é que tem de sumos sem gás?”
- “Temos Trinaranjus e Compal”
- “Então queria um Trinaranjus de limão sff”
- “Só temos de laranja”
- “Então queria um Compal Fresh de laranja sff”
- “Só temos manga-laranja”
- “Então queria uma água natural sff”

Este é o diálogo que se repete sempre que vou a um restaurante. Assim que faço a pergunta “o que é que tem de sumos sem gás?” é ver a cara do F. a transformar-se… juro que não faço de propósito mas quando estou num restaurante tenho a tendência para querer uma bebida que não há. Pura coincidência.
O meu truque é decorar quais as bebidas que costumam servir nos restaurantes onde costumo ir, para evitar a cara de lobo mau do F. Da última vez que isto aconteceu estava só com a S. e com a C. num restaurante no Saldanha e elas partiram-se a rir com o diálogo surreal entre mim e o empregado. É que quanto maior a oferta de bebidas mais extensa é a conversa…

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Quando o telefone toca e não reconheço o número

Sabem quando estamos à espera de um telefonema específico/ importante e toda a gente decide ligar, menos a pessoa que é suposto? É a história da minha vida nos últimos dias.
Estou à espera de receber um telefonema a dizer “já nasceu o Kiko” mas nada. A criança tem mau feitio e só para chatear vai nascer em Fevereiro! Mínimo.
Sempre que toca o telemóvel e principalmente quando é um número desconhecido fico super ansiosa… Não sei porquê, e apesar de saber que não faz sentido, acho que me vão ligar da maternidade. Não tem explicação.
Ainda ontem ligou-me uma senhora (número que não reconhecia) da imobiliária X a dizer: “Temos aqui a informação que está à procura de casa”. (Um à parte: eu estive à procura de casa em finais de 2006). Incrédula respondi: “sabe é que já comprei a casa há mais de um ano”. Confesso que estava a achar uma certa graça à situação. A senhora não sabia o que fazer à vida.
Não estava a acreditar que mais uma vez tinha acabado de receber outro telefonema idiota! É de ficar com os nervos em franja (adoro esta expressão, apesar de não estar bem a ver a ligação entre os nervos e a franja…).

Avisem-me quando for…

Está quase a fazer um ano que vivo com o F. Passou a correr.
Antes de vivermos juntos, namorámos durante alguns anos. Nos primeiros meses de namoro as pessoas diziam “ah, agora é tudo muito bonito, daqui a uns anos é que vais ver”.
Passaram-se anos e então diziam “ah, namorar é fácil, quando forem viver juntos é que vais ver”.
Agora já estamos a viver juntos e agora dizem “ah, ainda é muito cedo, daqui a uns anos é que vais ver”. Para juntar ao forte argumento o facto de ainda não termos filhos também ajudou “ah, agora é muito fácil, depois é que vais ver”.
Bom vamos combinar o seguinte, como vejo mal ao longe e ainda não percebi qual é a altura certa, por favor avisem-me quando for…

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

As minhas aventuras com os pastéis de bacalhau

Não me considero uma pessoa esquisita com comida mas se há coisa que não como é pastéis de bacalhau. No colégio era uma saga para contornar este petisco, questão que me obrigou a puxar pela imaginação. Assim quando os meus amiguinhos não queriam repetir a dose, eu punha-me a inventar: atirava pela janela, punha dentro do jarro de água, punha nos bolsos, nas mãos fechadas, ou em última instância saía com os pastéis inteiros dentro da boca.
A Cremilde e a Eugénia devem ter começado a desconfiar da minha rapidez a almoçar e um belo dia fui apanhada. E a partir deste dia quando apareciam na ementa os pastelinhos, eu era revistada da cabeça aos pés. Entretanto cresci e esse problema ficou esquecido no passado.
Muito, muitos anos depois fui passar as férias de Verão a casa do F. com a família toda. Era a primeira vez que estava com tantos tios novos. Durante este período de tempo a avó fez anos, e fizeram um mega jantar lá em casa, para comemorar a data. Tudo à conversa e tal. No meio da confraternização a mãe do F. pergunta-me: “Raquel gosta de pastéis de bacalhau?”. Estava completamente distraída e não pensei na pergunta. Respondi um redondo e descontraído “não”. Ficou tudo a olhar para mim. É que era o jantar, e não havia mais nada para além do arroz e da sopa.
A minha entrada na família do F. foi em grande. Ainda hoje gozam comigo.

O cão do lado ladra que se farta

E porquê? Porque sim. Não é aquele ladrar do tipo “estou a comunicar com o mundo”. Não. É mais “estou sempre irritado e não me digam nada”. Isto acontece principalmente quando o Gaudí está lá em casa. Aí sim é uma verdadeira festa. A minha parte favorita (ironia): as desgarradas entre o meu cão e o do lado. O meu faz voz grossa e o do lado desunha-se a fazer barulho porque é bem mais pequeno e quer impor respeito.
As fúrias chegam ao ponto de arranhar a porta e ladrar a todas as minhas visitas. Que na maioria das vezes pensam que a “fera” está lá em casa, e tem algum receio de entrar.
Estas cenas acontecem sempre atrás das respectivas portas. E quando se cruzam no hall do prédio para ir à casa de banho… cheiram-se e pronto.
Este é aquele tipo de cão a que eu chamo a “faca de empurrar o arroz”, passo a explicar: parece que é capaz de cortar um bife mas na hora da verdade, limita-se a marcar presença.

Nota: Este cão é tão insistente que já teve direito a um post! E anda o F. a protestar que nunca aparece nas minhas aventuras.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Desfocado

Vejo mal ao longe. E a partir de uma determinada distância começam os problemas. Isto de insistir em não usar óculos é complicado. E se no geral já atraio situações indesejadas, por variadas razões, sem óculos…os problemas duplicam.
O mais vulgar é não cumprimentar pessoas que conheço quando vou na rua porque não as vi. E os três pensamentos que passam pela cabeça destas pessoas que me vêem passar são: é mal-educada, se calhar está chateada comigo ou deixou-me de falar. Em síntese: muitos mal-entendidos.
Outras vezes opto por arriscar e cumprimentar pessoas que parecem ser quem eu penso que são mas não são. Nestas alturas a reacção é de surpresa e/ ou estranheza.
A minha visão vai piorando com o passar do dia. De noite a probabilidade de cumprimentar alguém na rua é tão reduzida como um elefante passear na Avenida da Liberdade.
Já tive grandes complicações. A pior de todas, até ao momento, foi quando trabalhava numa rádio e fui fazer uma reportagem sobre o famoso caso do porteiro do Kremlin assassinado à porta da dita discoteca.
No espaço do tribunal estava muita gente para assistir ao julgamento, entre eles familiares, jornalistas e populares. Quando finalmente consegui entrar na sala onde ia decorrer o julgamento, os bancos corridos estavam todos ocupados. Excepto um. Que estava praticamente vazio, só tinha uma ou duas pessoas sentadas. Ia toda lançada para me sentar no tal banco e quando me aproximo. Mesmo. Vejo que ali só se sentava quem ia a julgamento. Foi uma situação muito embaraçosa. E ainda me lembro da minha cara a fazer marcha-atrás.
E nem assim comecei a usar óculos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O meu querido Pony

Não, não é aquele cavalinho azul de plástico, cheio de laços e ganchos e com corações e estrelas tatuados no rabo… mas o “meu” carro. Com ele não há monotonia, tem sempre alguma surpresa “guardada na manga” para mim. As mais recentes novidades: o botão “+” do som saltou… (o do “-“ já estava preso com fita cola) e um dos vidros de trás, desce sem ninguém precisar de fazer nada. Tudo depende dos altos e baixos da estrada. (Sr. Ministro, por favor arranje as estradas de Lisboa e arredores, para eu não passar frio no carro…).
Para arranjar peças “novas” é preciso esperar que alguém que seja detentor de uma viatura Hyundai Pony tenha um acidente. Depois, o nosso mecânico, com a sua rede de contactos, vai arranjando as peças necessárias para continuar a circular na estrada. Estou em lista de espera há mais de um ano, para um ponteiro da gasolina, até lá conto os quilómetros para não ficarmos no meio da estrada.
Quanto ao design... vou passar aos exemplos. Uma vez o meu chefe viu-o e disse: “devias pôr um papelinho a dizer, p.f. levem-me” ou então a reacção da M. quando o viu pela primeira vez, sem saber que eu é que ia lá dentro a conduzir (os vidros estavam embaciados) teve medo de entrar no carro. Tive que abrir o vidro para que se aproximasse.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

15 de Janeiro

Não sei se esta data te diz alguma coisa… sim, estou a falar contigo, hoje é o dia. E não venhas com a conversa, que está muito frio, e que és uma pessoa caseira. Não aguento esperar mais.

Nota: Tenho uma aposta a ganhar!

Podia repetir?

Uma manhã igual a tantas outras, dirijo-me para o parque de estacionamento, vou ter com o F. Quando chego ao pé do carro, uma senhora com uma mala enorme, pousada em cima do capot do meu Pony, procura não sei o quê lá para dentro. Fico a olhar sem dizer nada….a senhora percebe que quero sair com o carro e diz: “ai desculpe, pensei que fosse uma mesa”.
ÃH?

Sósias

Desde que me lembro, que me dizem sempre que sou parecida com alguém. A média aumenta com a quantidade de pessoas novas que conheço ou com que me cruzo. Incluindo fora de Portugal. É um fenómeno. Uma das situações mais cómicas que me aconteceu foi num supermercado ao pé de casa. Uma senhora com uma certa idade, que estava muito perto do mim, perguntou-me: “Olá como está? E o seu irmão, está bom?”. “Bem obrigada, mas eu não tenho irmão”. A senhora insistiu que eu tinha irmão “olhe que tem”. E eu já não sabia o que dizer, acho que não é uma coisa que se possa esquecer com facilidade… A senhora entretanto não me deixava ir embora. Valeu-me uma das empregadas do supermercado que me conhece desde que nasci. E libertou-me. A senhora não ficou convencida.

Atitude

Hoje durante uma entrevista, que durou pouco mais que 30 minutos, o senhor que respondia às minhas perguntas, pelo meio da conversa revelou-me tanto sobre a sua vida… que me pôs a pensar. Entre elas, que umas das pessoas a quem tinha dado a mão e investido, quase que lhe levou o negócio à falência, e que mais ou menos na mesma altura, a mulher teve um acidente de carro e ficara em coma um bom par de dias, o que obrigou a uma maior ausência do local de trabalho. De um momento para o outro tudo mudou. E apesar de tudo, e sem amargura, diz que continua a acreditar nas pessoas porque se não o fizer, tem que ir viver com os bichos.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Resolução de 2008

Foi muito ecológica e original a ideia de alugar um pinheiro de Natal no IKEA, mas não volto a repetir. Era super pesado, difícil de transportar porque também era muito comprido, e por esta razão mal cabia no carro e no elevador de casa. Como era verdadeiro picava imenso nas mãos, e porque era verdadeiro encheu-me a sala de bichos com asas, que não voavam, mas que trepavam pelos cortinados acima ou então ficavam de patas para o ar, colados à resina que caía para o chão.
Durante os dias vintes de Dezembro, depois de ter posto os presentes debaixo da árvore, tive que pôr um plástico celofam por cima dos mesmos para os proteger da chuva de resina... os embrulhos estavam a ficar pegajosos.
Se entretanto nenhuma loja inventar outra forma de ter uma árvore de Natal original e a baixo custo, vou investir num pinheiro de plástico sem graça.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Lista de compras

"Era sff um quilo de batatas para cozer, dois pacotes de arroz agulha, um irmão, rebuçados de mentol e 100 gramas de fiambre fininho". Tentei de todas as maneiras ter um irmão mas não funcionou. Fiquei única e mal acompanhada. E ainda por cima, para castigo, desde que nasci tenho que levar com a conversa dos "filhos únicos", esses seres mimados e egoístas. Um preconceito vale o que vale... mas depois de tanto repetirem a mesma coisa, dá vontade de seguir à letra um traço psicológico tão aprofundado. Sendo assim, e já que sou filha única vou usufruir das vantagens.
Que fique registado que a partir de hoje não deixo provar da minha sobremesa e afins, não dou boleias (excepção feita ao Gaudí, que não se orienta no trânsito) e comprar presentes, só se for para mim! Ah...é tão bom estar sozinha....

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Cinco coisas que me fazem rir

*O meu primo F.D., não consigo explicar...sempre que estamos juntos, e independentemente do nosso estado de espírito, começamos a rir e despedimo-nos a rir.

*As crónicas do Bruno Nogueira na TSF, um humor inteligente e politicamente incorrecto. Ninguém escapa.

*Piadas secas, principalmente quando estou a contá-las. A cara de quem está a ouvir é digna de fotografia.

*Quando me reúno com as amigas da faculdade. O jantar de Natal foi uma risota pegada. Desde o bolo-rei travesti até à anedota contada pela A. (gestos incluídos).

*O nervoso miudinho de não poder rir numa situação séria e/ou solene. Quanto mais engulo o riso...maior a gargalhada

Feira do Livro, um mundo à parte

As pessoas que frequentam a Feira do Livro são especiais, clientes diferentes, simpáticos, bem dispostos, educados nos dois sentidos e que adoram livros, claro! Aqui ficam alguns dos clientes-tipo:

* os habituais, clientes que vão todos os dias à Feira, e que compram sempre pelo menos um livro.

*os que confiam nas nossas sugestões, e que compram os livros que indicamos sem pestanejar.

*os informados, conhecem as colecções, sabem quais são as novidades e lêem as críticas nos jornais e revistas. Vão directos a livros específicos.

* os desconfiados, levam o livro mais baratinho para experimentarem, e para o ano talvez voltem...

* os toca-e-foge, gostam de ver a montra dos livros sem serem incomodados. Silêncio absoluto. Se nos atrevemos a emitir qualquer som... fogem a sete pés.

* os que acham que lemos todos os livros da editora, e que ainda podemos dar umas informaçõeszinhas sobre "um livro que não se lembram bem do nome, nem da editora, mas sabem que tinha umas letras amarelas e uma flor na capa..."

Como vendedora, os meus clientes favoritos são aqueles que gostam de partilhar opiniões sobre os livros que leram, que vibram a debater a trama do livro, que me aconselham leituras e que tem saudades das personagens que os acompanharam durante tantos dias.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Receber presentes e reacções respectivas

Receber presentes é uma das coisas que mais gosto e uma das que me deixa mais em pânico. Pânico por tudo e por nada:

-Porque recebi um presente que gostei, mas tenho medo que a minha reacção não tenha sido efusiva o suficiente

- Porque não gostei do presente, e vou acabar por ser efusiva de mais, o que vai fazer com que a dita pessoa repita a proeza no ano seguinte (muitas colecções começaram assim...)

- Ou porque não sei o que dizer a um presente tão exótico... digamos assim

Para todas estas situações uso vários sorrisos diferentes e tento melhorar a cada ano que passa nos agradecimentos. São de facto muitos anos de prática, tantos que nem a minha mãe, nem o F. (que são os que me conhecem melhor) conseguem perceber, em determinadas ocasiões, se gostei mesmo do presente ou não. E assim que me apanham sozinha perguntam "afinal, gostaste do presente ou não?".

Coisas cómicas que toda a gente faz/ diz e não se percebe muito bem porquê

* Falar baixinho num museu (parece que estão num enterro...outro local que também não percebo muito bem o tom de voz...)

* "A conta sff" com a mãozinha a fazer o gesto de uma assinatura, quando o que deveríamos estar a fazer, pela lógica, era desenhar números

* Ligar para o tlm de alguém e perguntar "estás onde?". O que é que isso interessa?

* Dizer ao senhor arrumador "não tenho dinheiro, dou-lhe depois", quando esta desculpa está mais do que gasta...tão gasta que até apareceu no filme infantil "Madagáscar". Acho que explica tudo.



Nota: lista a completar sempre que considerar oportuno

Feeling Good

Este é o meu nome mais recente no messenger. Vem de uma música de Nina Simone. E há uma parte na letra que diz "it's a new day, it's a new life" e é esse o espírito que decidi interiorizar. Ser optimista.

Um dia qualquer, há uns anos atrás, decidi ser pessimista. Não me lembro qual foi a gota de água que me levou a tomar esta decisão mas achei que assim estaria em segurança. Sendo pessimista não há muito a esperar...nem de nada nem de ninguém. Se algo de bom acontecer "calhou bem" e se algo de mau acontecer "já estava mesmo à espera". O problema é que esta rede de protecção chegou a um ponto tal... que agora quero sair e não consigo.

Acredito que pensamentos positivos atraem coisas boas. É um ciclo vicioso. Se entretanto houver um contra tempo, tudo bem, na altura logo se vê. Sofrer por antecipação é um desgaste. Por isso a tal treta de "mulher prevenida vale por duas" comigo não funciona.

Máquina fotográfica digital

Foi dos melhores presentes que recebi até hoje, assim do nada, sem nenhuma data especial a assinalar, basicamente porque sim. Nunca tinha dito que queria uma máquina fotográfica, mas no meu inconsciente sempre desejei ter uma. E o F. leu os meus pensamentos.

Desde esse dia, que não me lembro bem quando, uns dias antes de ir para Amesterdão, comecei a fotografar desalmadamente e nunca mais parei. Não é por acaso que já ganhei um apelido novo: Tanaka.

Posso dizer que quase toda a gente já entrou na minha máquina. Há de tudo: o vídeo filmado às escuras no Vondel Park, a evolução das "minhas grávidas", a Marisa Fadista às compras nas Amoreiras e até os pontos que o M. teve na boca, após uma operação simpática ao siso.

Isto porque tenho uma maneira diferente de olhar para o acto de fotografar, só fotos de pessoas a sorrir não tem graça. Nada contra a felicidade. Mas por mim fotografava tudo. Tudo mesmo.

O exemplo do avô do F. para mim é perfeito. Há muitos anos atrás, o pai do F. teve um acidente durante a guerra em África, e foi parar ao hospital. Ligaram para casa da família a informar o que acontecera. E assim que o avô do F. desligou o telefone, pegou na máquina fotográfica e de filmar e apanhou o primeiro avião que conseguiu. Esta foi a sua preocupação. Captar o momento. Não pensou "ah, se calhar o meu filho não vai achar muita graça" (que não achou, segundo consta) porque só pensou em gravar aquele bocadinho de história.

Telefone estragado

Uma expressão que uso muito e que podia explicar inúmeras situações estranhas na minha vida. Não porque as pessoas com quem comunico não sejam inteligentes mas porque eu é que não me sei explicar. E porque não me sei explicar, passo a vida a explicar-me. Podia ser uma redundância mas não é.

Há algumas situações que até tem uma certa graça. Por ex? Agora não me lembro de nenhuma, mas assim que me lembrar faço um post só de mal entendidos. Este problema é um pouco estranho dada a minha profissão: escrever para todo o tipo de pessoas da forma mais clara e simples possível...