sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Mulheres de negócios

Apanhei o jeito para “os negócios”, a observar a minha mãe nas feiras de velharias, o paraíso para quem percebe do assunto, e onde nenhum preço é fixo, (pelo menos para os que tem jeito para dar conversa).
Não me lembro do meu primeiro bom negócio, mas sei que já foram muitos.
Em Itália, no Vaticano, o F. queria comprar um terço para oferecer a avó. Eu tratei de tudo. Optei por comprar aos vendedores ambulantes, e não nas lojas que cercam a praça de S. Pedro.
Não sabia falar italiano, mas isso não foi problema, sabia as palavras e gestos chave, e enquanto o vendedor dizia o preço, e eu dizia que era caro (um clássico), apontei sem querer para um produto qualquer que tinha “na montra”. E de repente estava a comprar um terço mais barato e a ganhar grátis um porta-chaves com a cara do Papa da altura, o João Paulo II. Só me lembro da cara do F. a dizer “para que é que queres o porta-chaves?”. Eu não queria, foi sem querer. Ficámos cheios de vontade de rir com toda a situação.
O melhor sitio para baixar os preços é o Egipto, mesmo quando não estamos interessados! Estava a passear na “Rua Augusta” do Cairo, e um miudinho veio ter comigo para me vender um fio, que eu não gostava e não queria para nada. Agradeci, e disse que não. E ele baixou o preço, e pôs mais fios “na parada”. Esta conversa começou no princípio da rua e acabou quase no fim. Acabei por comprar 12 fios por 1€.
No Egipto comprei sempre tudo por metade do preço que me ofereciam inicialmente. Aqui, houve um negócio que me deu especial prazer, numa loja de esculturas de pedra, que era uma verdadeira perdição. Comecei a negociar com o rapaz da loja, depois já estava a negociar com o colega mais velho e depois disseram que pelos valores que pedia tinham que perguntar ao gerente. "Então chame lá o gerente que eu falo com ele". E o gerente fez-me a vontade. E como sempre levei mais uns extras.
Em Marrocos, quase que não iam na minha conversa, até simulei que me ia embora e tudo, e só assim fizeram um “preço de amigo”.
Na Turquia simulei que me ia embora, e o vendedor ignorou, e tive mesmo que seguir em frente e dar uma volta ao quarteirão. Acabei por voltar porque o que eu queria só havia ali. O meu orgulho de boa negociadora ficou ferido.
O F. também não ajudou muito nas compras neste país, noutra loja foi dizer ao vendedor que era coleccionador de copos de shot. E ainda não estava a acabar a frase já o homem estava a dizer que não baixava o preço do copo que ele queria. Óbvio. E só não ficou mais caro porque já tinha dito quanto custava.
Quando estas viagens terminam e regresso a Portugal fico tão frustrada por não poder negociar o preço nas lojas… depois passa.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Corte de cabelo

Sempre que corto o cabelo, sempre sem excepção, detesto o resultado. No dia que decido cortar, o cabelo parece fabuloso, quase como um aviso, mas acabo sempre por ir até ao fim, e logo em seguida arrependo-me. É automático.
Desta vez, foi a pior de todas, ficou mesmo curto, e até a minha mãe que é sempre tão efusiva a comentar… foi bastante comedida, o comentário foi mais ou menos do tipo “de facto está curto” e mais não disse. O truque mais velho do mundo: descrever para não opinar.
Nos últimos dias, numa das 100 vezes que me vi ao espelho, para ver se já tinha crescido… lembrei-me de uma das mentiras que a minha prima S. me pregou quando era miúda “que se cortasse o cabelo à Barbie, ele crescia”, confiante no conselho venenoso, fiz um corte radical (já na altura era moderada), e esperei que o cabelo crescesse em força… A minha mãe não achou muita piada à graça pois as Barbies não eram propriamente baratas, e a prima S. inventou que nunca tinha pensado que eu tinha acreditado. Uma das muitas partidas que me pregou na minha infância.
Resta-me esperar por Maio, para ver se isto melhora…

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Primeiro round: G. 1/ Cão do lado 0

Os meus vizinhos do lado tem um hábito um bocadinho estranho, de vez em quando (ainda não percebi qual é o critério), deixam a porta de casa entreaberta… por si só não é normal, e tendo em conta que tem um cão “nervoso” (digamos assim), muito menos.
No domingo, por acaso, cheguei primeiro a casa que o F. e o G., e reparei que a porta do lado estava outra vez aberta, o cão saiu cá para fora e cheirou-me… Achei por bem ligar ao F. e avisar.
Assim que o F. abriu a porta do elevador, já no nosso andar, o cão do lado saiu disparado de casa e atirou-se ao meu. Foi tudo muito rápido, o F. no meio da confusão mandou um pontapé e a ferinha foi a voar para casa. O vizinho do lado limitou-se a olhar “lá para fora” e fechou a porta.
Já em casa reparámos que o G. estava com sangue no focinho e mais não sei onde, limpámos mas não era dele… será que a miniatura aprendeu a lição? Vamos esperar pelo próximo round.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Digam-me uma mulher que tenha gostado de receber um electrodoméstico de presente…

Estava a fazer uma notícia sobre um aspirador, e no fim do press release aparece um parágrafo insólito, que passo a citar: “neste dia dos namorados dê um passo em frente e eleve as suas aspirações. Ofereça o aspirador X à sua cara-metade e viva feliz para sempre”, mas alguém acredita nisto? Bom deu para rir um bocadinho e para me lembrar de duas histórias com mulheres e presentes electrodomésticos.
Uma foi com uma amiga minha que recebeu uma varinha mágica no dia de anos, e quem ofereceu foi o namorado, melhor impossível, e ela não sabia que cara fazer… de espanto deve ter sido uma das primeiras, e ele não estava a perceber e disse qualquer coisa como “mas é topo de gama, e faz isto e aquilo”. Ela disse para ele oferecer à mãezinha dele, e coincidência ou não, acabaram pouco tempo depois.
Tenho ainda a história “versão fritadeira”, o marido oferece à mulher no dia de anos uma fritadeira também topo gama, o que vale é que o dinheiro é sempre bem empregue… eles não querem que as mulheres se cansem na cozinha! Enfim este momento fritadeira também não foi feliz, e o senhor até hoje não percebe porque é que a mulher não gostou. Continuam casados.
Fica aqui o aviso para os meus leitores masculinos. Electrodomésticos nem pensar!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Jantar da S.

No sábado foi o jantar de anos da S., fomos a um restaurante asiático, o Nood, no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, em Lisboa. Gostei do conceito (mesas e bancos corridos), menu variado, e um bom grupo de amigos. Adorei o jantar.
Na mesa ao lado, estava um grupo de crianças entre os 14 e 16 anos, que pareciam que iam para a Gala da TVI, eles de fato, elas de vestido preto, ultra maquilhadas (quem é que disse que as portuguesas não se maquilham? Depende das idades…), e todos a fazer um ar “somos muito crescidos”. Havia lá um miúdo muito baixinho, que parecia um apresentador de televisão encolhido. De facto nestas idades não temos mesmo noção… E outro, que era o giro do grupo, mais alto que todos, que estava sempre a sair da mesa e a pavonear-se no restaurante, com um lenço muito cool ao pescoço.
Assim que vi este grupo, que se destacava, digamos que eram os únicos que eram menores… lembrei-me da minha primeira ida a uma discoteca. Tinha 14 anos, fui com a minha prima, mais velha que eu quatro anos. E estava muito parecida com aquelas raparigas: muito pintada (para parecer uma idade que não tinha, e que se via a milhas), e de saltos altos (foi complicado o caminho até à porta da discoteca). Estava a morrer de medo que o Sr. Porteiro topasse o meu disfarce… e de facto pouco mais me lembro dessa noite. Foram mais os preparativos e a entrada na discoteca que me ficaram na memória, que a noite em si. É claro que o porteiro viu perfeitamente que eu era mais nova, mas “fechou os olhos” e deixou-me entrar.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Falar

Ao contrário do que é normal nas crianças, eu comecei primeiro a falar e depois a andar. E a partir daqui estabeleci as minhas prioridades… tinha mesmo (e tenho) muita coisa para falar e é uma coisa que me dá um prazer imensurável. Quase que posso dizer que é um vicio, o que ás vezes é um problema, as pessoas perguntam-me “então como é que foi o teu dia hoje?” e eu começo a responder e nunca mais acabo. Conclusão, se calhar a pessoa do outro lado também gostava que lhe perguntasse “ e o teu dia como é que foi?” mas muitas vezes esqueço-me de fazer a pergunta…
Agora quando fui a Amesterdão e estava a entrevistar o Presidente da tal empresa que visitei, ele disse: “o meu pai sempre me disse, tens três ferramentas de trabalho muito importantes, os ouvidos, os olhos e a boca para fazer perguntas”. E de facto, se pensar no que ele disse, ver só vejo bem com os óculos, e por isso o mundo passa-me um bocado ao lado (o F. está sempre a protestar que nunca vejo nada, e com razão), e quanto à boca uso mais para dar respostas do que para fazer perguntas… e por isso os ouvidos acabam por não ter a utilização mais acertada (tendo em conta este ponto de vista).
Portanto fica aqui escrito que vou tentar ouvir mais e falar menos. Vou tentar. E se em conversas tão triviais como a acima mencionada, eu não fizer a pergunta óbvia, é favor dizerem “nem sabes como é que foi o meu dia”… porque pode não parecer mas quero saber.

Resposta do Canadá

Depois de alguns problemas técnicos com a minha rádio no Jango (por falar nisso vou pôr a tocar… pronto já está) lá recebi a resposta do “Guy from Canada”. E meus amigos, foi com muita pena que me informou que não podia fazer uma rádio de música portuguesa porque… as músicas não fazem parte do “arquivo” do Jango. E pediu-me se podia enviar um mail (deu-me a “morada” e tudo) para o Jango, a pedir para incluírem nos seus arquivos musicais a minha lista infindável de músicos portugueses.
Por acaso os únicos que encontrei lá foram a Mariza e os Madredeus. Já é um começo!
Ah! E ele enviou um mail a uma amiga minha portuguesa a pedir para fazer o mesmo pedido ao Jango. Temos um canadiano a lutar pela divulgação da música portuguesa. Três vivas para o Canadá!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Já começaram os baptizados...

Mal regressei a casa de Amesterdão, já estava a fazer as malas para ir para o Porto, ia a um baptizado do filho de uns amigos do F. Vestido de cetim, saltos altos e base, aqui vou eu baptizado.
Para não variar demos umas voltas extra até chegar à igreja pretendida. Correu tudo bem, levantámo-nos e sentámo-nos várias vezes, batemos palmas e tirámos boas fotografias. Da igreja fomos para uma Quinta, onde houve um lanche-barra-jantar.
De cada vez que vamos à Invicta, aconteceu alguma coisa nova, por norma a novidade alastra-se a todos do grupo. De um ano para o outro estão todos casados, depois estão todas grávidas, e agora anda tudo com um bebé debaixo do braço.
De um momento para o outro, durante o tal jantar do baptizado, fiquei rodeada de bebés, pelas minhas contas eram quatro, fora aquelas crianças pequeninas de 2, 3 anos, que se movimentam por todo o lado. E de repente estava sufocada por pais e mães a falar de fraldas, ranho, peso, bolsar, papas… aproveitei para limpar o cartão da máquina fotográfica.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Regresso a Lisboa

De manhã tarde (não me enganei, é mesmo assim) fui para o aeroporto de Amesterdão. O senhor que está a controlar as pessoas, antes de passarem no detector de metais, mandou-me tirar quilos de coisas: o cinto, o relógio, a pulseira, e os fios. Chamou-me “metal woman”. O homem que estava atrás de mim estava a ficar com um ar enjoado…A viagem de regresso a Lisboa custou mais, o avião ia cheio, não consegui dormir grande coisa. Ao meu lado iam dois holandeses, um que falava bem inglês, e o outro nem por isso. A hospedeira falava com este último, em inglês, e o homem não reagia da forma "mais adequada". Primeiro pensei que fosse surdo, mas depois percebi que não falava nada de inglês. O amigo não ajudava, e cheguei a um ponto em que o jogo do telefone estragado já me estava a perturbar, e comecei a apontar para as coisas… para o homem entender.O hospedeiro perguntava se queria chá, ele abanava a cabeça que sim e agarrava no pacote de açúcar, ao invés de dar a chávena para encher, a hospedeira dizia para endireitar a cadeira e ele achava que era para apertar o cinto. Uma confusão pegada.

Pelas ruas de Amesterdão

Depois de uma quinta-feira cansativa, sem parar de trabalhar, soube bem ao fim do dia, passear pelas ruas de Amesterdão. Primeiro estava com o grupo de pessoas, cerca de 15, que fez a viagem comigo, dos quais 10 eram homens. Assim era muito complicado inspeccionar as lojas à lupa. Dispersei. Fui à minha vida sozinha. E de repente estava por minha conta às compras em Amesterdão… que maravilha. Só para chatear não vi nada que gostasse.
A M. foi ter comigo, acompanhada por uma amiga italiana, outra francesa e outra americana (parece que vou começar a contar uma anedota), e todas elas eram “very typical” dos respectivos países. A de Itália tinha imensa pinta e era uma grande maluca, a francesa era alta, chique, uma senhorinha e a americana, obesa, feia e com mau gosto. Batia tudo certo. A americana comprava velas foleiras, que podia adquirir em qualquer loja no mundo, a italiana procurava pornografia holandesa, e a françiú não faço ideia, mas provavelmente uma baguete para pôr debaixo do braço. Faz parte.
Um fim de dia bem diferente.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Jantar em Amesterdão


Nesta quarta-feira que estava a sair de Barcelona, estava a caminho de Amesterdão. A M. foi buscar-me ao aeroporto. Primeiro flash em terras holandesas. Cheguei mais ou menos às 18h00.
Nem estava a acreditar que estava em Amesterdão outra vez, e ainda por cima, a tempo de apanhar a M. e o T. ainda a viver lá. Que bom.
Chegámos num instante a casa. Estava com aquela sensação, tenho que aproveitar todos os minutos! Largámos as tralhas e pouco depois estávamos nas bicicletas, prontos para um passeio por uma das cidades mais bonitas que conheço. Importa referir que as bicicletas cresceram na minha ausência, e se eles mal chegavam com os pés ao chão… eu nem tentei. Andei o tempo todo à pendura do T.
Assim que saímos de casa, mandei logo ao chão uma bicicleta que estava estacionada, estiquei um bocadinho as pernas em andamento…e já está. Gargalhada geral.
Passámos pelo locais principais, o Vondel Park, o Hard Rock, a Damm, quilos de pontes e por aí fora. Confirma-se, estava tudo no mesmo sítio. A única diferença era mesmo a temperatura. Estavam só 3 graus. E como não sou nada friorenta (uso meias no Verão) estava a ficar congelada. Sentia o sangue nas minhas pernas a circular com dificuldade. Muito esquisito. Com tanto frio não me importei de regressar mais cedo a casa. Soube bem jantar em Amesterdão, uma sopinha à portuguesa e uma massa à italiana.

“Almoço” em “Barcelona”

Na semana passada fui em trabalho de quarta a sexta para Barcelona e Amesterdão.
Bem na realidade o que conheci foi o aeroporto de Barcelona, muitas auto-estradas e vi muitas setas a indicar “Barcelona é para ali”… mas fiquei por uma zona industrial, para o tal trabalho, e petisquei no dito espaço que visitei. Tão perto e tão longe. Ainda não é desta que conheço a famosa cidade espanhola.
Durante a viagem de avião de Lisboa para Barcelona, dormi o tempo todo. E depois de aterrar, levantei-me para tirar a mala da bagageira e reparei que uma das hospedeiras parecia uma ex-colega da faculdade. Fixei o olhar (estava de óculos) mas a tal hospedeira não reagiu. Aliás a única que coisa que me disse foi “a saída é pela outra porta”. Dirigi-me para a outra ponta do avião. Quando estava prestes a sair, perguntei à hospedeira-chefe se uma das hospedeiras que estava ali a trabalhar não era a J.A. Resposta afirmativa. A “chefa” pôs-me ao telefone com a J., e ficámos à conversa, cada uma nos extremos do avião. Tão perto e tão longe.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Churrasco



Há quem estenda a roupa como se fossem febras num churrasco….

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Retrato

Sabem aquela foto de infância que não está má…está péssima, que não mostramos a ninguém, muito menos ao namorado, que queremos que fique esquecida numa caixa qualquer, e se possível que vá para a reciclagem. Pois tenho uma.
Esta semana fui almoçar a casa dos meus pais mais o F., e vejo por acaso um retrato a carvão emoldurado em cima da minha ex-cama, a minha mãe tinha estado a desenhar e foi inspirar-se nessa tal foto horrível. Pânico!
Vi o quadro e não disse nada, tapei-o discretamente, e o F. nem o viu.
Já à mesa durante o almoço, começa a conversa:
A minha mãe: “então não viram o quadro que está em cima da cama?”
Eu: “sim, sim. O almoço está muito bom, não está?”
E o F.:”eu não vi”
Estava num beco sem saída. E fui obrigada a dizer que não gostava do quadro porque não gostava da fotografia.
Mãe: “mas foste tu que tiraste a foto no colégio”
Eu: “o que não impede que a foto seja feia”
A minha mãe foi buscar o quadro, e rezei três pai-nosso, na esperança que o retrato ficasse melhor naqueles segundos de distância entre o meu quarto e a sala. Não ficou.
Mãe: “F., acha que o quadro está mau?”. O F. teve que escolher entre a espada e a parede. E dá uma resposta tão boa que nem me lembro.
Só para terem uma noção do retrato, eu pareço um miúdo vagabundo e drogadito. Estou no meu melhor.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

São 17h01, são 17h02, são 17h03….

“Espero que não me calhe a mim porque não tenho onde pôr”, este foi o pensamento da S. durante um sorteio de uma máquina de secar roupa. E como era de esperar… ganhou o tal electrodoméstico, e ainda um aspirador para o carro e um amaciador.
Não costumo ter esta sorte ou azar (dependendo do ponto de vista) nos concursos… de vez em quando vejo um passatempo que não dá trabalho nenhum, e lá envio um postal com os meus dados pessoais, na esperança de receber outro de volta para ir aos correios.
E este é o único tipo de concurso para o qual tenho paciência para participar, não temos que responder a pergunta nenhuma, nem fazer poemas ou dizer em 10 linhas porque é que a nossa mãe é a melhor do mundo. O único requisito é ser o mais rápido. E às vezes sou.
Para me contrariar já neste post, ultimamente ando a inspirar-me para um passatempo mais trabalhoso (esta é a excepção). O objectivo é escrever uma história de terror, em meia página, para ganhar dois relógios. Se a minha história correr mal o suficiente… pode ser que tenha sorte.
Mas está a revelar-se mais complicado do que tinha imaginado, o meu conto terrorífico já está praticamente escrito… mas falta um fim de arrepiar. E o problema é que só me vêm coisas cómicas à cabeça! Porque é que será?
Aceitam-se sugestões. Depois como recompensa digo-vos as horas as vezes que quiserem. Prometido.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

3º Roubo

Ontem o carro do F. foi assaltado. E adivinhem o que é que roubaram? Livros! Porque não havia mesmo mais nada. E o pouco que havia estava em mau estado.
Quase que podemos fazer uma lista do que não levaram: papelada, a trela de um cão que já não existe e uns óculos de sol do avô. Com tão pouca coisa que o carro tinha, tiveram a capacidade de desarrumar tudo. Virar o carro de pernas para o ar.
O roubo foi feito mesmo (mesmo) à porta do local de trabalho do F., de dia, e ninguém viu!
Esta não é a primeira vez que somos assaltados, a segunda foi em Santos à noite, um discman novinho em folha e vários cds desapareceram. Neste caso fiquei um bocadinho aborrecida… o discman tinha sido presente de Natal, oferecido por mim, há menos de uma semana.
O primeiro roubo de todos foi em Itália, não fiquei apenas “aborrecida” mas em lágrimas. Este “acontecimento” merece um post exclusivo que fica para breve.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Rápido! Estou atrasado para lado nenhum!

Aquilo que se vê nos filmes dos donos a passearem os cães na rua sem trela é mito! O G. está sempre stressado e ansioso, ladra às motos, aos comboios, e aos cães grandes. E só não corre atrás destes “três itens” porque está preso.
Tanta energia é suficiente para me passear a mim, e não eu a ele. Do nada dá grandes esticões, e se por um segundo me distraio, o passeio não acaba bem. Da última vez que isso aconteceu fui parar em cima de um arbusto!
Sempre que estou com o G. ganho qualquer coisa nova: uma nódoa negra, uma unha partida, um arranhão… a pior de todas, foi no Verão, depois de um esticão inesperado, dei um pontapé com toda a força num degrau de mármore... estava de havaianas...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

2 dias em Paris

Este filme é completamente doido. Se pelo título estão à espera de uma comédia romântica, esqueçam! É com a Julie Delpy, e se a vossa referência é o “Antes do amanhecer”… não tem nada a ver.
A história é mais ou menos assim: um casal que já vive junto há dois anos em Nova Iorque, ela francesa, ele americano, regressam de uma viagem de Veneza, e aproveitam e vão passar dois dias em Paris para conhecer a família dela. E a partir daqui descamba tudo. Os pais são uns tarados, os taxistas são completamente loucos. O pai dela farta-se de gozar com o sotaque do namorado da filha, quando arrisca a falar em francês. Enfim retrata principalmente o choque de culturas franceses Vs americanos. E durante estes dois dias, o namorado descobre e conhece muitos ex-namorados dela, mais do que estava à espera…
Adorei o filme. Têm mesmo que ver.

Paciência (detesto esta palavra)

Descobri que as Produções Fictícias abriram as inscrições para um workshop de escrita humorística. Fiquei super interessada, liguei logo para saber todas as condições.
“Três meses, duas vezes por semana, horário pós-laboral, professores famosos como o Nuno Markl e 750 euros de custo total”, informou a senhora do outro lado do telefone. Assim que ouvi o preço tive que desistir. Paciência!

Torta de cenoura

O nome não é atraente e o ingrediente principal não ajuda.
Não me lembro de ninguém que tenha ouvido falar nesta Torta, pela primeira vez, e tenha ficado com uma vontade louca de experimentar. O F. até sugeriu há uns anos atrás mudar o nome para “Torta Holandesa”, não tinha nenhuma razão lógica apenas porque soava bem. Não pegou. Mas… quem experimenta não quer outra coisa.
A irmã do F. detesta cenoura. Ainda me lembro da cara dela a comer uma sopinha de cenoura em casa de uns tios. Assim que a tia se levantou da mesa, ofereci-me para comer a sopa dela. De regresso à Torta, a M. odeia cenoura e primeiro que experimentasse a minha Torta foi um suplício. Um dia arriscou. Experimentou e adorou.
O tio R. quando ouviu falar desta sobremesa disse logo “ah, cenoura é para coelhos”. Depois de ter provado não fala noutra coisa. E vou saltar a parte da extensa legião de fãs!
Para além de ser muita boa (diz que sim) é sinónimo de festa! Quando esta Torta é feita é sinal que ou é Natal, ou alguém faz anos ou há um encontro de amigos e/ou família.
Três vivas para a Torta de cenoura!