quinta-feira, 31 de março de 2011

Colégio

Todos os dias de manhã passamos por um colégio típico (criançada de farda, pais de fato).
E sendo ponto assente entre nós que o Francisco vai para um, hoje a preocupação do F. era que o nosso filho fosse o “menino pobre” na escola dele, e que nos venha a pedir uma Playstation 5000 (estou a inventar um modelo ultra avançado) e que nós não possamos dar e que noutras situações semelhantes não consigamos corresponder a todos os seus pedidos.
A minha resposta: tu e eu também éramos “os pobres” nos nossos respectivos colégios, e nunca nos faltou nada, nunca pedimos a tal playstation, nem somos traumatizados, portanto o nosso filho só pode vir a ser como nós.

Eu que experimentei os dois mundos, a escola privada e a escola pública, sem dúvida escolho a primeira. Os professores são diferentes no tipo de relacionamento com os alunos, o ambiente é melhor, as actividades que são organizadas são mais e mais diversificadas e, principalmente há uma maior exigência no ensino. E os ratings nacionais não me deixam mentir…

quarta-feira, 30 de março de 2011

Afilhado e o talento, a saga

Primeiro não passa á semifinal, fica nos suplentes, e esquecemos o assunto.
Depois voltam a contactá-lo, afinal vão prolongar o programa “Portugal tem talento” mais uma semana, e ele vai aparecer este domingo na TV.
Quando estava a pensar em escrever este post, estava a folhear a TV7 Dias e vejo-o lá… não estava a acreditar, o afilhado todo giro com a guitarra às costas. Tirei foto com o tlm, e espalhei a mensagem pela família.
Neste domingo, vou estar na plateia a torcer pelo miúdo. Vamos lá ver como é que corre.




Nota: Durante os programas só de castings descubro mais tarde que andou a minha família e os meus amigos em peso a gramar o programa só para vê-lo… Achei muito fofinho.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Muchaxo, viagem no tempo

Pela primeira vez na vida, e última, também, almocei no restaurante Muchaxo do Guincho. Não sei por onde começar… Ao entrarmos no restaurante parecia que tínhamos feito uma viagem no tempo, uma decoração para lá de antiquada, tipo anos 70, início de 80. Só lá estavam turistas-bifes-velhos a almoçar e pouco mais. O restaurante estava praticamente vazio. Nada faltava naquele restaurante, a jarra-solitário com a florzinha, a toalha com duas camadas, os pratos com uma risca na beirinha (pensava que isto já não existia), muitos empregados para tão poucas pessoas e a cereja no topo do bolo… um homem a cair da tripeça, que tinha cabelo pintado ou capachinho, óculos fundo de garrafa e com lentes escurecidas a tocar órgão aos altos berros. Músicas do tipo Demis Roussos (não sei se é assim que se escreve) e outras pérolas que tais. Não sabia se havia de rir ou chorar. E a comida? Era boa mas nada de especial. E os empregados simpáticos.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Escândalo: Tanaka obrigada a apagar foto

Desde que tenho o meu tlm xpto tenho a mania de tirar fotos a tudo o que de insólito acontece na rua: um mouse pendurado num semáforo no Saldanha, um assador em brasa no meio do passeio nas Janelas Verdes, um cartaz num restaurante das Amoreiras que diz “Crianças grátis” e ontem tirei foto a dois pedintes no Chiado que pediam literalmente esmola para “Whisky, vinho e ressaca” em cartazes distintos. Não resisti ao impulso de tirar fotografia, e um dos pedintes veio a correr atrás de mim a cobrar pela foto… Tive que a apagar.

Contei o sucedido ao F. e ele disse que eu devia ter pedido factura…

Na festa de anos do Vicentinho…

alguém, confesso que não memorizei quem… disse que o meu filho tinha cara de desenho animado. Na altura não liguei, nem pensei muito no assunto mas depois dei por mim a questionar-me se aquilo tinha sido um elogio. Não percebi.
Tentei pensar em 1000 cartoons: Roger Rabbit, o Homem-aranha, o Super-homem, o Winnie the Poo e cheguei à conclusão que de elogio tinha pouco.
As mães têm que ouvir com cada coisa…




Nota: o meu filho aos olhos de alguém que não sei quem...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Sushi-cholé

Ora para contrastar com uma tarde de manif e precários, à noite fui jantar a um restaurante de sushi na companhia de primos.
Sou conservadora até à unha do pé e estava com algum receio de não gostar. Mas pensei, o máximo que pode acontecer é chegar a casa e comer uma pratada de cérelac.

A primeira experiência não foi feliz… provei 3 sopas diferentes e todas sabiam a cholé. Pensei, estou frita, vou passar fominha, e pagar por isso.

Os meus primos, os especialistas em sushi e fãs acérrimos de peixe crú, escolheram “pratos” que não eram muito extremistas. Gostei bastante. Vamos lá voltar de certeza mas já não vou pedir sopa....

segunda-feira, 14 de março de 2011

Tanakas + Janeca na manif



Demorámos 45 minutos para estacionar o carro, F. fica sem um bocado da sola do sapato (ver foto) a caminho da Av. da Liberdade, um mar de gente (como nunca tinha visto), havia de tudo (novos, velhos, assim-assim, crianças), uma manifestação sem cor política onde todos disseram o que lhes ia na alma. Cartazes para todos os gostos: com asneirada à mistura, sérios, imaginativos ou sentimentais. Nada nem ninguém foi esquecido, desde o Kadafi, aos camelos, os malditos recibos verdes, o eterno Sócrates, os impostos, "Este país não é para jovens", "Estou entre o déficite e a parede", "Os idosos também estão à rasca" e por ai fora...
Uma das coisas que mais gostei foi o facto de ter sido uma manifestação extremamente pacífica, onde todos, independentemente do partido, religião, extracto social ou idade estiveram em perfeita comunhão.
Só fomos nós os três, não arranjámos mais voluntários. Com muita pena minha.
A Janeca encontrou na manif amigos, família e até o patrão do marido (marido, que não quis ir com receio de possíveis "represálias")e afinal até o patrão dele foi!

Ainda bem que fui. Deixei de ser mais um português que gosta de protestar com o rabinho sentado no sofá.

A Janeca em plena manif arranjou uma folha A4 e marcador, e a nossa frase foi "Honestidade e seriedade na política". Quando o que realmente eu queria ter escrito era "Quero um salário justo".

Fica para a próxima.

quinta-feira, 10 de março de 2011

A família F. foi ao CCB

E o que é que o Francisco gostou mais?
Dos extintores e dos senhores parados em cada sala que tomavam conta das obras de arte. A criança ficava parada a olhar para os ditos senhores, de sobrolho levantado. Muito cómico.
Tinha que o arrastar para a sala seguinte… senão ainda lá estava…

Nota: Aconselho vivamente uma visita à exposição de banda desenhada portuguesa.

Pai babado é…

aquele que lá porque o filho dança de cada vez que dá a música do Pingo Doce ( mesmo quando já está quase a dormir), acha normal pensar em sacar a música da internet.

Romântico é…

no dia dos namorados ir para as urgências (eu acho que já devia ter um cartão de pontos) com a cara feita lua e com os olhos bem inchados. Estive no meu melhor.
Pelo menos estava bem acompanhada.