quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Fim-de-semana em família

Sexta foi dia de jantar de anos do pai e aproveitar para estar com tios e primos que não via há algum tempo. O Gaudí aproveitou também para matar saudades da perna do meu primo e incomodá-lo o tempo todo. Sábado de manhã compras em família, almoço com os sogros (e mais presentes para o Francisco, e roupa emprestada do Manana!), e à tarde aproveitámos para estar com os primos F. e C. e pôr os cães a esticar as pernas na praia de Carcavelos, é claro que ficámos cheios de areia porque com tanto espaço na praia tinham que correr, fazer buracos e rebolar em cima de nós. O Francisco provou pela primeira vez areia… espero que tenha gostado…
Domingo, tivemos convívio/jantar das legislativas na casa da J., e finalmente peguei no Zé Maria ao colo! E como esta cabeça não anda muito boa, a pensar em mil coisas ao mesmo tempo, esqueci-me de tirar fotos! Acho que ainda não recuperei o ritmo…

sábado, 26 de setembro de 2009

Quem é a máquina fotográfica mais linda do mundo? Quem é?



Os contactos fazem maravilhas. Usei o neurónio e perguntei à trupe de fotógrafos com quem trabalho no dia a dia se conheciam algum sítio que não fosse “o oficial” a arranjar máquinas fotográficas. Um deles tinha um contacto em Lisboa. Fomos lá.
Em síntese: os empregados eram simpáticos, entregámos a máquina na terça e na sexta-feira da mesma semana estava pronta (não foi mais rápido porque o F. esqueceu-se de deixar a bateria) e pagámos a módica quantia de 50 euros… A máquina está impecável, teve o bónus de vir toda limpinha e tem um ano de garantia a reparação. É que não posso pedir mais nada…
Ah! Eles arranjam várias marcas para além da Nikon. Quando precisarem do contacto, posso cedê-lo por 25 euros.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

E andava eu preocupada com os 3,500 Kg do Francisco...

Informação para quem ainda não tinha olhado para o calendário

Faltam só cinco (por extenso parece que demora mais) dias para chegar o mês de Outubro, 15 para o casamento da mana M, e quantos será que faltam para o Francisco...
Estava só a dizer…

A praxe da praxe

A casa dos meus pais está localizada muito perto de uma faculdade. E todos os anos lá passam os caloiros na minha antiga rua a fazer o maior chinfrim e a fazer todo o tipo de figuras que possam imaginar. A rua enche-se como nunca, os passeios não chegam para tanta gente, que decide fazer da estrada esplanada. As velhotas que estão à janela já sabem que têm serenata garantida (de joelhos e tudo), e pelo caminho os caloiros vão gritando e cantando o que os mais velhos lhes mandam… Ontem ia eu a sair muito descansada da casa dos meus pais, quando por acaso as palavras de ordem eram “Sexo e desporto só faz bem ao corpo!”, e eu a passar com a minha grande/gigante/XXL barriga de grávida, e a rezar para passar o mais despercebida possível. E felizmente, ninguém me disse nada.
Está uma pessoa do alto dos seus 19/ 20 anos a gritar sexo e passo eu só para ser “corta-barato”… Que falta de graça.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Estranhos parte II

No domingo quando o F. estava na fila do Santini, uma senhora aproximou-se dele e perguntou:
“Olhe, desculpe, podia-me dizer o que é que estão a dar?”
E o F. a achar muita graça à pergunta respondeu: “Não estão a dar nada, é a pagar”.
A senhora estranhou a resposta, mas não alongou mais a conversa, e foi-se afastando a olhar para trás…

Estranhos parte I

Ontem quando regressava para o trabalho a pé, depois do almoço na casa dos meus pais, uma senhora passou por mim, do outro lado do passeio, e disse “Uma hora pequenina!”.
E eu, surpreendida respondi “Muito obrigada!”.
Que querida.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Percalço

A designer/ estilista/ criadora (eu sei lá como é que lhes hei-de chamar) que está a tratar do vestido de noiva da mana do F. apanhou o vírus H1N1… e a nossa noiva ficou stressada.
Agora tem que esperar que a dita modista-chique fique boa para fazer a prova final. Ai que nervos! Coitada a M. (a noiva) está prestes a ter um colapso.
Pensamento positivo: faltam três semanas para o casamento… a senhora-estilista até lá cura-se.

Problema de comunicação

Que eu digo uma coisa e do outro lado a mensagem não é recebida da mesma forma, já se sabia. Uns dias melhores outros dias piores. Tinha encomendado um baby que no máximo pesasse 2.900Kg, já com muito boa vontade, e ontem na ecografia (a última) o médico informa que o Francisco já pesa 2.492Kg (and counting). Quero com isto dizer que o médico nazi disse que a criança vai ganhar mais um quilo (pelo menos) e que tem um percentil acima da média… passo a citá-lo “sem menosprezo para a mãe, mas o Francisco sai ao pai”.
Ainda houve tempo para vê-lo a mexer os olhos (que giro!), abrir e fechar a boca, mexer a mão… confirma é mesmo um bebé.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

No fim-de-semana...

Sábado foi dia de ir ao almoço pré-casamento da mana do F. E o que é isto? O pai do noivo (que é separado da mãe) quis dar um almoço para que os seus convidados conhecessem o novo lado da família antes do casamento. A princípio a ideia pareceu-me esquisita mas afinal resultou muito bem, foi mesmo uma boa ideia. E assim, o pai fechou um restaurante na Ericeira para os seus 50 convidados, mais a família mais próxima da noiva e respectivos padrinhos de casamento. Foi mesmo giro, o ambiente não poderia estar melhor, a comida do “Tik Tapas” mais que aprovada, e adorei conhecer os padrinhos do noivo, super queridos.
O objectivo foi mais que conseguido, houve uma grande empatia entre os vários convidados, correu muito bem. O “segundo” café foi na casa do pai, que estava tão bem decorada, ao mais ínfimo pormenor, que não me importava nada de morar lá.
No domingo, mergulho de fugida no Guincho (estava tanto vento que parecia um encontro internacional de windsurf e kite-surf) e passeio/ lanche com o sobrinho Estrelinho, que está gigante, já diz quilos de palavras (bolacha com um mix de “chachacha” é a minha favorita) e tem medo de ir às cavalitas do tio Pipo.
Decidi experimentar um novo sabor no Santini (correm sempre mal estas experiências) melancia, que era uma bela porcaria. Não aprendo. Hoje ainda não tinha dito isto…

34 semanas

Nos últimos dias qualquer pessoa que se cruze comigo diz-me “está quase…” e eu acho um exagero… Não estou a dar pelo tempo passar, é um facto. Da minha perspectiva, de cima para baixo, não noto diferença no tamanho da barriga, a única novidade assinalável é que quando estou sentada, dá para pousar o pratinho da torrada em cima da mesma. De resto parece-me tudo igual. Bom, já vários vestidos não me servem, as mãos e os pés estão assumidamente inchados e na batalha contra o cansaço não sou uma rival à altura.
Ainda não estou a ver que tenho um bebé dentro da minha barriga, e muito menos que vai viver lá para casa. Pensando assim: em Novembro já tenho um filho nos braços é… estranho, que no Natal já há mais um membro na família é esquisito. E porque ainda não estou bem a ver o turbilhão de emoções que vem por aí… não estou preocupada. Para mim ainda falta uma eternidade para o dia do parto. Se calhar em Outubro quando a contagem decrescente começar à séria, talvez volte a dormir (sempre para o lado esquerdo) sobre o assunto. A ver vamos.

domingo, 20 de setembro de 2009

Malas à porta

E hoje finalmente fiz as malas para levar para a maternidade, a minha e a do Francisco.
“Caro senhor, quando quiser chegar é só dizer. Estou às suas ordens!”

Vejam o vídeo

E mais não digo.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Experimenta Design

Já começou mais uma edição da Experimenta Design (a 10ª para ser mais precisa) e que vai durar até ao dia 8 de Novembro. A não perder uma lista infindável de exposições, conferências, ciclos de debate e cinema sob o tema “It’s about time”, uma edição sobre o “tempo” em todas as suas vertentes. Destaque para a reabilitação urbana, que vai ser visível no Jardim de Santos há tantos anos caído no esquecimento, e para a responsabilidade social com o projecto “Efeito D” (um trocadilho com a palavra “defeito”) que pretende ajudar crianças com síndroma de Down, e que desafiou vários designers a criar peças que também marquem pela diferença. Por exemplo, Fernando Brizío criou uma mesinha de cabeceira intitulada “The big drawer”, que tem uma gaveta enorme aberta, que nunca caberia dentro deste móvel. Só vendo.

Mais informações no site oficial www.experimentadesign.pt.

"A ExperimentaDesign Lisboa 2009 vai olhar para o tempo enquanto material, recurso e desafio: tempo para pensar, tempo para colaborar, tempo para reflectir.Está na hora. E vem mesmo a tempo".

E novidade da semana…

… mãos inchadas por dois dias consecutivos. Quero as minhas mãos de volta!

Máquina fotográfica, o drama

Durante as férias grandes a minha querida máquina fotográfica avariou-se… ainda em Agosto pusemos o dito aparelhómetro no representante, a Nikon, que nos fez um orçamento (a pagar independentemente de ficar lá a arranjar ou não… é só regalias!) de 180 euros para voltar a pôr a objectiva no sítio. Obviamente recusámos, agora poderemos esperar até 8 dias até que a máquina volte do laboratório, para a podermos levantar. Que rapidez…
Ora com estas demoras todas (ah! Enviaram-nos o orçamento por email, que não chegou, ligámos para lá, e a resposta que tivemos foi “de facto é possível que não tenham recebido porque tivemos com problema no servidor”. Que competência!) falta um mês e meio para o Francisco nascer e a máquina nunca mais fica arranjada…
Agora ainda vai a arranjar para outra loja e portanto a previsão para ter a máquina pronta é lá para o início de Outubro.
Com tantos dias do ano para se avariar, tinha que ser agora… Quero a minha máquina de volta!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Imbróglio

E eu que queria que o momento do parto fosse só meu e do F. parece que vai ser complicado… a família dele quer ir em peso para o hospital esperar que a criança nasça. Como já estava pouco stressada e ansiosa agora tenho mais este extra para me preocupar. Dá para respeitar a minha vontade? O Francisco parece que é de todos menos meu.
Fico muito feliz que estejam todos na maior excitação com o novo membro da família e que me queiram apoiar, mas naquele momento quanto menos confusão melhor. Só vou querer paz e sossego. Parece que estou a pedir muito.
Quando acho que já tenho muito com que me preocupar aparece sempre mais alguma coisa… Ainda bem que vou ter o bebé num hospital público, um local com horários para cumprir.
Alguma sugestão para contornar esta questão?

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Maratona 2

E porque os meus leitores são muito despachados… a E. acrescentou mais umas coisinhas ao nosso fim-de-semana de conbibio. Ora domingo, antes da hora do almoço fomos visitar o Tio T. do Porto à CUF e aproveitámos para estar com o resto da família.
A seguir, e a caminho do Guincho apanhámos uma estrela que andava de patins na ciclovia, e já na praia eles aproveitaram para dar um mergulho, antes do almoço com a Cata e o Pica. Um verdadeiro almoço de Verão, do qual só senti o cheiro…sangria, pimentos padrón… Para sobremesa mais um mergulho, desta vez também fui. Estava um dia fantástico no Guincho, sem ponta de vento, e não havia quase ninguém na praia. Uma maravilha.
Ao fim da tarde, lanche com os primos C. e F., com direito a Santini, “Padrinho” e presentes bem giros para o Francisco.
Foi mesmo uma semana cheia.

Na semana passada esqueci-me…

de dizer que o Francisco já está de cabeça para baixo, a primeira aula de preparação para o parto do F. foi uma seca para ele, chegou a uma altura em que ele estava com a cabeça apoiada na mão, e o respectivo cotovelo apoiado na perna. Se é que estão a conseguir ver o ar dele…

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Maratona

E tal como tinha dito, o mês de Setembro foi escolhido para pôr família e amigos em dia, e “despedir da boa vida”. Aproveitar enquanto quem determina os horários lá em casa ainda somos nós.
E esta semana até ao domingo vai ser uma verdadeira maratona: terça foi dia de fazer tricôt de grávida, de trocar informações com a M. (acabamos sempre por ter coisas novas para dizer uma à outra) e de ver as mudanças que o Quique anda a fazer lá por casa. Á noite peixe cozido para toda a gente, e tivemos a amiga E. a jantar lá em casa, só a ela é que oferecia peixe cozido (juro que não a queria mandar embora).
Ontem, foi dia de ter a cunhada e o noivo a jantar (também) lá em casa, queria porque queria ver o quarto do Francisco. E quem sou eu para contrariar. A reacção dela foi mesmo gira, a ver tudo ao pormenor… e depois ficou agarrada ao berço a olhar lá para dentro, e não queria sair dali. Muito cómica.
Sábado é dia de almoço com os sogros, lanche infantilóide do primo G. que faz 4 anos, e jantar da amiga J. que faz 30 e aproveitar para ver os amigos católicos. No domingo, café com primo C. e prima F. Uff!
Isto tudo… sem máquina fotográfica! Só me apetece é chorar.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Arriba... arriba...

Já não aguento mais notícias sobre este vírus. Por variadíssimas razões, primeiro, e principalmente porque estou grávida., porque as notícias não passam de uma mera contagem das pessoas infectadas, porque os media só se focam nas desgraças, porque o nosso Governo ainda não fez nada para travar esta pandemia, porque a informação disponível (relativa às grávidas) é inconclusiva, porque ainda ninguém percebeu quando é que chega ao nosso país a dita vacina. Como já tinha pouca coisa para me preocupar… tinha que vir esta gripe.
Evito ao máximo estar em locais públicos cheios de gente (deixei de ir ao cinema, por exemplo), deixei de fazer viagens para o estrangeiro em trabalho (agora só deslocações nacionais), quando tenho que ir às compras não toco em nada, botões de elevador, portas, corrimões…. Mas é inevitável não tocar no multibanco (como é que pago as contas?), ou no carrinho das compras.
Sim, estou um bocadinho paranóica. Estou a pensar seriamente em fazer uma promessa, para pelo menos não apanhar este vírus durante a gravidez, e pelo meio lavar muitas vezes as mãos.

Casório da prima 2

Outra situação a destacar deste casamento.
Quando chegámos à igreja, encontrámos logo um dos primos a que sou mais ligada, o F. e respectiva mulher (damo-nos muito bem com este casal) e a primeira coisa que o meu primo faz é gozar connosco, eu e a mulher (a C.), porque estávamos as duas com vestidos da mesma cor*.
Ao que a C. responde: “Ah não faz mal, ela está grávida”.
E eu agradeci a gentileza.

*Aliás era a cor predominante. Estamos a falar do roxo.
Bem que a senhora da loja da Pedra Dura avisou, “olhe que todas as clientes que querem comprar bijutaria para casamentos vão de vestido roxo ou verde”. E de facto confirmou-se.

Casório da prima

Sábado foi dia de ir a mais um casamento, desta vez de uma prima do lado paterno, e como já é tradição neste lado da família, quem celebrou esta união foi o meu tio padre. Até aqui tudo bem. O problema é que eu gravidérrima tive que apresentar o F. ao meu tio (das poucas pessoas que ainda não conhecia).
E assim de uma cajadada só meti-me em apuros. Das duas uma:
• Ou estou casada, e foi outro padre que celebrou a missa (o que é uma afronta familiar)
• Ou não estou casada, e estou grávida, a viver em pecado com o meu namorado (o que ultrapassa a afronta, é portanto um sacrilégio aos olhos de Deus)
E então apresentei-o ao meu tio só pelo nome, sem dizer qual era a sua ligação a mim… Ao que o meu tio, que não estava nada a perceber aquelas apresentações perguntou-me de quem é que ele era? (tradução: era filho de quem?), e eu respondi em tom de brincadeira que “era meu”. Baralhação completa. E no meio do stress da noiva a chegar à igreja, e nós a entrar, a conversa ficou por ali.
Horas mais tarde, o tio padre esteve a falar com os meus pais na Quinta do copo de água, e perguntou por mim (!?), como é que estava, o que é que andava a fazer… Ou seja…não me tinha reconhecido (sim, não nos víamos há muitos anos). Moral da história, veio falar comigo outra vez, a pedir desculpas por não me ter reconhecido… e nós os dois a falar, com uma barriga de grávida no meio, e sem tocar no assunto.
Não tenho mais comentários a fazer.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Replay

Tem sido uma animação montar o quarto do Francisco. Já só faltam pequenas coisas, pequenos detalhes, e tal como na montagem do resto da casa, todos quiseram dar o seu contributo. Os avós foram os principais intervenientes: a minha mãe a pintar o quarto e a reciclar móveis (digamos que a avó Catarina é um concentrado da equipa do “Querido mudei a casa”), o meu pai a pendurar o varão dos cortinados, a tia G. a fazer lençóis de raiz e os avós paternos a oferecerem também boa parte do recheio. Vistas bem as coisas os quatro avós e a tia favorita do F. ofereceram tudo. Quando penso no que é que eu ofereci ao meu filho… ficamo-nos por um body com gola e uma moldura. Mais nada.
A faltar mesmo para o quarto estar pronto só uns bonecos que a prima-artista vai desenhar nas paredes, no segundo fim-de-semana de Setembro, e uns origamis e outras artes em papel feitos pelo primo R. que vão encher (finalmente!) o candeeiro do quarto.
Como a minha mãe costuma dizer eu “faço tudo com as mãos dos outros”, e eu digo em minha defesa que sou a criativa. Alguém tem que ter as ideias! E luzes é o que não me falta!

Setembro em Lisboa

E afinal já só vamos regressar a Tróia para o ano. A praia é fantástica e toda aquela lenga-lenga que se sabe, mas se eu precisar de alguma coisa não tenho onde ir… só por ferry e dependendo das horas, senão tenho que ir dar a volta por Alcácer para chegar a um hospital… Não vamos arriscar. E assim sendo, vamos começar a pôr família e amigos em dia.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Os outros pais

O bom de já termos muitos casais que nos rodeiam com filhos, é que podemos ver o que vamos querer repetir e não fazer de todo. Aprendemos com os “erros” dos nossos amigos, e observamos em versão “low-profile”. Temos os nossos pais favoritos e lá por casa vamos debatendo o que faríamos na situação X e Y. Nem vou arriscar a dar exemplos, porque estou fartinha de engolir crocodilos (sapos, já era), mas tenho a perfeita noção que eu vou ser o “bad cop” e o senhor F. o “good cop”. Nada de novo, portanto.

Curso de preparação para o parto

Hoje tive a minha primeira aula, uma turma grande (12 grávidas) e bastante homogénea em muitas coisas: exercício físico nem vê-lo, quase nenhuma com excesso de peso e a maioria com profissões “cheias” (a terapeuta da fala, a arquitecta, a marketeer, a directora comercial, a técnica de marketing etc…). Não faltou também no ramalhete uma adolescente acompanhada pela mãe, que mal deixava a rapariga falar, respondendo a quase tudo que era perguntado à sua filha e a brasileira que tinha como única profissão tomar conta de um idoso 4/5 horas por dia e que ia ter o filho na CUF. Aliás, quase ninguém vai ter o filho no Hospital onde este curso decorre.
Todas tinham a sua particularidade: tínhamos a fumadora (que confesso que me fez muita confusão), outra que tinha lido num livro de grávida que deveria comer 5 porções de fruta por dia (!?) e beber sumos de fruta (e está com diabetes), a grávida irritante que não lhe doía nada, nunca enjoou, dorme lindamente, não tinha nada de nada, só barriga, e no outro extremo a que antes de vomitar tinha que ir à casa de banho fazer xixi primeiro, porque sofria de incontinência, ou ainda a tal brasileira que ainda vai nas 28 semanas e já tem 12 quilos em cima.
A enfermeira que dá o curso é bastante simpática, paciente, boa comunicadora e educada. Pais presentes… apenas 5. O F. vai começar a ir a partir da próxima aula.