sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Emprego

Actualmente procurar emprego no nosso país não sei se me dá vontade de rir ou de chorar… Os anúncios na maioria das vezes pedem estagiários, voluntários e freelancers. E os portugueses vivem do ar.
Depois existe outra categoria de anúncios, que são aqueles que têm nomes que não têm nada a ver com a função pretendida. Normalmente isto acontece com a profissão de “comercial”, o nome substituto mais original que vi até agora foi “apresentador”, porque vai apresentar propostas a potenciais clientes (?!). Ainda nesta categoria, o anúncio que me marcou foi de”Animador cultural precisa-se” que afinal o que pretendia era uma pessoa para trabalhar num lar de idosos!
A mais recente novidade neste mercado é um site de emprego que publica anúncios, bastante aliciantes, diga-se, mas para podermos enviar o nosso currículo temos que pagar. O nosso país está a saque. É UM DESESPERO!
E para terminar… costumo ir à biblioteca da minha zona de residência ver todos os jornais onde haja anúncios, e numa das vezes o suplemento “Expresso emprego” tinha miraculosamente desaparecido… isto para não falar quando certos anúncios são recortados. Parece que é suposto pôr alarme (!) naquele suplemento específico e a tal senhora responsável pela zona de imprensa não sabia…
E é isto.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

“Shutter island”

Li o livro que deu origem ao filme, e adorei. Devorei as páginas a uma velocidade supersónica. Ontem fomos ao cinema ver o filme, e não gostei. Achei um bocado seca, não faz de todo jus à obra de Dennis Lehane.

Ah! Vou-vos contar a história como se vos tivesse a vender o livro na Feira do Livro: “ É a história de uma prisão de alta segurança para pessoas perigosas para a sociedade, que está localizada numa ilha, de onde é impossível escapar… e há uma paciente que consegue fugir. Dois agentes são chamados ao local para investigar… e mais não digo”.
Aqui fica o trailer…

Via láctea



Estou a ver coisas… ou aquilo é um seio apoiado em três garrafas de Dom Perignon? Começo a achar que a obsessão é minha…

Imagem da semana



Legenda: Obama is in tha house!

Não

Há pouco tempo perguntaram-nos o seguinte:
“Será que me podiam emprestar a vossa máquina fotográfica por uns dias?”

Hipóteses possíveis para nos fazerem uma pergunta destas:
A) Esta pessoa não pensou antes de abrir a boca
B) Genuinamente acredita que vamos emprestar
C) Estava a testar-nos

Aqui vão umas pistas: na nossa casa o único local que não tem fotografias é a dispensa, a máquina fotográfica é o objecto mais viajado lá de casa e uma das nossas alcunhas é Família Tanaka.
E ainda há quem nos faça certas e determinadas perguntas…

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Leite parte II ou a Cinderella do leite

E já que abri a caixa de Pandora… no fim-de-semana que passou fui a um jantar de anos em Lisboa. Fui de boleia com um casal amigo, e avisei a minha amiga que voltaria de táxi para casa, pois teria de estar à meia-noite em casa para alimentar o Francisco. Ela insistiu que iria regressar comigo. Quando já estávamos quase de saída do restaurante, essa minha amiga a despedir-se de outros amiguitos que estavam ao seu lado na mesa disse: “A sério, tenho mesmo que me ir embora, a minha amiga tem que ir amamentar”.
Eles disseram que tinha sido a desculpa mais original que tinham ouvido. E eu fiz o sorriso mais amarelo da minha vida.

Leite

Se há tema que eu dispensava falar… era sobre a amamentação. Dispensava. É uma questão que todos querem e gostam de falar mas eu não. Por tudo e por nada a questão é recorrente: “vais amamentar?” “ainda estás a amamentar?” “quando é que acabas de amamentar?” “dás das duas ou só de uma?” “é magro, meio-gordo ou gordo?”, “apontas para poente ou para nascente?”… E podia ficar aqui o dia todo a dar exemplos. Com as devidas e óbvias excepções, esta questão é particularmente incomodativa quando são praticamente estranhos que abordam o tema e/ ou homens. Tento fazer um ar normal, quando na realidade estou desejosa que o “debate animado” acabe.
Qualquer dia estou a pedir conselhos ao padeiro ou então a partilhar a minha experiência de vida com o senhor do quiosque… já faltou mais.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Minhami

Tenho saudades de comer uma boa salada de tomate com queijo feta e manjericão, gomas da Hussel, comer um chocolate de uma ponta à outra (normalmente como um quadradinho de uma ponta à outra), beber uma coca-cola cheia de limão, tomar spidifen para a dor de cabeça, beber sumo de laranja natural, comer os rebuçados Penha de fruta…
Isto de estar grávida e depois amamentar não é fácil. Só apetece comer porcarias… Em Abril vingo-me!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Socialite

E depois de meses a fio sem quase sair de casa, nos últimos dias tem sido uma animação só! Um jantar com os ex-colegas, que eram só 80, tanta movimentação deixou-me com dor de cabeça no fim da noite.
Os três fomos à inauguração de uma loja em Campo de Ourique, eu a achar que ia ser uma seca, e afinal foi bem giro. O dito espaço tinha DJ, degustação de vinhos e estava cheio de comida. Lá, ainda encontrámos uma ex-colega da faculdade e a irmã de uma amiga. O Francisco portou-se muito bem, parecia que tinha ido a inaugurações toda a sua vida!
Finalmente, este fim-de-semana que passou, eu e o F. fomos jantar fora, só os dois, algo que não acontecia since 28 de Outubro de 2009. E soube muito bem.
Isto de ver pessoas, ver a rua… faz-me muito bem.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O último apaga a luz



Esta luz de presença “Projector Estrelinhas Boa Noite” da Chicco foi um dos primeiros presentes que o Francisco recebeu quando nasceu, e é simplesmente perfeito. Tem luz suficiente para eu não bater em tudo o que é móvel, e ao mesmo tempo para não o acordar (aqui que ninguém me ouve, acho que o Nico tem um bocadinho de medo do escuro). Na função candeeiro tem efeitos luminosos de várias cores e/ ou projecta estrelas no tecto e ainda… (isto quase parece um concurso) dá música clássica e se mesmo assim acham que não chega, ainda reproduz sons da natureza. A Bimby que se acautele!

Nota: Existe em azul e em cor-de-rosinha


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A Pediatra

A “nossa” pediatra é muito profissional (o Francisco ainda não espirrou e a médica já está a dizer quando, onde, como e porquê), é muito simpática e muito faladora. No entanto há algo nesta senhora, que ainda não descobri o quê, que me intimida. Nunca me senti assim com ninguém. Ela conta a história da vida e da minha boca só sai “realmente” “que engraçado” e pouco mais. Fico completamente bloqueada. E porque fico bloqueada fico cheia de vontade de rir. É toda uma consulta estranha. Sei responder a todas as questões que me coloca, a criança está sempre aprovada, tudo o que faço, faço bem e depois quando chego à parte da conversa de café… não me sai nem uma gota. Quase que me sinto aliviada quando a consulta acaba.

Pony, o fim

Na última visita que o Pony fez à Oficina ficou decidido que não iríamos gastar nem mais um tostão com esta lata velha. Já não vale a pena gastar dinheiro num carro que passa a vida nos cuidados intensivos. O mecânico ficou surpreendido, pela negativa, pelo estado em que algumas peças estavam, disse mesmo que não sabia como é que as rodas não tinham saltado do carro… e só de pensar que andei nele grávida.

E portanto enquanto o Orçamento de Estado não sai, andamos a pesquisar automóveis. O F. vai aos stands ver quem dá o melhor preço, espreita (literalmente) os carros nos parques de estacionamento e andamos a falar com os nosso contactos. O eleito até ao momento é o C3 Picasso.Vão ficar tão bem duas crianças no banco de trás.