Também não tive sorte com as enfermeiras que me receberam no bloco de partos (a experiência estava a revelar-se literalmente oposta ao que tinha sido o nascimento do Francisco no mesmo hospital). As enfermeiras não estavam a acreditar nas minhas dores, achavam que eu estava a exagerar. Senti as dores todas até aos 10 dedos de dilatação. A dor tomou conta do meu corpo, contorcia-me toda. Implorei pela epidural.
A epidural só começou a fazer efeito quando fui para a sala de partos. Já na sala de partos o F. apareceu com a bata por cima do blusão (!?). Estava muito cómico.
Fiz bem a força para a Benedita sair, mas ela era tão grande (3.750kg e 52,5cm) que tiveram que usar fórceps. E mais uma vez o F. não pôde assistir ao parto. A minha sorte começou a mudar, e as médicas que me fizeram o parto foram fantásticas, super queridas e atenciosas.
Às 7 da manhã em ponto nasceu a Benedita e colocaram-na em cima de mim. Desfiz-me em lágrimas.
Um diário das minhas peripécias com o F., o Francisco, a Benedita, os amigos, a família e os estranhos. Ou como disse uma amiga minha o blog das aventuras da R. Espero que se divirtam a ler... tanto como eu a escrever.
sábado, 31 de março de 2012
Não é como nos filmes
Às 4 e tal da manhã rebentaram-me as águas. Mas o começo foi discreto, fiquei na dúvida. Disse ao F. que também achou que ainda não era a altura. Continuava a perder água. Agarrámos no portátil e fizemos pesquisa na net sobre o assunto. Continuei a perder água. Disse ao F. que não ia ficar descansada e sugeri passarmos no Hospital de Cascais só para tirarmos as dúvidas…
Vesti-me para darmos um saltinho rápido até ao hospital. E assim que estou pronta para sair fico com as calças completamente molhadas.
Ok estava decidido, íamos para o Hospital de Santa Maria, onde queríamos que a Benedita nascesse. Mudei de roupa. Levei uma toalha turca emprestada do hotel. No caminho fomos a ouvir Florence and the machine. Comecei a ter contracções. Continuava a perder água.
De Cascais a Lisboa chegámos ao hospital no tempo record de duas músicas. Entrei nas urgências pelo próprio pé, a pingar água para dentro das botas. Muito agradável.
Não se via vivalma nas urgências e o segurança disse-me para esperar. E obviamente que não esperei. Comecei a espreitar para dentro das várias salas à procura de alguém. Encontrei uma auxiliar/enfermeira (já não me recordo) e expliquei o sucedido. A médica foi super querida e tentou despachar o meu processo o mais rápido possível para que pudesse ir para o piso dos partos. Já estava com 3 dedos de dilatação. Mas tive o azar de me calhar uma enfermeira (que estar ali ou numa caixa de supermercado era igual) e estava completamente indiferente à minha dor. As contracções aumentavam de intensidade. E a burra da enfermeira a perguntar-me tudo 30 vezes… repeti o número de telemóvel, a morada etc… etc… cheia de dores. Uma idiotice pegada.
Com o processo pronto, e vestida a rigor com dress code do hospital, a auxiliar levou-me de cadeira de rodas para o piso dos partos. E o F. acompanhou-me. As enfermeiras informaram o F que ainda faltava 30 a 45 minutos para o bebé nascer e ele foi a nossa casa buscar as malas para a maternidade.
Vesti-me para darmos um saltinho rápido até ao hospital. E assim que estou pronta para sair fico com as calças completamente molhadas.
Ok estava decidido, íamos para o Hospital de Santa Maria, onde queríamos que a Benedita nascesse. Mudei de roupa. Levei uma toalha turca emprestada do hotel. No caminho fomos a ouvir Florence and the machine. Comecei a ter contracções. Continuava a perder água.
De Cascais a Lisboa chegámos ao hospital no tempo record de duas músicas. Entrei nas urgências pelo próprio pé, a pingar água para dentro das botas. Muito agradável.
Não se via vivalma nas urgências e o segurança disse-me para esperar. E obviamente que não esperei. Comecei a espreitar para dentro das várias salas à procura de alguém. Encontrei uma auxiliar/enfermeira (já não me recordo) e expliquei o sucedido. A médica foi super querida e tentou despachar o meu processo o mais rápido possível para que pudesse ir para o piso dos partos. Já estava com 3 dedos de dilatação. Mas tive o azar de me calhar uma enfermeira (que estar ali ou numa caixa de supermercado era igual) e estava completamente indiferente à minha dor. As contracções aumentavam de intensidade. E a burra da enfermeira a perguntar-me tudo 30 vezes… repeti o número de telemóvel, a morada etc… etc… cheia de dores. Uma idiotice pegada.
Com o processo pronto, e vestida a rigor com dress code do hospital, a auxiliar levou-me de cadeira de rodas para o piso dos partos. E o F. acompanhou-me. As enfermeiras informaram o F que ainda faltava 30 a 45 minutos para o bebé nascer e ele foi a nossa casa buscar as malas para a maternidade.
sexta-feira, 30 de março de 2012
O início
No sábado dia 24 de Março, deixámos o Francisco nos avós paternos, e decidimos passar um fim-de-semana só os dois num hotel em Cascais. O objectivo era descansar e despedir da barriga, já que (supostamente) ainda faltava uma semana para a Benedita nascer.
Andámos na boa vida: almoçar e jantar fora, Santini, “Prova dos 5” no Gordinni, descansar a ver o mar (enterrada em almofadas gigantes), uma visita à Casa das Histórias da Paula Rêgo (o segurança deu-nos as boas vindas mas ainda questionou “aos 3 ou aos 4?”). A conversa dos gémeos começava a ser recorrente…
Por volta das 4 da manhã do dia 25 de Março rebentaram-me as águas.
Andámos na boa vida: almoçar e jantar fora, Santini, “Prova dos 5” no Gordinni, descansar a ver o mar (enterrada em almofadas gigantes), uma visita à Casa das Histórias da Paula Rêgo (o segurança deu-nos as boas vindas mas ainda questionou “aos 3 ou aos 4?”). A conversa dos gémeos começava a ser recorrente…
Por volta das 4 da manhã do dia 25 de Março rebentaram-me as águas.
sexta-feira, 23 de março de 2012
“Say yes to the dress”
É um programa que dá no canal por cabo TLC. E estou completamente viciada.
Retracta o dia-a-dia de uma loja especializada em vestidos de noiva, o que à partida poderá parecer enfadonho mas não é. Nós (os telespectadores) assistimos às reuniões da chefe de vendas com os consultores que acompanham as noivas no périplo pela busca do vestido perfeito (que conversa devem dar, o que podem ou não dizer) e depois assistimos ao momento em que as noivas experimentam vários vestidos e, ouvimos as muitas opiniões de quem as acompanha.
E há de tudo, a mãe que impõe o vestido que quer para a filha (e que é literalmente o oposto), a noiva-insegura que decide levar a família toda para opinar sobre o vestido, a menina-mimada que vai no jacto privado com os pais e a irmã e que acha que a loja fica aberta até à eternidade só para a atender (não ficou), a noiva que leva o noivo para opinar (não era suposto dar azar?) e que como quer um vestido muito caro decide adiar o casamento 6 meses para juntar dinheiro (que absurdo! Digo eu), ou então a noiva que só liga à opinião do pai…
A loja dos vestidos de noiva (e restantes apetrechos) é ultra especializada e tem milhares de vestidos, de muitos preços e marcas, e é rara a noiva que sai de lá sem um vestido.
O que mais gosto deste programa é observar a dinâmica entre a família/ amigos e a noiva e a forma diplomata e subtil como os vendedores (no programa gostam de traduzir para consultores) conseguem levar a venda a bom porto!
Retracta o dia-a-dia de uma loja especializada em vestidos de noiva, o que à partida poderá parecer enfadonho mas não é. Nós (os telespectadores) assistimos às reuniões da chefe de vendas com os consultores que acompanham as noivas no périplo pela busca do vestido perfeito (que conversa devem dar, o que podem ou não dizer) e depois assistimos ao momento em que as noivas experimentam vários vestidos e, ouvimos as muitas opiniões de quem as acompanha.
E há de tudo, a mãe que impõe o vestido que quer para a filha (e que é literalmente o oposto), a noiva-insegura que decide levar a família toda para opinar sobre o vestido, a menina-mimada que vai no jacto privado com os pais e a irmã e que acha que a loja fica aberta até à eternidade só para a atender (não ficou), a noiva que leva o noivo para opinar (não era suposto dar azar?) e que como quer um vestido muito caro decide adiar o casamento 6 meses para juntar dinheiro (que absurdo! Digo eu), ou então a noiva que só liga à opinião do pai…
A loja dos vestidos de noiva (e restantes apetrechos) é ultra especializada e tem milhares de vestidos, de muitos preços e marcas, e é rara a noiva que sai de lá sem um vestido.
O que mais gosto deste programa é observar a dinâmica entre a família/ amigos e a noiva e a forma diplomata e subtil como os vendedores (no programa gostam de traduzir para consultores) conseguem levar a venda a bom porto!
Meteorologia da RTP 1
Nunca percebi a forma como a RTP 1 apresenta a meteorologia… sinceramente alguém está interessado em ver imagens de satélite? Alguém sabe o que é um anticiclone? Altas e baixas pressões? Uma depressão que vai influenciar o território de Marrocos e lá para a noitinha a costa portuguesa? Qual é o interesse de ver (por exemplo) a nebulosidade a aproximar-se do continente?
Sejamos práticos o que todos os queremos saber é se vai chover ou nem por isso e, as temperaturas mínimas e máximas. That’s it!
Fica aqui a minha homenagem ao dia mundial da meteorologia…
Sejamos práticos o que todos os queremos saber é se vai chover ou nem por isso e, as temperaturas mínimas e máximas. That’s it!
Fica aqui a minha homenagem ao dia mundial da meteorologia…
quinta-feira, 22 de março de 2012
A Benedita não está com pressa II
Nos últimos tempos e porque este sábado já vou para as 39 semanas… há sempre alguém que me telefona, ou deixa mensagem no Facebook, ou manda sms, ou sonhou com a minha filha, ou telefona à minha mãe a saber se a Benedita já nasceu. Não, ainda não nasceu…
A Benedita não está com pressa
Pois é… nesta terça-feira fui ao obstetra e a minha filha está muito bem instalada e sem vontade nenhuma de sair. O médico mandou-me andar como se não houvesse amanhã.
A boa novidade é que só engordei 300 gr (nem queria acreditar!).
Bom só tenho uma certeza… vai nascer na Primavera… agora vamos lá ver se é uma fofinha e nasce a 31 de Março ou se lhe dá para ser do contra e escolhe um dos MUITOS dias proibidos de Abril.
A boa novidade é que só engordei 300 gr (nem queria acreditar!).
Bom só tenho uma certeza… vai nascer na Primavera… agora vamos lá ver se é uma fofinha e nasce a 31 de Março ou se lhe dá para ser do contra e escolhe um dos MUITOS dias proibidos de Abril.
Férias
Desaparecido em combate
domingo, 18 de março de 2012
Finito
Estou a chegar ao meu limite. Está decidido só vou trabalhar até esta terça-feira (dia 20 de Março), depois disso ponho férias. E para celebrar vou ao obstetra, vou à balança, faço um CTG e outras coisas tão boas que nem vou especificar… Ok dou-vos uma pista: conhecem aquela expressão “dá-me um toque?”. Parece que o meu obstetra vai-me ligar…
Filme "Seeking justice"
Vou-vos vender este filme como se ainda trabalhasse na Feira do Livro. Cá vai:
Um casal normal (ele professor, ela violoncelista) é feliz e tudo está bem. Um dia, ela a regressar tarde do trabalho, sozinha a fazer o trajecto até ao estacionamento é agredida, roubada e violada dentro do próprio carro.
Já no hospital, o marido é abordado na sala de espera por um estranho, que pertence a um grupo de pessoas que faz a justiça pelas próprias mãos, e que lhe promete fazer desaparecer o tal violador. No futuro terá de pagar esse favor, fazendo um pequeno recado em prol desta espécie de organização civil.
O professor, interpretado por Nicolas Cage, aceita a ajuda concedida mas depois desse dia a sua vida complica-se muito… E mais não digo!
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